CARLOS FERNANDO ZUPPO FRANCO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: ZUPPO, Fernando
Nome Completo: CARLOS FERNANDO ZUPPO FRANCO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ZUPPO, FERNANDO

ZUPPO, Fernando

*dep. fed. SP 1995-2003.

Carlos Fernando Zuppo Franco nasceu em Graça (SP) no dia 1º de março de 1942, filho de Fernando Botelho Franco e de Agueda Zuppo Franco.

Iniciou suas atividades profissionais em 1960 como bancário do Bradesco em Osasco (SP), profissão que exerceria até 1973. Em 1969 ingressou na Faculdade de Direito de Osasco, concluindo o curso em 1973.

Em 1971 filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido político de sustentação ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Ao longo da década de 1970, exerceu diversos cargos públicos em Osasco, entre os quais os de presidente da Companhia de Água e Esgotos (1974-1975), presidente da Fundação Instituto Tecnológico de Osasco e presidente da Pró-Osasco, entidade ligada à prefeitura do município (1975-1976).

Em novembro de 1978, conquistou uma vaga na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação sucessora da Arena, mas em 1981 transferiu-se para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), legenda pela qual encerrou seu mandato de deputado estadual em janeiro de 1983.

Retornando ao PDS em 1986, entre 1988 e 1994 foi secretário de Obras Públicas da Prefeitura de Osasco. Nesse período, em 1992, abandonou mais uma vez o PDS e ingressou novamente no PTB.

Filiado desde 1994 ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), candidatou-se a uma vaga na Câmara Federal nas eleições de outubro. Durante a campanha eleitoral, contou com o apoio de Francisco Rossi, seu primo-irmão, ex-prefeito de Osasco e candidato do PDT ao governo de São Paulo. Eleito (obteve a maioria dos votos provenientes de sua base eleitoral no município de Osasco), assumiu o mandato em fevereiro de 1995, passando a integrar, nesse mesmo ano, a executiva municipal do PDT de Osasco e a comissão diretora provisória regional do PDT.

Durante as votações mais importantes ocorridas em 1995, acompanhando a orientação do seu partido, opôs-se às diversas emendas constitucionais enviadas pelo Executivo Federal, pronunciando-se contra a abolição do monopólio estatal nas telecomunicações, a distribuição de gás canalizado e a exploração do petróleo. Também votou contra a abertura da navegação de cabotagem à concorrência internacional, pelo fim de todas as diferenciações legais entre empresas brasileiras e estrangeiras e da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia que o governo gastasse 20% da arrecadação de impostos, sem que estas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação.

Em março de 1996 passou a presidir a Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior, vindo a ocupar no mesmo ano o cargo de vice-presidente da Comissão de Cultura e Desporto da Câmara dos Deputados. Pertenceu também, como membro titular e suplente, a diversas comissões especiais.

Em junho de 1996 votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde.

Contando novamente com o apoio de Francisco Rossi, candidato à prefeitura de São Paulo, em outubro de 1996 disputou a prefeitura de Osasco pelo PDT, mas foi derrotado por Silas Bortolosso, lançado pelo PTB.

Em janeiro/fevereiro de 1997 votou contra a emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Eleito presidente estadual do PDT em São Paulo e vice-líder do bloco formado pelo PDT, Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi relator da comissão especial da Câmara que analisou a situação de conflito entre trabalhadores sem-terra e fazendeiros na região do Pontal do Paranapanema (SP). Em novembro de 1997 pronunciou-se contrário à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

Reelegeu-se em outubro de 1998. Em novembro seguinte votou contra o teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e o estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Iniciou seu novo mandato em fevereiro de 1999 e foi vice-líder do PDT até 2000. No ano seguinte, deixou essa legenda e filiou-se ao Partido Social Democrata Cristão (PSDC), tornando-se líder do partido na Câmara. Em 2002 deixou o PSDC e em outubro não disputou a reeleição. Deixou a Câmara em janeiro de 2003.

Em 2009, chefe de gabinete da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo.

Foi ainda secretário de Governo da Prefeitura de Itapevi (SP) e secretário de gabinete da Prefeitura de Itu (SP) e secretário executivo da Associação das Prefeituras de Cidades Estância do Estado de São Paulo (Aprece-SP).

Casou-se com Tânia Regina Reuswich Zuppo Franco, com quem teve três filhos.      

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (30/10/94, 14/3, 30/5 e 28/10/96, 8/10/98); Folha de S. Paulo (10/9 e 7/10/96, 17/4, 2/9 e 2/11/97, Especial 6/11/98); Globo (14/3/96); Jornal do Brasil (4/6/96); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95 e 14/1/96); Olho no voto/Folha de S. Paulo (29/9/98); Portal da Aprece-SP; Portal do Governo do estado de São Paulo – Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social; TRIB. SUP. ELEIT. Relação (1998); (1/8/2009).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados