CARLOS PENA BOTO

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Nome: BOTO, Pena
Nome Completo: CARLOS PENA BOTO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BOTO, PENA

BOTO, Pena

*militar; comte-em-ch. Esquadra 1954-1955.

 

Carlos Pena Boto nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 11 de junho de 1892, filho de Carlos Augusto Boto e de Lina Pena Boto. Seu avô materno, Belisário de Oliveira Pena, barão e visconde de Caramandaí, foi chefe político de Barbacena (MG) e figura de destaque do Segundo Império. Seu tio Belisário Augusto de Oliveira Pena foi ministro da Educação entre setembro e dezembro de 1931 e membro da Ação Integralista Brasileira (AIB).

Depois de fazer seus estudos básicos no Colégio Abílio e no Ginásio Mineiro, situados em Barbacena, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Escola Naval em abril de 1909. Foi promovido a guarda-marinha em janeiro de 1912 e a segundo-tenente um ano depois. Entre junho de 1914 e setembro de 1916, serviu junto à Marinha norte-americana, embarcado a maior parte do tempo no encouraçado Delaware. Retornando ao Brasil em outubro de 1916, passou à condição de primeiro-tenente dois meses depois.

Em julho de 1918, foi designado para servir como auxiliar de gabinete do ministro da Marinha do governo Venceslau Brás, o vice-almirante Alexandrino de Alencar, permanecendo neste cargo até novembro seguinte, quando Delfim Moreira assumiu a presidência. Em agosto de 1919, no início do governo de Epitácio Pessoa, voltou a servir no Ministério da Marinha como ajudante-de-ordens do ministro Raul Soares. Desempenhou essas funções até julho de 1920, quando foi incorporado à tripulação do encouraçado Minas Gerais. Em outubro seguinte, viajou para Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde freqüentou até julho de 1921 um curso sobre instrumentos na Ford Instrument School.

De volta ao Brasil, matriculou-se em abril de 1922 na Escola Profissional de Artilharia, situada na ilha de Mocanguê, em Niterói, sendo promovido a capitão-tenente em dezembro seguinte. Em janeiro de 1923, concluiu o curso de aperfeiçoamento em artilharia e foi designado para servir a bordo do encouraçado São Paulo.

Pena Boto foi transferido para o cruzador Barroso em julho de 1924, mês em que irrompeu na capital paulista uma revolta militar contra o governo de Artur Bernardes, acompanhada de sublevações de solidariedade em unidades estacionadas em Sergipe e no Amazonas. Neste navio integrou o Destacamento Norte, organizado em agosto sob o comando do general-de-brigada João de Deus Mena Barreto para combater a sublevação do 27º Batalhão de Caçadores, sediado em Manaus. A expedição mobilizou cerca de três mil homens, que partiram do Rio de Janeiro em diversos navios de guerra e conseguiram derrotar os revoltosos, retornando em outubro à capital federal. Nesse mês, Pena Boto foi transferido novamente para o São Paulo. Estava de folga no dia 4 de novembro, quando a tripulação deste encouraçado promoveu um levante, única ação militar resultante de um plano mais amplo liderado pelo capitão-de-mar-e-guerra Protógenes Guimarães, que pretendia sublevar a Esquadra e depor o presidente Artur Bernardes. Com a prisão de Protógenes ainda na fase preparatória, o movimento se desarticulou, e os revoltosos do São Paulo tiveram que rumar para o sul, fundeando ao largo de Montevidéu. Pena Boto participou da perseguição ao navio amotinado e foi um dos oficiais que o receberam das autoridades uruguaias, providenciando seu retorno ao Brasil.

