CARLOS DE ALBUQUERQUE FILHO

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Nome: ALBUQUERQUE, Carlos de (Marinha)
Nome Completo: CARLOS DE ALBUQUERQUE FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALBUQUERQUE, Carlos de (Marinha)

ALBUQUERQUE, Carlos de

*militar; comte. CFN 1984-1986.

Carlos de Albuquerque Filho nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 29 de fevereiro de 1927, filho de Jair Fernandes de Albuquerque e de Adélia Estuckenbruck.

Ingressou na Escola Naval como aspirante em 31 de março de 1944, sendo declarado guarda-marinha do corpo da Armada em janeiro de 1946. Em abril seguinte, foi designado para o navio-escola Almirante Saldanha. Designado para servir no Corpo de Fuzileiros Navais em janeiro de 1947, no mês seguinte foi promovido a segundo-tenente e em agosto iniciou estágio na 2ª Companhia de Fuzileiros do 4º Distrito Naval, sediado em Belém. Um ano depois, em agosto de 1948, foi promovido a primeiro-tenente e em março do ano seguinte foi designado subalterno da Companhia de Metralhadoras, onde permaneceu até abril de 1950. Em julho desse ano, retornou ao Rio de Janeiro, onde assumiu o comando da 6ª Companhia do Quartel Central.

Em fevereiro de 1952 foi indicado para freqüentar o curso de tática aérea, na Base Aérea de Cumbica (SP). Em julho assumiu o comando da 7ª Companhia do Quartel Central do CFN. Foi promovido a capitão-tenente e em janeiro seguinte, exerceu interinamente o comando da Companhia de Transportes. Em julho de 1953, passou a servir na Diretoria de Aeronáutica da Marinha. Assumiu em abril de 1954 as funções de encarregado da Divisão de Planejamento da Diretoria de Aeronáutica da Marinha. No mês de outubro, tornou-se comandante da Divisão de Organização de Material, função desempenhada até maio de 1955, quando foi indicado para fazer o curso Naval Air Technical Training Center e a Aviation Ground Officer’s School, na Naval Air Station Jacksonville, Flórida, nos Estados Unidos, integrando, assim, a Comissão Nacional Brasileira em Washington. Regressando ao Brasil em fevereiro do ano seguinte, em março foi designado para a função de observador aéreo naval. Responsável pela Divisão de Material em julho de 1956, em agosto assumiu o cargo de encarregado de Serviços de Transportes Aéreos da Marinha. Dispensado em janeiro de 1957, em agosto recebeu a designação para exercer o cargo de instrutor de forças terrestres do curso complementar do Centro de Instrução e Adestramento Aéreo Naval (CIAAN).

Em dezembro deixou esse centro, permanecendo adido até abril de 1958. Em maio, assumiu as funções de instrutor do Assunto XVII (instrução de vôo do currículo do curso de especialização de observadores aéreos navais). Em agosto de 1958, foi matriculado no curso básico de comando para fuzileiros navais da Escola de Guerra Naval (EGN). Em junho de 1958 recebeu a promoção de capitão-de-corveta e em novembro de 1958, assumiu a chefia do Departamento de Instrução e Adestramento. Em janeiro de 1959, foi dispensado desse cargo, e em maio concluiu o curso preliminar de comando para fuzileiros navais. Em fevereiro de 1960, assumiu a chefia do Departamento de Instruções e Adestramento. Em maio de 1960 assumiu a função de adido junto ao gabinete do diretor-geral da Aeronáutica da Marinha. Em fevereiro de 1961, tornou-se encarregado de vôo do CIAAN. Em março, assumiu a chefia do Departamento de Instrução e Adestramento (DIA), cumulativamente com as funções de instrutor de vôo. Em junho foi dispensado da chefia do DIA, e em julho foi promovido a capitão-de-fragata.

Em setembro de 1961, foi dispensado das funções de encarregado da Escola de Adestramento de Vôo, permanecendo adido. Em março de 1962 matriculou-se no curso de comando para fuzileiros navais, na EGN, concluído em dezembro de 1962. Em fevereiro do ano seguinte, apresentou-se ao comando geral do Corpo de Fuzileiros Navais, sendo designado comandante do Núcleo do Comando de Aviação da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE). Em fevereiro de 1964 foi dispensado das funções que exercia na FFE, apresentando-se ao Comando Geral de Fuzileiros Navais, por ter sido posto à disposição do Estado-Maior da Armada (EMA), onde assumiu o cargo de assessor da Divisão de Planos. Em maio foi reconduzido à FFE e tomou posse no cargo de comandante do Núcleo de Comando de Aviação. Ainda no mês de maio, matriculou-se no Curso Superior de Comando e, em julho, foi designado instrutor de armas de apoio do curso de adestramento para oficiais complementares de operações anfíbias.

