CARVALHO SOBRINHO, JOSE DE

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Nome: CARVALHO SOBRINHO, José de
Nome Completo: CARVALHO SOBRINHO, JOSE DE

Tipo: BIOGRAFICO


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CARVALHO SOBRINHO, JOSÉ DE

CARVALHO SOBRINHO, José de

*rev. 1932; dep. fed. SP 1950-1967, 1968-1969 e 1974-1979.

 

José de Carvalho Sobrinho nasceu em Alfenas (MG) no dia 9 de outubro de 1904, filho de Tibúrcio de Carvalho e Silva e de Maria Augusta de Carvalho.

Cursou humanidades e filosofia no Colégio Apostólico do Caraça (MG), ingressando depois na Escola Superior de Agronomia de Belo Horizonte, onde se especializou como engenheiro topógrafo e rural. Especializou-se também em engenharia ferroviária e, em 1927, foi admitido na Estrada de Ferro Sorocabana como engenheiro-auxiliar. Fez o curso superior de engenharia ferroviária no Centro Ferroviário de Ensino e Seleção Profissional de São Paulo.

Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, foi requisitado pela II Região Militar, sediada em São Paulo, para servir na Intendência Geral dos Serviços de Transportes do Estado de São Paulo, tendo destacada atuação no setor sul ao lado dos rebeldes paulistas. Nomeado em outubro de 1939 prefeito de Botucatu (SP), ali realizou várias obras no plano social, estimulando a construção de casas para operários, hospitais e clubes sociais. Urbanizou a cidade e organizou sua economia, reajustando vencimentos, abrindo filiais de caixas econômicas e consolidando dívidas.

Em outubro de 1940 ocupou o cargo de prefeito de Santo André (SP), função que exerceria até 1946. Foi representante dos municípios paulistas na Conferência Nacional de Legislação Tributária, realizada em 1941 no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Ainda nesse ano, prestou assessoria ao governo de São Paulo na elaboração do temário para a implantação da comissão interestadual encarregada de estudar os problemas da bacia do rio Paraná, participando também da coordenação da conferência dos governadores dos estados incluídos nessa área geográfica, realizada em São Paulo.

A partir de 1944, tornou-se titular do 23º Cartório de Notas da capital paulista e, nesse mesmo ano, chefiou no estado de São Paulo os serviços de controle de preços da Coordenação de Mobilização Econômica, órgão criado pelo presidente Getúlio Vargas para organizar as medidas relativas à economia resultantes da intervenção do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

No pleito de dezembro de 1945 elegeu-se suplente de deputado por São Paulo à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do Partido Social Democrático (PSD) e, já eleito deputado federal por São Paulo em outubro de 1950 na legenda do Partido Social Progressista (PSP), ocupou a partir de novembro seguinte uma cadeira na Câmara, tendo aí integrado a Comissão de Transportes. Na legislatura iniciada em fevereiro de 1951 foi segundo-secretário da mesa da Câmara dos Deputados.

Reeleito em outubro de 1954 e de 1958, atuou nessa última legislatura como relator da segunda comissão especial designada em 1959 para examinar, em Brasília, as condições de funcionamento das instalações da futura capital federal. Novamente reeleito em outubro de 1962, foi escolhido no ano seguinte vice-presidente da Comissão Mista sobre Remessa de Lucros para o Exterior e da Comissão de Finanças, além de suplente das comissões de Economia, do Distrito Federal e de Transportes, Comunicações e Obras Públicas da Câmara dos Deputados, que o designou ainda para proferir em seu nome a saudação oficial ao soberano do Irã, o xá Mohamed Reza Pahlevi, por ocasião de sua visita ao Brasil em 1965.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, e, no pleito de novembro de 1966, elegeu-se suplente de deputado federal na legenda desse partido. Deixando a Câmara em janeiro de 1967, voltou a ocupar uma cadeira de agosto a dezembro desse ano e de outubro de 1968 a janeiro de 1969, quando participou da Comissão de Segurança Nacional. Reeleito suplente de deputado federal na mesma legenda em novembro de 1970, ocupou uma cadeira a partir de agosto de 1974 e voltou a reeleger-se em novembro seguinte, tendo participado das comissões de Agricultura e Política Rural e de Ciência e Tecnologia. Permaneceu na Câmara até o fim da legislatura, em janeiro de 1979. Retornou às suas atividades profissionais como tabelião, assumindo definitivamente o 23º Cartório de Notas da capital paulista.

Carvalho Sobrinho participou da fundação da Associação dos Ex-Parlamentares do Estado de São Paulo, entidade política não-partidária criada em Itu (SP) em junho de 1981.

Cursou a Escola Superior de Guerra no Rio de Janeiro.

Faleceu na cidade de São Paulo no dia 25 de junho de 1987.

Era casado com Ana Isabel de Carvalho, com quem teve uma filha.

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais (1959/27); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971 e 1971-1975); CISNEIROS, A. Parlamentares; Eleitos; Folha de S. Paulo (26/8/81); INF. FAM.; MACEDO, N. Aspectos; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 4, 5, 6, 8 e 9).

 

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