Pena Boto iniciou, em maio de 1925, uma longa viagem de estudos aos Estados Unidos, Inglaterra, França e Itália, visitando fábricas de armamentos e estaleiros, e freqüentando cursos de artilharia, setor no qual se especializara. Regressou ao Brasil em fevereiro de 1927, sendo nomeado no mês seguinte instrutor interino do curso de oficiais de artilharia da Escola Profissional. Entre abril de 1928 e março de 1929, serviu na Divisão de Artilharia da Diretoria de Armamentos, assumindo em novembro a chefia da Capitania dos Portos do Piauí, onde permaneceu até agosto de 1930. No mês seguinte, foi lotado como imediato no contratorpedeiro Pará, que rumou em outubro para Santa Catarina a fim de se incorporar à força naval que dava combate às tropas revolucionárias gaúchas que marchavam em direção a São Paulo. Estava em curso a Revolução de 1930, deflagrada em 3 de outubro no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba. A evolução das ações militares foi favorável aos revoltosos, que ocuparam várias capitais e provocaram a deposição do presidente Washington Luís depois de 21 dias de luta. Com a suspensão das hostilidades, o Pará zarpou para o Rio junto com outros navios que haviam permanecido ao lado do presidente deposto, substituído inicialmente por uma junta militar e, em seguida, pelo Governo Provisório chefiado por Getúlio Vargas. Em dezembro, Pena Boto foi desligado deste navio.

Promovido a capitão-de-corveta em novembro de 1932, Pena Boto freqüentou, entre fevereiro e dezembro de 1933, o curso de comando da Escola de Guerra Naval, no Rio. Em janeiro de 1934, assumiu a chefia da 3ª Seção da Divisão de Operações do Estado-Maior da Armada (EMA), onde permaneceu até agosto seguinte. Entre abril e julho de 1935, comandou o Pará, sendo designado em seguida para a chefia da Divisão de Faróis, setor subordinado à Diretoria de Navegação. Em abril de 1936, assumiu o cargo de capitão dos portos do estado de Sergipe, função que exerceu até março de 1937. Transferido para o Rio de Janeiro, foi vice-diretor da Escola Almirante Wandenkolk entre novembro de 1938 e fevereiro de 1939, quando passou a servir junto à missão naval norte-americana que fornecia assessoria técnica e organizativa à Armada brasileira. Promovido por merecimento a capitão-de-fragata em fevereiro de 1940, trabalhou junto com os oficiais norte-americanos por mais dois anos, assumindo em seguida o comando do tênder Belmonte.

Em agosto de 1942, o Brasil declarou guerra à Alemanha, consolidando seu alinhamento com os países aliados (Estados Unidos, Inglaterra e França) que combatiam o nazi-fascismo na Segunda Guerra Mundial. Em virtude das contingências do conflito, foi criado o Comando Naval do Centro, sediado no Rio, onde Pena Boto passou a servir a partir de julho de 1943 na condição de oficial-de-ligação com as autoridades navais norte-americanas. A IV Esquadra dos Estados Unidos coordenou as operações de defesa do Atlântico Sul, que contaram com a participação da Marinha brasileira.

Pena Boto foi promovido a capitão-de-mar-e-guerra em dezembro de 1944 e comandou a Força Naval do Nordeste entre janeiro e novembro de 1946, mês em que esse destacamento foi extinto. Em fevereiro de 1947, foi empossado no cargo de diretor do Armamento da Marinha. Promovido a contra-almirante em março de 1948, foi nomeado em julho seguinte diretor-geral do Centro de Armamento da Marinha, sediado em Niterói, tendo exercido essa função até maio de 1950.

Pena Boto foi conselheiro militar da delegação brasileira presente à IV Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas, realizada em março de 1951 em Washington. Durante o encontro, foi levantada a possibilidade da formação de um exército interamericano para lutar ao lado dos Estados Unidos na Guerra da Coréia, mas essa idéia não chegou a ser implementada.

 

A fundação da Cruzada Brasileira Anticomunista

Pena Boto ocupou as funções de subchefe do EMA entre maio de 1951 e janeiro de 1952. No mês seguinte, à frente de um grupo que incluía Joaquim Miguel Ferreira Viana, Dourado Lopes e o delegado Cecil Borer, fundou a Cruzada Brasileira Anticomunista (CBA), organização civil de âmbito nacional cujo objetivo era “combater o comunismo com palavras e não com atos”. Seus panfletos, quase sempre ilustrados com charges, eram freqüentemente lançados de avião nas aglomerações populares. Além de presidente da entidade, Pena Boto era o único porta-voz da CBA e se responsabilizava por todos os seus documentos e manifestos, adquirindo certa notoriedade junto à opinião pública devido às constantes denúncias que fazia através da imprensa sobre a “infiltração comunista” nos mais diversos setores da vida nacional. A CBA estava articulada a várias organizações congêneres da América Latina e da Europa.

