CARLOS BENIGNO PEREIRA DE LYRA NETO

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Nome: LYRA, Carlos
Nome Completo: CARLOS BENIGNO PEREIRA DE LYRA NETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

LYRA, Carlos

*sen. AL 1981-1987.

 

Carlos Benigno Pereira de Lyra Neto nasceu em Recife no dia 20 de junho de 1925, filho de Salvador Pereira de Lyra e de Maria da Conceição Diniz Pereira de Lyra. Seu irmão, João Lyra, foi senador por Alagoas entre 1989 e 1991.

Membro de família que desde 1892 se dedica à agroindústria açucareira, cursou engenharia química de 1947 a 1951 em Indiana, nos Estados Unidos. Voltando ao Brasil, ainda em 1951 assumiu o controle acionário da Algodoeira Lagense. Dando continuidade a suas atividades empresariais, em 1965 assumiu o controle acionário da usina Caeté. Anos mais tarde, em 1976, fundou a Agropecuária Varrela.

Em setembro de 1978 foi eleito, pelo colégio eleitoral de Alagoas, suplente do senador indireto — ou biônico, nome consagrado pela imprensa — em chapa encabeçada por Arnon de Melo, político filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. No ano seguinte, Lyra fundou a Agroindustrial Marituba Ltda. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979, e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se à nova agremiação governista, o Partido Democrático Social (PDS).

Em 1981, assumiu a vaga de Arnon de Melo, que se licenciara do Senado por motivo de saúde. Com a morte do titular em setembro de 1983, foi efetivado no mandato. No Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Carlos Lyra votou no oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal que derrotou o candidato do regime militar, Paulo Maluf. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março deste ano. Ainda em 1985, Carlos Lyra saiu do PDS para filiar-se ao Partido da Frente Liberal (PFL).

Durante seu mandato, Lyra participou da reunião da Junta Diretora do Parlamento Latino-Americano em Buenos Aires, em 1985. Ainda no mesmo ano, integrou a delegação brasileira à Assembléia Extraordinária do Parlamento Latino-Americano em Punta del Leste, no Uruguai.

Em 1986, assumiu o controle acionário da Usina Cachoeira e fundou a Sociedade de Táxi-Aéreo do Nordeste. Permaneceu no Senado até janeiro de 1987, ao final da legislatura e afastou-se das atividades políticas.

Em 1991, assumiu o controle da Produtos Químicos e Fertilizantes e, no ano seguinte, da Fábrica da Pedra, empresa do setor têxtil. Três anos depois, fundou a Rádio Pioneira de Delmiro Gouveia (AM e FM) e a Agro-Industrial Volta Grande, empresa açucareira localizada em Minas Gerais. Em 1995 fundou a holding do seu grupo empresarial, a Lagense S.A — Administração e Participação, sediada em Maceió.

Conselheiro da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, em Uberaba (MG), tornou-se membro do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos e vice-presidente da Associação dos Criadores de Alagoas.

Casou-se com Nancy Virgínia Karns Lyra, com quem teve dois filhos.

 

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; Globo (16/1/85).

 

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