CARLOS EDUARDO BENEVIDES NETO

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Nome: BENEVIDES, Carlos
Nome Completo: CARLOS EDUARDO BENEVIDES NETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BENEVIDES, Carlos

*const. 1987-1988; dep. fed. CE 1987-1994.

Carlos Eduardo Benevides Neto nasceu em Fortaleza no dia 22 de junho de 1956, filho de Carlos Mauro Cabral Benevides e de Maria Regina de Borba Benevides. Seu pai foi senador pelo Ceará (1975-1983 e 1987-1995), seu tio materno Aécio de Borba foi vice-prefeito de Fortaleza (1959-1962), deputado estadual (1963) e deputado federal (1983-1995), e seu irmão, Mauro Benevides Filho, foi deputado estadual (1987-1999).

Em 1974 ingressou no curso de engenharia civil da Universidade de Brasília (UnB), graduando-se em 1979. Iniciou sua carreira política em 1978, quando se elegeu deputado estadual no Ceará na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Assumiu seu mandato em fevereiro de 1979. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro desse ano e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB. Foi vice-líder da Assembleia Legislativa do Ceará em 1979 e 1980 e presidente da Comissão de Meio Ambiente. Nas eleições de novembro de 1982, reelegeu-se deputado estadual. Iniciando novo mandato em fevereiro do ano seguinte, foi vice-presidente da Comissão de Mineração e Recursos Hídricos.

Em novembro de 1986 elegeu-se deputado federal pelo Ceará na legenda do PMDB. Empossado em 1º de fevereiro de 1987, quando tiveram início os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, integrou, como titular, a Subcomissão de Defesa do Estado, da Sociedade e de sua Segurança, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições, e foi suplente da Subcomissão da Educação, Cultura e Esportes, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação. Votou favoravelmente à proteção ao emprego contra a despedida sem justa causa, ao turno ininterrupto de seis horas, ao aviso prévio proporcional, à unidade sindical, à soberania popular, ao voto aos 16 anos, ao presidencialismo, ao limite de 12% ao ano para os juros reais e ao mandato de cinco anos para José Sarney. Manifestou-se contra o aborto, a jornada semanal de 40 horas, a estatização do sistema financeiro, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a anistia aos micro e pequenos empresários, a legalização do jogo do bicho e a desapropriação da propriedade produtiva.

Já após a promulgação da Constituição em outubro de 1988, foi membro titular das comissões de Transportes, de Minas e Energia e de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior da Câmara dos Deputados.

Em outubro de 1990 reelegeu-se deputado federal, sempre na legenda do PMDB, iniciando novo mandato em fevereiro do ano seguinte. Na sessão da Câmara de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Collor foi afastado da presidência após a votação na Câmara, renunciando ao mandato no dia 29 de dezembro, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal. Com sua renúncia, Itamar Franco, vice-presidente em exercício desde 2 de outubro, foi efetivado na presidência.

Em outubro de 1993, ao ser criada na Câmara dos Deputados uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para verificar irregularidades cometidas no Orçamento de 1992, teve seu nome envolvido nas acusações. Um bilhete encontrado na casa de José Carlos Alves dos Santos, ex-diretor do Departamento de Orçamento da União (DOU), órgão responsável pela liberação de recursos federais, assinado por Carlos Benevides, cobrava o desbloqueio de recursos da Secretaria de Desenvolvimento Regional e do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER). Em depoimento à CPI, Carlos Benevides admitiu ter presenteado José Alves com uma televisão. A CPI apurou ainda que Benevides foi um dos parlamentares que mais tiveram emendas de subvenções sociais aprovadas e liberadas. Apesar do lobby articulado por seu pai, o senador Mauro Benevides, e por outros congressistas, teve seu mandato cassado em abril de 1994, por 297 votos a favor, 116 contra e 27 abstenções.

Agropecuarista e empresário, foi também membro do Instituto Latino-Americano (Ilam), do Instituto Brasileiro do Concreto e da Associação Brasileira de Engenheiros Rodoviários, além de representante da bancada suprapartidária nordestina do Congresso Nacional junto à Comissão Coordenadora de Energia Elétrica do Nordeste (CCEE).

Casou-se com Annie Aguiar Benevides, com quem teve três filhos.

Publicou Nordeste: menos energia, mais problemas (1988).

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (11/2 e 5/5/94); Globo (30/9/92, 31/12/93, 8 e 14/4/94); Jornal do Brasil (30/12/93); Perfil parlamentar/IstoÉ.

 

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