Promovido a vice-almirante em março de 1952, Pena Boto foi designado em setembro diretor-geral da Marinha Mercante, cargo que durante sua gestão passou a se denominar diretor-geral de Portos e Costas. Desempenhou essas funções até janeiro de 1953. Entre setembro e dezembro desse ano, freqüentou o curso da Escola Superior de Guerra (ESG). Em setembro de 1954, logo após o suicídio do presidente Getúlio Vargas e a ascensão de João Café Filho à presidência da República, assumiu o comando das Forças de Alto-Mar, função equivalente à do atual comandante-em-chefe da Esquadra, exercendo este cargo cumulativamente com o comando da Força dos Cruzadores.

 

Atuação na campanha presidencial de 1955

Na condição de líder máximo da CBA, Pena Boto desenvolveu intensa atividade política durante o ano de 1955. Ao lado da União Democrática Nacional (UDN) e de setores antigetulistas das forças armadas, o vice-almirante se opôs à chapa lançada pela coligação do Partido Social Democrático (PSD) com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) para as eleições presidenciais, formada por Juscelino Kubitschek e João Goulart, acusados de corruptos e de fazerem alianças com os comunistas.

No início de junho desse ano, ao chegar a Porto Alegre, Pena Boto concedeu a bordo do destróier Greenhalgh uma série de entrevistas para o jornal local Diário de Notícias, nas quais analisava a situação política do país e a sucessão presidencial. Entre outros pontos, afirmou que a cruzada exigia que os candidatos à chefia do governo não tivessem qualquer compromisso com o PTB, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o governador paulista Jânio Quadros ou o candidato do Partido Social Progressista (PSP), Ademar de Barros. Manifestou-se ainda contra o monopólio estatal da exploração de petróleo, implantado em outubro de 1953, sustentando que essa atividade exigia técnica e recursos que o país não possuía.

Pena Boto prestou novas declarações à imprensa em setembro, dessa vez ao matutino carioca Tribuna da Imprensa, de propriedade de Carlos Lacerda, deputado pelo Distrito Federal na legenda da UDN e um dos mais veementes opositores da candidatura Kubitschek. Nessa ocasião, afirmou que Juscelino Kubitschek e Ademar de Barros não possuíam “condições morais para a presidência da República” e mostrou-se descrente da solução eleitoral para a questão sucessória, pois, segundo ele, cerca de 80% do eleitorado não possuíam discernimento, sendo manipulados por “demagogos de última classe”.

Os candidatos da coligação PSD-PTB venceram finalmente as eleições presidenciais realizadas em 3 de outubro de 1955. A partir da divulgação dos resultados, a UDN, a CBA e seus aliados passaram a defender o impedimento da posse dos eleitos. Em mensagem dirigida “aos brasileiros patriotas” e publicada em O Globo de 14 de outubro, Pena Boto ressaltou que Kubitschek e Goulart não haviam alcançado a maioria absoluta dos votos e os acusou de receberem apoio do Partido Comunista Brasileiro — então chamado Partido Comunista do Brasil (PCB) — “apesar deste se encontrar fora da lei”.

Junto com as tentativas de impedir por via legal a posse dos candidatos eleitos, ganhava terreno a idéia de se implantar no país um regime de força, tendo à frente um chefe militar. Em 4 de novembro, a Tribuna da Imprensa publicou um artigo intitulado “A hora das forças armadas”, assinado por Lacerda, no qual ele anunciava estar próxima a implantação de um “novo regime” a cargo dos militares. O teor deste artigo dava consistência aos rumores de que, por ordem de Pena Boto, as unidades da Esquadra teriam recebido, entre os dias 14 e 21 de outubro, grande quantidade de alimentos e munição, excessivas para os exercícios de rotina. Segundo o documento Subsídios para a história dos acontecimentos de novembro, elaborado depois pelo Ministério da Guerra, esses preparativos comprovariam o envolvimento do alto comando da Esquadra e de outras autoridades da Marinha com um movimento armado que estava sendo articulado, entre outros, por Lacerda.

