CARDOSO, CARLOS

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: CARDOSO, Carlos
Nome Completo: CARDOSO, CARLOS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CARDOSO, CARLOS

CARDOSO, Carlos

*pres. Bco. Bras. 1960-1961.

 

Carlos Cardoso nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 26 de novembro de 1909, filho de Joaquim Inácio Batista Cardoso, militar que chegou ao marechalato, e de Leonídia Fernandes Cardoso. Sobrinho de Augusto Inácio do Espírito Santo Cardoso, ministro da Guerra (1932-1933), e primo de Dulcídio, prefeito do Distrito Federal (1952-1954), e Ciro, ministro da Guerra (1952-1954), teve dois irmãos que também se destacaram como defensores de causas nacionalistas e na carreira militar, atingindo o generalato: Felicíssimo e Leônidas. Leônidas, pai do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi deputado federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) paulista.

Carlos Cardoso começou a trabalhar aos 15 anos de idade, logo após a morte do pai, na Manufatura de Fumos Cruzeiro, transferindo-se dois anos depois para a Companhia de Seguros Sul América, de onde saiu em 1929, ingressando por concurso no Banco do Brasil. Em 1936, já na agência central do Rio de Janeiro, exerceu diversos cargos em comissão, entre eles o de chefe de gabinete.

Formado em economia pela Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio de Janeiro em 1944, foi designado interventor na filial do Banco Alemão Transatlântico, de São Paulo (1942-1943), e diretor do Banco Aliança do Rio de Janeiro. Representante do Banco do Brasil na Comissão Federal de Abastecimento e Preços (Cofap) e na Comissão Coordenadora dos Transportes do Ministério da Viação (1951-1952), desempenhou as funções de secretário de Finanças da Prefeitura do Distrito Federal (1952-1954), na gestão de Dulcídio do Espírito Santo Cardoso, retornando ao Banco do Brasil em 1955, para chefiar o gabinete dos presidentes Sebastião Pais de Almeida e Maurício Chagas Bicalho.

Aposentado aos 31 anos de serviço e nomeado em fevereiro de 1960 diretor da Carteira de Redesconto do Banco do Brasil, ocupou interinamente a presidência do banco por três vezes, até alcançar a presidência efetiva no dia 6 de outubro de 1960. Permaneceu no cargo até o final do governo de Juscelino Kubitschek, transferindo-o a João Batista Leopoldo de Figueiredo, em 2 de fevereiro de 1961.

Presidente do Banco Belo Horizonte S.A. de 1961 até a sua incorporação pelo Banco Irmãos Guimarães S.A. do qual tornou-se diretor nos dez anos seguintes, integrou o Conselho de Desenvolvimento da Companhia Progresso do Estado da Guanabara (Copeg) e o conselho consultivo da Elevadores Schindler S.A. Acionista da Frente S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, e proprietário e presidente da Distribuidora Fides e da Corretora Bittencourt, para a qual levou o filho, Carlos Joaquim, exerceu ainda a diretoria do Banco de Investimento da Guanabara.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 9 de julho de 1997.

Era casado com Maria da Cunha Bastos Cardoso, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: ARQ. BANCO DO BRASIL; Diário de São Paulo (21/2/60); FONTENLA, V. História; Globo (19/2/60, 10/7/97); Jornal (7/10/60 e 3/2/61); MONTEIRO, F. Banco; Revista AABB (8/97); SOCIED. BRAS. EXP. COM. Quem.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados