CARLOS AUGUSTO DE OLIVEIRA DE ALBUQUERQUE

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Nome: ALBUQUERQUE, Carlos (dep. BA)
Nome Completo: CARLOS AUGUSTO DE OLIVEIRA DE ALBUQUERQUE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ALBUQUERQUE, Carlos

*dep. fed. BA 1992.

Carlos Augusto de Oliveira de Albuquerque nasceu no dia 5 de setembro de 1940 em Salvador, filho de Teódulo Lins de Albuquerque e de Inês Maria de Oliveira Albuquerque. Seu pai foi deputado federal constituinte em 1946 e deputado federal pela Bahia entre 1946 e 1951 e entre 1959 e 1964.

Realizou seus estudos universitários no Rio de Janeiro, cursando pesquisas sociais e educacionais no Centro Brasileiro de Pesquisas Especiais, de 1959 a 1963. Como consequência de sua formação, passou a exercer diferentes atividades ligadas à educação. Foi membro da secretaria executiva do plano trienal de educação da Comissão Nacional de Planejamento Educacional do Ministério da Educação e Cultura (Compled) no ano de 1963 e do grupo de planejamento do Ministério da Educação e Cultura (MEC) em 1964. Residindo em Brasília, foi chefe da Secretaria de Educação do Distrito Federal de 1964 a 1966, secretário interino da mesma pasta em 1966 e diretor-executivo da Fundação Cultural do Distrito Federal de 1966 a 1969. Participou ainda de missões oficiais ao exterior como representante do Brasil na Comissão de Indústria e Petróleo na reunião da Organização Internacional de Trabalho (OIT), em Genebra, Suíça, em 1973.

Ligado ao chefe político baiano Antônio Carlos Magalhães, iniciou suas atividades políticas em outubro de 1990, disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados pela Bahia, na legenda do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), agremiação pela qual se elegera presidente da República Fernando Collor de Melo no pleito de novembro/dezembro de 1989. Contudo, Carlos Albuquerque não se elegeu, obtendo apenas a primeira suplência. Mais tarde, em 1992, já filiado ao Partido Democrata Cristão (PDC), em virtude do afastamento temporário de Marcos Medrado, exerceu o mandato de 13 de maio a 18 de setembro daquele ano. Durante esse curto período, foi titular da Comissão de Viação de Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre crimes de responsabilidade do presidente da República, o que levou à abertura do processo de impeachment de Collor pela Câmara em 29 de setembro, quando Carlos Albuquerque já não mais exercia o mandato. Participou também da CPI que investigou o processo de privatização da VASP.

Sua participação na CPI da VASP deu-lhe notoriedade, uma vez que acusou a CPI de não passar de um grande conchavo político para inocentar o ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia (1987-1991), e o acionista majoritário da empresa, Vagner Canhedo. Tais declarações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, que em 24 de janeiro de 1993 publicou documento redigido por Carlos Albuquerque, lido na sessão reservada do dia 3 de setembro do ano anterior, quando se discutia a possível quebra de sigilo bancário dos envolvidos. Na ocasião, o parlamentar denunciou o rompimento do acordo firmado entre a maioria dos integrantes da comissão, ligados ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), de Orestes Quércia, e ao Partido da Frente Liberal (PFL), de Antônio Carlos Magalhães — citado pela CPI sobre o envolvimento do Ministério das Telecomunicações e da Telebrás na venda da NEC do Brasil S.A. —, para que nenhum dos envolvidos tivesse suas contas vasculhadas. Diante dos possíveis desgastes às vésperas das eleições municipais, o acordo foi rompido pelo PMDB, que acabou pedindo a quebra do sigilo bancário de Vagner Canhedo e de Paulo César Farias. O PFL reagiu e pediu a quebra do sigilo bancário de Quércia. Ao final da CPI, nenhum dos políticos envolvidos seria punido.

Tendo deixado a Câmara ainda em setembro de 1992, Carlos Albuquerque não se candidatou mais a nenhum cargo eletivo.

Casou-se com Virgínia Maria Camacho Albuquerque, com quem teve uma filha.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Estado de S. Paulo (24/1/93).

 

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