A guerra surda travada entre as forças favoráveis e as contrárias à posse dos eleitos transformou-se num conflito aberto na madrugada de 11 de novembro. Nessa ocasião, o presidente em exercício Carlos Luz foi afastado do poder por um movimento militar liderado pelo general Henrique Lott, ministro da Guerra demissionário, que o acusava de participar de uma conspiração para impedir a posse de Kubitschek e Goulart.

Pena Boto teve destacada participação nesses acontecimentos. No início da madrugada do dia 11, avisado por membros da CBA sobre o deslocamento de tropas fiéis a Lott, deu ordem de prontidão a todos os navios de guerra atracados no Rio — nove destróieres e os cruzadores Barroso e Tamandaré. Algumas horas depois, com a situação na capital federal já sob controle de Lott, Pena Boto sugeriu a Carlos Luz que embarcasse no Tamandaré e seguisse para Santos (SP), pois havia informações de que o governador Jânio Quadros estava disposto a resistir e de que seria possível instalar temporariamente o governo federal em território paulista. O presidente deposto aceitou a sugestão e subiu a bordo do cruzador por volta das 8:30h da manhã acompanhado de Lacerda, membros do seu ministério e diversos militares, entre os quais Pena Boto.

Apesar de bombardeado pela artilharia de costa que guarnecia a barra da baía de Guanabara, o Tamandaré conseguiu escapar incólume na direção planejada. Entretanto, no decorrer do dia 11, a situação em São Paulo também se definiu a favor dos partidários de Lott. Pena Boto sugeriu então que rumassem para a grande base naval localizada em Salvador, que permanecia fiel ao presidente deposto. Carlos Luz não concordou com a proposta e ordenou que o cruzador retornasse ao Rio, onde o Congresso empossara Nereu Ramos, vice-presidente do Senado, na presidência da República. Assim, na madrugada do dia 12, o Tamandaré mudou de rumo e iniciou a viagem de volta à capital federal, onde aportou na manhã do dia 13. No dia seguinte, Pena Boto foi exonerado do cargo de comandante-em-chefe da Esquadra.

 

Na oposição aos governos de Kubitschek, Quadros e Goulart

A vitória desse movimento militar garantiu a posse, em 31 de janeiro de 1956, de Juscelino e Goulart. Afastado de qualquer função na Marinha e crítico intransigente do novo governo, no mês seguinte Pena Boto cumpriu dez dias de prisão por ter-se solidarizado publicamente com a efêmera rebelião que irrompeu na base aérea de Jacareacanga, no interior do Pará, liderada pelo major Haroldo Veloso e o capitão José Chaves Lameirão, e apoiada por oficiais pertencentes à facção derrotada no dia 11 de novembro de 1955.

No final de fevereiro de 1956, Pena Boto foi promovido a almirante-de-esquadra. Ainda nesse ano, representou a CBA no Congresso Mundial Anticomunista, realizado em Frankfurt, Alemanha Ocidental. Em março de 1958, solicitou sua passagem para a reserva, deferida dois meses depois, e em novembro foi promovido ao posto de almirante.

O sucessor de Juscelino na presidência da República, Jânio Quadros, também foi alvo de críticas por parte de Pena Boto. A política de aproximação do Brasil com os países do chamado Terceiro Mundo e do bloco socialista, iniciada durante o curto governo de Quadros (janeiro a agosto de 1961), desagradou profundamente o presidente da Cruzada Brasileira Anticomunista. Em maio, quando era iminente o reatamento das relações diplomáticas do Brasil com a União Soviética, Pena Boto, em artigo de jornal, manifestou-se frontalmente contrário à orientação da política externa do governo, sendo então punido pelo presidente com prisão domiciliar. Os ataques de Pena Boto continuaram em agosto, quando Jânio Quadros — dias antes de renunciar — condecorou Ernesto “Che” Guevara, ministro da Indústria e Comércio de Cuba, com a Ordem do Cruzeiro do Sul, a mais alta comenda concedida pelo governo brasileiro. Ainda em 1961, Pena Boto viajou para Roma, onde participou da II Conferência Internacional sobre a Guerra Política dos Sovietes, que reuniu organizações anticomunistas de vários países.

