CARDOSO, HUNALD SANTAFLOR

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Nome: CARDOSO, Hunald Santaflor
Nome Completo: CARDOSO, HUNALD SANTAFLOR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CARDOSO, HUNALD SANTAFLOR

CARDOSO, Hunald Santaflor

* interv. SE 1945-1946.

 

 

Hunald Santaflor Cardoso nasceu em Aracaju no dia 2 de setembro de 1894, filho do professor e deputado estadual Brício Cardoso e de Mirena Cardoso. Seu irmão Maurício Graco Cardoso foi deputado federal pelo Ceará de 1906 a 1911 e por Sergipe de 1921 a 1922, de 1927 a 1930 e de 1946 a 1950, senador e presidente desse estado de 1922 a 1926. Seu tio Fausto Cardoso, deputado federal por Sergipe de 1900 a 1902 e em 1906, morreu assassinado por soldados do Exército durante um movimento revolucionário contra o governo estadual.

Fez os estudos iniciais no Ateneu Sergipense, em sua cidade natal, concluindo-os no Colégio Vieira, em Fortaleza. Após ingressar na Faculdade de Direito do Ceará em 1912, no ano seguinte transferiu-se para a Faculdade de Direito de Porto Alegre, por onde se bacharelou em 1918.

Iniciou sua vida profissional como promotor em Cachoeira (RS), mas ainda em 1919 retornou a Aracaju, exercendo as mesmas funções. Nomeado no ano seguinte inspetor fiscal do Liceu Alagoano e chefe de polícia de Sergipe, em 1921 tornou-se inspetor fiscal do Ateneu Sergipense e consultor jurídico desse estado. Em outubro de 1922, durante a presidência de seu irmão, foi designado secretário-geral do governo sergipano, sendo exonerado do cargo em agosto de 1923 por ter aceito a direção do Banco Estadual de Sergipe. Nesse mesmo ano elegeu-se deputado estadual e em 1925 foi escolhido prefeito de Aracaju. Em 1926, foi professor de direito comercial da Escola de Comércio Conselheiro Orlando. Concluiu o mandato na Assembléia em 1928 e em 1934 foi nomeado procurador-geral do estado. No ano seguinte, tornou-se desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe. Em 1943, tornou-se corregedor-geral da Justiça e dois anos depois ocupou a presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe.

Com a deposição de Getúlio Vargas em 29 de outubro de 1945 e a posse de José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), na presidência da República, todos os interventores federais nos estados foram substituídos pelos presidentes dos tribunais de Justiça. Exercendo na época essa função em seu estado, Hunald Cardoso assumiu o governo de Sergipe em novembro e presidiu as eleições realizadas no mês seguinte. Durante sua gestão, reajustou os vencimentos da magistratura, reintegrou funcionários, abriu créditos para cumprimento de decisões judiciais, promoveu oficiais e baixou decretos dispondo sobre a aposentadoria de serventuários da Justiça não remunerados pelo estado. Chamado pela oposição de “ditador togado” transmitiu o governo ao coronel Antônio de Freitas Brandão, nomeado interventor em março de 1946 pelo presidente Eurico Dutra.

Presidente do Tribunal Regional Eleitoral entre 1946 e 1948, cargo que ocuparia novamente de 1952 a 1956. Voltou a presidir o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe de 1948 a 1950, em 1951 e de 1953 a 1957. Aposentou-se compulsoriamente na presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe, em 1964. Em seguida dedicou-se ao exercício da advocacia até 1970.

Foi também catedrático de direito civil na Faculdade de Direito desse estado. Foi ainda membro da Academia Sergipense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e da Associação Sergipense de Imprensa.

Faleceu em Aracaju no dia 24 de junho de 1973.

Era casado com Maria José de Melo Góis, com quem teve três filhas.

Entre outras obras, publicou A mulher gaúcha (1917), O senhor de engenho (1917), Provimentos e diretrizes; Testemunhas do coração; Tobias, sol sem eclipses; Martinho Garcez, o Demóstenes sergipano; O nobile officium do Poder Judicial; A Constituição de 10 de novembro de 1937 e Curso de direito penal.

 

FONTES: ARQ. PÚBL. EST. SE; CURRIC. BIOG.; Encic. Mirador; GUARANÁ, M. Dic. internacional; SILVA, R. Bacharéis; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; WYNNE, J. História.

 

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