CARLOS ALBERTO GOMES DE OLIVEIRA

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Nome: OLIVEIRA, Carlos Alberto
Nome Completo: CARLOS ALBERTO GOMES DE OLIVEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
OLIVEIRA, Carlos Alberto

OLIVEIRA, Carlos Alberto  

*  dep. fed. PE 1967-1979.

 

Carlos Alberto Gomes de Oliveira nasceu em Limoeiro (PE) no dia 25 de setembro de 1941, filho de José Gomes de Oliveira e de Elaine Arruda Gomes.

Bacharelando-se pela Faculdade de Direito de Resende em 1964, foi oficial-de-gabinete do secretário de Educação de Pernambuco e assessor técnico de administração da Secretaria de Segurança Pública desse estado.

Em novembro de 1966 elegeu-se deputado federal por Pernambuco na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte.  Reeleito em novembro de 1970, sempre na legenda da Arena, entre 1971 e 1975 foi vice-líder de seu partido na Câmara e membro efetivo das comissões de Economia e de Serviço Público, tendo sido ainda um dos poucos deputados federais arenistas de Pernambuco a apoiar, em 1974, a candidatura afinal vitoriosa de José Francisco de Moura Cavalcanti ao governo do estado.  No pleito de novembro de 1974 elegeu-se novamente deputado federal por Pernambuco na legenda da Arena, mas não ocupou sua cadeira na Câmara dos Deputados no início da legislatura por haver sido nomeado secretário de Justiça de Pernambuco, cargo que assumiu em março de 1975, ao início do governo de Moura Cavalcanti.

Em agosto do mesmo ano foi demitido de suas funções na secretaria estadual por haver agredido fisicamente o jornalista Antônio de Brito, do Diário da Noite.  O jornalista divulgara que era intenção do secretário de Justiça deixar o cargo, caso o Congresso aprovasse a emenda apresentada pela Arena impedindo que parlamentares optassem pelo subsídio de deputado federal quando no exercício do cargo de secretário de estado.  Segundo o Jornal de Brasília, Carlos Alberto Oliveira, em virtude de sua demissão, rompeu em definitivo com o governador pernambucano, pretendendo inclusive substituí-lo no mandato seguinte.  Já O Jornal do Brasil informou que, apesar de haver deixado sua pasta, Carlos Alberto Oliveira fora o articulador de um protocolo de interesse do próprio governador, na disputa pelo controle absoluto do diretório da Arena de Pernambuco, que acabou com a hegemonia até então mantida pelo senador Paulo Guerra dentro do partido.

Após a demissão, ainda no início de agosto de 1975 Carlos Alberto assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados.  No exercício do mandato, foi suplente da Comissão de Minas e Energia e membro das comissões de Comunicação e de Saúde, além de fazer parte da comissão parlamentar de inquérito (CPI) destinada a proceder ao levantamento da situação penitenciária do país.  A partir de 1977, integrou o grupo favorável à candidatura do então ministro do Exército, general Sílvio Frota, à sucessão do presidente Ernesto Geisel.  Em julho desse ano, manifestou-se contrário à orientação dada à Arena pelo presidente do partido, Francelino Pereira, que proibira o lançamento prematuro de candidaturas à presidência da República.

Em agosto de 1977, tornou a agredir fisicamente outro jornalista, Sílvio Leite, do Jornal de Brasília, que noticiara o lançamento próximo, por parte do deputado, da candidatura do general Sílvio Frota.  Em decorrência da nova agressão, a Confederação Nacional dos Jornalistas Profissionais solicitou ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Antônio Maciel, que aplicasse uma punição ao deputado.  O Comitê de Imprensa da Câmara considerou-o então persona non grata e "inapto para a convivência democrática".  Ainda em conseqüência do episódio, a diretoria do Jornal de Brasília decidiu demitir o jornalista agredido, ao que se seguiu o pedido de demissão do editor-chefe do periódico, Haroldo Holanda, em solidariedade ao colega.

Em novembro de 1977, ao se discutir a legalização do Partido Comunista Brasileiro (PCB) no Congresso, Carlos Alberto Oliveira pronunciou-se contrário à medida por julgar que "nas democracias só devem existir partidos democráticos".  Em vista da inviabilidade da candidatura do general Sílvio Frota, demitido do Ministério do Exército em outubro de 1977, manifestou, juntamente com os demais parlamentares "frotistas", em janeiro de 1978, seu apoio à candidatura do general João Batista Figueiredo à presidência da República.  Tentou reeleger-se no pleito de novembro de 1978, mas obteve apenas uma suplência e deixou a Câmara dos Deputados ao final de seu mandato, em janeiro de 1979.

Nesse mesmo ano, tornou-se assessor do ministro da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel. Em 1980,  retornou  a Pernambuco, para ocupar o cargo de procurador do Estado. Permaneceu na procuradoria até 1997, quando se aposentou como procurador.

Ao longo desse período, presidiu o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Pernambuco entre 1983 e 1986. Nesse último ano, foi candidato a suplente de senador da chapa encabeçada por Roberto Magalhães, do Partido da Frente Liberal (PFL), mas não logrou eleger-se. De 1991 a 1995, foi vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A partir deste último ano, ocupou a presidência da Federação Pernambucana de Futebol.

Casou-se com Sônia Maria Marques de Oliveira, com quem teve duas filhas.  Seu sogro, José Marques da Silva, comerciante conhecido em Pernambuco como Zé Bodinho, teve seus direitos políticos suspensos pelo movimento político-militar de 31 de março de1964.

 

FONTES:  CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971, 1971-1975 e 1975-1979); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; INF. BIOG.; Jornal de Brasília (7/8/77); Jornal do Brasil (1 e 9/8/75: 15 e 21/7, 10 e 17/8, 7/10 e 26/11/77; 28 e 31/1/78); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1975); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (8 e 9).

 

 

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