Com a renúncia de Jânio Quadros em agosto de 1961, o vice-presidente João Goulart assumiu a chefia da nação. Veemente opositor desse novo governo, Pena Boto foi partidário entusiasta do movimento político-militar que derrubou o presidente em 31 de março de 1964. Acompanhado, entre outros, do brigadeiro Eduardo Gomes e do almirante Edmundo Amorim do Vale, ambos na reserva, Pena Boto compareceu nesse dia ao palácio Guanabara, sede do governo estadual, para prestar solidariedade ao governador Carlos Lacerda. Corriam rumores — não concretizados — de que contingentes do I Exército ainda fiéis a Goulart estavam se deslocando para o palácio a fim de prender Lacerda.

Em fins de abril de 1964, Pena Boto compareceu ao encontro promovido pela organização anticomunista Sentinelas da Liberdade, em Miami, nos Estados Unidos. Nesta reunião, pregou a intervenção militar em Cuba para derrubar Fidel Castro do poder e elogiou o movimento de 31 de março que, segundo ele, “salvou o Brasil de ser... escravizado pelo comunismo internacional”.

As atividades da Cruzada Brasileira Anticomunista foram sensivelmente reduzidas depois da consolidação do regime militar brasileiro, que afastou o “perigo comunista”. Devido a esse esvaziamento, a organização deixou de funcionar no edifício São Borja, no centro do Rio, transferindo-se para a casa de Pena Boto, no bairro carioca de Ipanema.

A presença de Pena Boto no cenário político do país diminuiu sensivelmente a partir de 1964, pois sua atividade pública se reduziu a declarações esporádicas à imprensa. Durante o ano de 1969, pronunciou-se em diversas oportunidades sobre questões ligadas à política internacional, sempre reiterando seu anticomunismo radical. Entre outras afirmações, declarou ser adversário do general Charles de Gaulle, presidente da França, “por suas atitudes criptocomunistas dos últimos anos”; apelou ao papa Paulo VI para que detivesse “a infiltração esquerdista e mesmo comunista na religião”, e instou o governo dos Estados Unidos a acabar com a Guerra do Vietnã, “conquistando vitória integral”.

Pena Boto faleceu em Petrópolis (RJ) no dia 28 de janeiro de 1973. Foi casado com Eunice Carvalho Mourão Pena Boto, com quem teve cinco filhos.

Publicou diversos trabalhos e artigos em revistas técnicas, na Revista Naval e em jornais diários, geralmente versando sobre artilharia e balística, áreas de sua especialidade, ou sobre temas políticos. Foi autor de cerca de 50 obras, entre as quais Viagem de instrução. NE Benjamim Constant (1913, 2v.), Em águas de Angra dos Reis (1914), De bordo do U.S.S. Delaware (1916), O neo-relativismo einsteiniano (1922), Miscelânea naval (1923), Militarismo e seus malefícios (1931), Campanhas navais sul-americanas (1939), A IV Reunião de Consulta dos Ministros de Relações Exteriores das Repúblicas Americanas (1951), Manifestos à nação (assinados pela Cruzada Brasileira Anticomunista, 1952-1955), Como se desenvolve a ofensiva comunista (1961), A desastrada política exterior do presidente Jânio Quadros (Cruzada Brasileira Anticomunista, 1965), O “espírito revolucionário” e sua deletéria influência sobre a Marinha, Meu exílio em Sergipe e Abaixo o comunismo.

Sérgio Lamarão

 

 

FONTES: ANDREA, J. Marinha; BANDEIRA, L. 24; CORRESP. SERV. DOC. GER. MAR; COSTA, M. Cronologia; DULLES, J. Unrest; Grande encic. Delta; Histórico; INST. NAC. LIVRO. Índice; MIN. GUERRA Subsídios; MIN. MAR. Almanaque (1957); RIBEIRO FILHO, J. Dic.; SERV. DOC. GER. MARINHA; VELHO SOBRINHO, J. Dic.; VÍTOR, M. Cinco.

 

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