CARLOS JENA KAYATH

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Nome: KAYATH, Carlos
Nome Completo: CARLOS JENA KAYATH

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
KAYATH, CARLOS

KAYATH, Carlos

*dep. fed. PA 1991-1995.

Carlos Jehá Kayath nasceu em Belém no dia 17 de outubro de 1959, filho de Henry Checralla Kayath e de Elza Bouhid Jehá Kayath. Seu tio-avô Valdir Bouhid foi governador do Pará de 1950 a 1951 e senador em 1955.

Em 1978 iniciou o curso de direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e passou a integrar o Conselho Departamental da faculdade, no qual permaneceria até 1981. Participou em 1979 do II Encontro Nacional dos Advogados Trabalhistas, tornando-se, de 1980 a 1981, secretário-geral e, de 1981 a 1982, presidente do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira (CACO), de sua faculdade. Ainda em 1982, tornou-se membro da Congregação de Carreira da faculdade e monitor de direito comercial do Departamento de Direito da UFRJ. Realizou também um curso de comércio exterior na Fundação Getulio Vargas. Ao final do ano, bacharelou-se.

De 1983 a 1984 prestou consultoria técnica ao Banco do Estado do Pará, no Rio de Janeiro, e nos dois anos seguintes foi assessor da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), em Belém, da qual seu pai era superintendente. Nesse mesmo período participou do Conselho Territorial do Amapá, sendo relator do processo de prestação de contas do governo daquela unidade da Federação.

Filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), no pleito de novembro de 1986 foi eleito deputado estadual no Pará, com a maior votação do estado. Assumiu sua cadeira na Assembleia Legislativa paraense em fevereiro do ano seguinte, tornando-se membro titular das comissões de Constituição e Justiça e de Educação, Saúde e Assistência Social, e suplente da Comissão de Economia. Paralelamente ao cumprimento do mandato, a partir de 1987 foi professor-assistente de ciência política na União das Escolas Superiores do Estado do Pará (Unespa). Licenciou-se da Assembleia em 1989 para ocupar a Secretaria do Trabalho e Promoção Social na administração de Hélio Gueiros. Nesse mesmo ano, representou o governo paraense em viagem de intercâmbio a Cuba. Permaneceu na secretaria até 1990, quando se desincompatibilizou para concorrer a outro mandato eletivo, e em seguida reassumiu sua cadeira no Legislativo estadual.

No pleito de outubro de 1990, já filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), elegeu-se deputado federal. Depois de concluir o mandato de deputado estadual em janeiro de 1991, assumiu no mês seguinte sua cadeira na Câmara dos Deputados. Tornou-se membro titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação e suplente das comissões de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior e de Defesa Nacional. Integrou ainda a comissão parlamentar destinada a oferecer à mesa estudos e sugestões visando ao aperfeiçoamento dos trabalhos administrativos e legislativos da Câmara.

Ao longo de 1991, o governo Fernando Collor de Melo foi alvo de constantes denúncias de irregularidades veiculadas na imprensa. A situação atingiu o ponto máximo em maio de 1992, quando a revista Veja publicou uma entrevista de Pedro Collor, irmão do presidente, denunciando um esquema de corrupção no governo sob o comando de Paulo César Farias, o PC, ex-tesoureiro da campanha presidencial. A denúncia levou o Congresso a instalar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), cujas conclusões indicaram o envolvimento de Fernando Collor. No dia 29 de setembro, com voto favorável de Carlos Kayath, a Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade de abertura do processo de impeachment do presidente, a ser conduzido pelo Senado. Em 2 de outubro, Collor afastou-se do governo e foi substituído pelo vice Itamar Franco. No dia 29 de dezembro apresentou sua renúncia, pouco antes da votação no Senado, que resultou em seu impeachment e na suspensão de seus direitos políticos por oito anos. Com esse resultado, Itamar Franco foi efetivado na presidência da República.

Em janeiro de 1993, Kayath figurou entre os sete deputados que teriam ultrapassado o limite máximo de faltas do período de convocação extraordinária, correndo o risco de perder o mandato. Em junho, como membro da CPI que investigava possíveis irregularidades na venda da TV Jovem Pan, estranhou a coincidência de a emissora ter entrado em dificuldades “quando ruiu o esquema PC no governo federal”, na época do presidente Fernando Collor. Ao longo da legislatura, votou a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FES) e do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), que ficou conhecido como imposto do cheque, mas faltou à votação do projeto que propunha o fim do voto obrigatório.

Candidato à reeleição na legenda do PTB em outubro de 1994, obteve a segunda suplência. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro de 1995, quando se encerrou a legislatura. Voltou a concorrer a uma cadeira na Câmara no pleito de outubro de 1998 com o apoio de uma coligação integrada pelo PTB, mas ficou novamente como segundo suplente.

Além de artigos diversos em jornais, publicou Ciência e tecnologia na produção de alimentos na região amazônica; ciência e tecnologia: aquisição - geração - utilização (coord. de Aírton R. da Silveira, 1985).

Verônica Pimenta Veloso/Alan Carneiro

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Estado de S. Paulo (9/6/93); Folha de S. Paulo (22/1/93, 18/9/94); Globo (30/9/92); Perfil parlamentar/IstoÉ (1991); TRIB. SUP. ELEIT. Relação (1998).

 

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