CARREL IPIRANGA BENEVIDES

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Nome: BENEVIDES, Carrel
Nome Completo: CARREL IPIRANGA BENEVIDES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BENEVIDES, Carrel

BENEVIDES, Carrel

* const. 1987-1988; dep. fed. AM 1987-1991.

 

Carrel Ipiranga Benevides nasceu em Manaus no dia 25 de setembro de 1944, filho de Aron Ipiranga Benevides e de Jaira Benevides.

Transferindo-se para o Paraná, em 1969 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Católica em Curitiba, bacharelando-se em 1973. Durante sua vida acadêmica, foi presidente da União dos Estudantes do Paraná. De volta ao Amazonas, ingressou na política filiando-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar vigente no país, e elegendo-se vereador em Manaus no pleito de novembro de 1976. Assumiu sua cadeira na Câmara Municipal em janeiro do ano seguinte e foi eleito primeiro-vice-presidente da mesa diretora.

Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, ingressou no ano seguinte no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) – sucessor do MDB na oposição ao regime militar – e foi eleito presidente do diretório municipal da agremiação. Em 1981 deixou o cargo de primeiro-vice-presidente e tornou-se vice-líder do seu partido na Câmara Municipal, função que exerceria por dois anos. Com a prorrogação dos mandatos municipais para que as eleições nesse nível coincidissem com as estaduais e federais, ganhou mais dois anos no Legislativo municipal.

Em novembro de 1982 foi reeleito para mais um mandato de vereador, iniciando sua segunda legislatura em janeiro de 1983. Nesse ano deixou a vice-liderança do partido na Câmara Municipal e a presidência do diretório municipal do PMDB. Em 1985 voltou a ser eleito primeiro-vice-presidente da Câmara de Manaus. Nessa condição, ocupou interinamente a presidência da mesa e, como tal, a prefeitura, por um breve período, com o licenciamento temporário do prefeito Amazonino Mendes. Com a nova prorrogação dos mandatos dos vereadores e prefeitos, para que as eleições municipais voltassem a acontecer num período diferente das demais, Carrel ganhou novamente mais dois anos de mandato.

Em novembro de 1986 concorreu, na legenda do PMDB, a uma cadeira de deputado federal constituinte pelo estado do Amazonas. Apesar de não possuir projeção política no estado, conseguiu se eleger graças ao apoio do governador Gilberto Mestrinho (1983-1987). Renunciou ao seu mandato no Legislativo municipal em janeiro de 1987, e no dia 1o do mês seguinte assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados, quando se instalou a Assembléia Nacional Constituinte (ANC). Na Constituinte, tornou-se membro titular da Subcomissão de Orçamento e Fiscalização Financeira da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças, da qual foi primeiro-vice-presidente, e suplente da Subcomissão dos Municípios e Regiões da Comissão da Organização do Estado.

Tendo deixado o PMDB para ingressar no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), durante os trabalhos de elaboração da Constituição, votou a favor da proteção ao emprego contra a demissão sem justa causa, do aviso prévio proporcional, do presidencialismo, da nacionalização do subsolo, da estatização do sistema financeiro, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da anistia aos micro e pequenos empresários, da legalização do jogo do bicho e da desapropriação da propriedade produtiva para fins de reforma agrária. Votou contra o rompimento de relações diplomáticas com países mantenedores de política de discriminação racial, a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, o mandado de segurança coletivo, a limitação dos encargos da dívida externa e a criação de um fundo de apoio à reforma agrária. Ligado ao “centrão”, grupo suprapartidário de parlamentares conservadores da Constituinte, mostrou-se contraditório nas votações, sobretudo em relação àquelas que tratavam da reforma agrária.

Após a promulgação da nova Constituição, em 5 de outubro de 1988, continuou a exercer o seu mandato ordinário de deputado federal. Deixou de concorrer à reeleição em outubro de 1990, permanecendo na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro do ano seguinte, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura. Não voltou a concorrer a qualquer cargo eletivo nos pleitos de 1994 e 1998.

Publicou História da cidade de Manaus (1986).

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório. (1987-1988); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Correio Braziliense (19/1/87); Folha de São Paulo (19/1/87).

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