CASTRO, IBSEN

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Nome: CASTRO, Ibsen
Nome Completo: CASTRO, IBSEN

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CASTRO, IBSEN

CASTRO, Ibsen

*dep. fed. GO 1983-1987.

 

Ibsen Henrique de Castro nasceu em Morrinhos (GO) no dia 17 de janeiro de 1938, filho de Ibsen de Caiado Castro e de Maria Veiga de Castro. É descendente, pelo lado paterno, de uma tradicional família de políticos goianos, entre os quais Antônio Totó Ramos Caiado, deputado federal, senador e chefe da oligarquia entre 1910 e 1930; Brasil Ramos Caiado, governador de 1925 a 1929 e senador de 1929 a 1930; Mário de Alencastro Caiado, integrante da junta governativa que assumiu o poder em Goiás com a Revolução de 1930, constituinte em 1934 e senador de 1935 a 1937. Mais recentemente alguns de seus primos também participaram ativamente da política brasileira: Emival Ramos Caiado foi deputado federal de 1955 a 1971 e senador de 1971 a 1974; Elcival Ramos Caiado, deputado federal de 1975 a 1979; Leonino Caiado, governador de Goiás de 1971 a 1975; Brasílio Caiado, várias vezes deputado federal (1971-1987); e Ronaldo Caiado, candidato à presidência da República em 1989 e deputado federal (1991-1995).

Ibsen de Castro bacharelou-se em ciências econômicas pela Universidade Católica de Goiás. Em 1958 foi fiscal de rendas em seu estado. No ano de 1964 assumiu a direção da divisão de fiscalização da Receita Tributária da Secretaria de Fazenda, tornando-se, dois anos depois, membro da comissão de elaboração da proposta orçamentária dessa mesma secretaria. Ainda em 1966 foi representante de Goiás nas reuniões para elaboração da reforma tributária, promovidas pelo Ministério da Fazenda. Em 1968 foi diretor da Rádio Jornal Brasil Central e chefe de gabinete do Consórcio de Empresas de Radiodifusão e Notícias do Estado.

Passados dois anos, em 1970, fez um curso sobre planejamento e orçamento no Instituto de Planejamento Econômico e Social da Universidade Federal de Goiás (UFG) e em 1971 foi estagiário da Escola Superior de Guerra. Foi secretário de Fazenda no governo de Leonino de Ramos Caiado (1971-1975) durante o período de 1971 a 1974, quando se desincompatibilizou para concorrer nas eleições de novembro a uma vaga na Assembléia Legislativa de Goiás. Eleito na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964, assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte. Presidiu a Assembléia Legislativa de Goiás em 1977 e no pleito de novembro de 1978 reelegeu-se deputado estadual, sendo empossado no ano seguinte. Contudo, licenciou-se do mandato ainda em 1979, para assumir novamente a Secretaria da Fazenda de Goiás durante o governo de Ari Valadão (1979-1983).

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que deu continuidade à linha de ação da extinta Arena. Em 1982, desincompatiblizou-se mais uma vez do cargo de secretário, para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

No pleito de novembro desse ano foi eleito deputado federal na legenda do PDS goiano e tomou posse em fevereiro de 1983. Na Câmara dos Deputados foi membro da Comissão de Finanças e suplente da Comissão do Interior.

Em 25 de abril de 1984, esteve ausente na votação da emenda Dante de Oliveira, que propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal —, a sucessão presidencial foi mais uma vez decidida por via indireta. No Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Ibsen de Castro votou no candidato do regime militar, Paulo Maluf, que acabou sendo derrotado pelo oposicionista Tancredo Neves. Eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal, Tancredo não chegou a ser empossado na presidência, por motivo de doença, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março deste ano.

Ibsen de Castro deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao fim da legislatura, sem ter concorrido à reeleição.

Em 1993, filiou-se ao Partido Progressista Reformador (PPR), resultante da fusão do PDS com o Partido Democrático Cristão. No pleito de outubro de 1994, foi eleito para a Assembléia Legislativa goiana na legenda do PPR. Assumiu o mandato em fevereiro de 1995 e, nesse mesmo mês, desligou-se do partido, filiando-se em novembro ao PMDB. Em outubro de 1998, concorreu à reeleição, mas não foi bem-sucedido. Deixou a Assembléia Legislativa em janeiro de 1999, ao final de seu mandato.

Em 2004, concorreu à prefeitura do município de Jussara, pelo PMDB, mas foi derrotado pelo Dr. Joaquim Alves de Castro Neto, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Dois anos depois, afastado da vida pública, Ibsen de Castro e seu ex-empregado Hélio dos Santos foram condenados em juízo na 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia a devolverem aos cofres do estado o montante de R$ 14.496,16. O valor correspondia a pagamentos feitos a Hélio dos Santos, com recursos da Assembléia Legislativa, por trabalhos executados na Fazenda Buritirama, de propriedade do ex-deputado. Para garantir o ressarcimento do dinheiro, a justiça declarou indisponíveis os bens de Ibsen de Castro e aplicou-lhe uma multa, estendida ao ex-empregado, proibindo a ambos de estabelecer contratos com o poder público ou dele receber benefícios.

Casou-se com Lucimar Veiga Lobo de Castro, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); INF. FAM.; SECRETARIA  DE FAZENDA  DO  ESTADO  DE  GOIÁS. Internet; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998); Jornal Opção On-line (26/9 a 2/10/04 e 20 a 26/8/06); Ministério Público do Estado de Goiás (12/8/09); Diário da Manhã (12/8/09).

 

 

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