Em dezembro de 1965, foi dispensado das funções de comando do núcleo de aviação e concluiu o curso superior de comando. Em fevereiro de 1966, procedente do núcleo de comando, apresentou-se ao Comando Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, onde permaneceu adido até março, quando se apresentou à Escola Superior de Guerra (ESG) para fazer o curso de estado-maior e comando das forças armadas. Em novembro de 1966, foi nomeado para integrar o corpo permanente da ESG. No mês seguinte, recebeu o diploma do curso de estado-maior. Em janeiro de 1967, assumiu a função de adjunto da Divisão de Assuntos Militares (DAM). Em maio foi promovido ao posto de capitão-de-mar-e-guerra. Em fevereiro do ano seguinte, matriculou-se no curso superior de guerra e em março foi dispensado das funções de adjunto da DAM. Ainda nesse mês, foi designado para adjunto da divisão executiva do curso de estado-maior e comando das forças armadas. Participou em julho, do 2º Grupo de Estudos dos Estados Unidos da América do Norte e Canal do Panamá, do curso superior de guerra. Em agosto foi dispensado da função de adjunto do curso de estado-maior e comando das forças armadas, assumindo a função de adjunto da DAM. Em dezembro, concluiu o curso superior de guerra da ESG. De agosto a setembro de 1969, respondeu pela chefia da Divisão de Assuntos Científicos e Tecnológicos. Em novembro de 1969, foi designado para a chefia da Divisão Executiva do Departamento de Estudos e no mesmo mês foi dispensado das funções de adjunto da DAM. Em dezembro passou à chefia da Divisão Executiva do Departamentos de Ensino.

Em fevereiro de 1970 passou a exercer a chefia da divisão executiva do curso de estado-maior e comando das forças armadas, sendo em maio dispensado do Corpo Permanente da ESG. Em dezembro, foi exonerado da chefia da divisão executiva e, ainda nesse mês assumiu a função de adjunto da Divisão de Assuntos Militares. Em maio, foi designado para se apresentar ao Comando Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, de onde foi encaminhado para o Centro de Apoio do Corpo de Fuzileiros Navais (RJ), a fim de comandar o Centro de Instrução. Em março de 1973, foi nomeado presidente do conselho econômico desse centro. Em novembro do ano seguinte, foi exonerado de suas funções e promovido ao posto de contra-almirante. Passou a exercer, ainda em dezembro, em caráter interino, o comando do Centro de Apoio do Corpo de Fuzileiros Navais, cumulativamente com as funções que já exercia. Transmitiu esse cargo no mês seguinte, sendo encaminhado, em seguida, para o Comando Geral do Corpo de Fuzileiros Navais.

Chefe do Estado-Maior do CFN entre dezembro de 1974 e março de 1976, neste último mês assumiu o Comando de Reforço da Força de Fuzileiros Navais da Esquadra, exercendo essa função até março de 1977. Em seguida, e até dezembro de 1977, comandou a Divisão Anfíbia. Nessa ocasião, tornou-se membro efetivo da comissão de promoções de oficiais e em agosto do ano seguinte, assumiu o comando da Força de Desembarque.

Foi promovido a vice-almirante em novembro de 1980. Em janeiro do ano seguinte, foi exonerado do comando da Divisão Anfíbia e em março nomeado para comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra. Em dezembro de 1982, foi exonerado do cargo de membro efetivo da comissão de promoções de oficiais e no mês seguinte, do comando da Força de Fuzileiros da Esquadra. Em seguida, foi encaminhado para a Guarnição do Quartel-General do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), onde foi nomeado para o cargo de comandante de Apoio do Corpo de Fuzileiros Navais. Em novembro de 1984, foi promovido ao posto de almirante-de-esquadra, e no mês seguinte foi nomeado para o cargo de comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, em substituição ao almirante-de-esquadra Domingos de Matos Cortez.

Em novembro de 1986, foi exonerado e transferido para a reserva remunerada, não tendo exercido posteriormente quaisquer outras atividades.

Casou-se com Sílvia Helena Camargo de Albuquerque, com quem teve três filhas.

André Dantas

FONTES:  ENTREV. BIOG.; SERV. RECRUT. DISTRITAL.

 

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