CANEDO, RONALDO

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Nome: CANEDO, Ronaldo
Nome Completo: CANEDO, RONALDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CANEDO, Ronaldo

CANEDO, Ronaldo

* dep. fed. MG 1983-1987.

 

Ronaldo Passos Canedo nasceu em Muriaé (MG) no dia 29 de abril de 1932, filho de Antônio Augusto Soares e de Oneida Junqueira Passos Canedo. Seu pai foi deputado estadual constituinte em Minas Gerais de 1947 a 1951. Seus tios Édison Passos e Pio Soares Canedo foram, respectivamente, deputado federal pelo Rio de Janeiro de 1951 a 1954 e vice-governador de Minas Gerais de 1966 a 1971. Seu tio-avô, Agenor Augusto da Silva Canedo, foi deputado estadual em Minas entre 1919 e 1930.

Cursou o secundário nos colégios São Paulo, em sua cidade natal, São José, no Rio de Janeiro, e no Instituto Padre Machado, em Belo Horizonte. Em 1957 graduou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Após formar-se, voltou para Muriaé, onde começou a advogar.

Iniciou sua carreira política em novembro de 1966, ao se eleger deputado estadual em Minas na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Empossado em fevereiro de 1967, foi membro das comissões do Serviço Público (1969), de Constituição (1969) e de Finanças (1970). Reeleito em novembro de 1970, 1974 e 1978, foi 1º secretário da mesa diretora (1971 e 1972) e presidente da Comissão de Economia (1977 e 1978) da Assembléia Legislativa mineira. Em novembro de 1979, com a extinção do bipartidarismo e a conseqüente reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), partido que deu continuidade à extinta agremiação governista. Em dezembro seguinte, fez viagem oficial à Romênia, para contatos com organismos estatais e observações na área de agricultura. Ainda como deputado estadual, foi presidente da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça.

Nas eleições de novembro de 1982, foi eleito deputado federal na legenda do PDS, sendo empossado em fevereiro do ano seguinte. Na Câmara dos Deputados foi membro da Comissão de Trabalho e Legislação Social e suplente da Comissão de Constituição e Justiça. Em abril de 1984, votou contra a Dante de Oliveira, que propunha a realização de eleições diretas para a presidência da República em novembro seguinte. A não-aprovação de tal emenda pela Câmara definiu que o sucessor do presidente João Figueiredo (1979-1985) seria eleito por via indireta. Vários eram os postulantes à condição de candidato oficial do partido governista. A falta de consenso quanto à forma de escolha provocou uma cisão no PDS e os dissidentes formaram a Frente Liberal. Para decidir a questão, a agremiação governista realizou sua convenção em agosto, quando o então deputado paulista Paulo Maluf, tendo como vice o deputado cearense Flávio Marcílio, derrotou o então ministro do Interior Mário Andreazza, cujo vice era o deputado alagoano Divaldo Suruagi.

Para concorrer com os candidatos do governo, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), principal agremiação oposicionista, e a Frente Liberal, reuniram-se na chamada Aliança Democrática e lançaram Tancredo Neves, então governador de Minas Gerais, e José Sarney, então senador maranhense, respectivamente, candidatos à presidência e à vice-presidência da República. Na reunião do Colégio Eleitoral, realizada em 15 de janeiro de 1985, Ronaldo Canedo votou em Tancredo Neves. Contudo, o candidato oposicionista não chegou a ser empossado na chefia do Executivo, pois fora acometido por grave enfermidade que o vitimou em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente a Presidência da República desde 15 de março.

Canedo deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao final da legislatura, não tendo se candidatado à reeleição em novembro do ano anterior.

Abandonando a vida pública, exerceu, de forma esporádica, a advocacia em Belo Horizonte e em Muriaé.

Foi ainda funcionário do Tribunal de Contas de Minas Gerais, procurador autárquico do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (IAPC) do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, procurador do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e procurador federal do Serviço Público da União.

Casou-se com Isa Maria Monteiro de Castro Canedo.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário Biográfico; CÂM. DEP. Deputados Brasileiros. Repertório (1983-1987); Globo (26/4/84, 16/1/85); INF. BIOG.

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