CASTRO, TARZAN DE

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Nome: CASTRO, Tarzan de
Nome Completo: CASTRO, TARZAN DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CASTRO, Tarzan de

*dep. fed. GO 1989-1991.

 

Tarzan de Castro nasceu em Alto Araguaia (MT) no dia 5 de junho de 1938, filho de Alpídio de Castro e de Joaquina Ramos de Castro.

Em 1956, quando estudava no Liceu de Goiânia, começou a participar do movimento estudantil em Goiás, do qual foi viria a ser um dos líderes na década de 1960. Filiou-se ao Partido Democrata Cristão (PDC), com a posse de Mauro Borges no governo de Goiás em 31 de janeiro de 1961, e tornou-se oficial-de-gabinete do governador. Com a eclosão do movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart, organizou o primeiro foco de resistência armada ao regime militar, na divisa de Goiás com a Bahia, no município de Dianópolis (GO). Foi preso pela primeira vez ainda em 1964. Obtendo um habeas-corpus, entrou para a clandestinidade e passou pouco mais de um ano na República Popular da China. Retornou ao país em 1966 e filiou-se clandestinamente ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), vindo a integrar a Ala Vermelha — grupo formado após a VI Conferência que expulsou os chamados “foquistas”, que defendiam a tática do foco, cujo cerne consistia na formação de pequenos núcleos revolucionários — os focos guerrilheiros da zona rural —, os quais não só centralizariam a iniciativa militar contra os exércitos regulares, como deteriam a direção política do processo.

Ainda em 1966, em companhia de Gérson Parreira e de James Allen, Castro foi novamente preso, agora na cidade de São José do Rio Preto (SP). Transferidos para o Rio de Janeiro, ficaram presos na fortaleza de Lage, na baía de Guanabara, de onde conseguiram fugir e refugiar-se na embaixada do Uruguai. Ali permaneceram durante aproximadamente seis meses, ao término dos quais conseguiram salvo-conduto para o Uruguai.

Em 1970, voltou ao Brasil e, como integrante da Ala Vermelha, foi preso pela terceira vez em Pernambuco, vindo a exilar-se no Chile em 1973. Com a instauração do regime militar chileno em setembro deste último ano, Tarzan foi novamente detido, tendo ficado três meses preso no Estádio Nacional, em Santiago. Após ser libertado, exilou-se na França. Durante o exílio, formou-se em história em 1974 [achei no site da câmara http://www2.camara.gov.br/deputados/index.html/loadFrame.html que ele se formou em história em 1976] na Universidade de Paris. No ano seguinte, na mesma universidade, ingressou no mestrado e na graduação em sociologia, que concluiu em 1977. Concluiu o mestrado em 1978, tendo iniciado no ano anterior o doutorado, que veio a concluir em 1979.

Após a decretação da anistia em agosto de 1979, retornou ao Brasil, filiando-se, no ano seguinte, ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Assessor parlamentar da Câmara dos Deputados entre 1980 e 1981, elegeu-se deputado estadual à Assembléia Legislativa de Goiás pelo PMDB, no pleito de novembro de 1982. Iniciou o mandato em fevereiro do ano seguinte. Em 1983 foi considerado comunista infiltrado nos órgãos do Poder Legislativo e nos partidos políticos. Em 1986, desligou-se do PMDB e ingressou no Partido Democrata Cristão (PDC). Candidatou-se a deputado estadual por este partido, ficando na primeira suplência e tornando-se líder no Legislativo estadual pelo partido.

Funcionário público, professor e empresário do setor agropecuário, em novembro de 1986 candidatou-se, pelo PDC, a deputado federal constituinte, mas obteve apenas uma suplência. Deixou a Assembléia goiana em janeiro de 1987, ao final da legislatura. Em 3 de janeiro de 1989, foi efetivado na Câmara dos Deputados, na vaga de Siqueira Campos , que se elegera governador do novo estado de Tocantins.

Candidatou-se à reeleição em outubro de 1990, pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), mas não foi bem-sucedido. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro do ano seguinte, ao término da legislatura. Afastou-se do PDT em meados dos anos 1990 e não mais disputou cargos eletivos. Voltou então a atuar como empresário na Empresa Brasileira de Silos e como sócio da Conceito Comunicação, empresa do ramo de informática e publicidade.

No pleito de 1998 para o governo goiano, apoiou e foi um dos articuladores da campanha do candidato do PMDB, Íris Resende, derrotado, no segundo turno, por Marconi Perillo, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Após abandonar a carreira política, Tarzan dedicou-se às atividades empresariais no setor de grãos e armazenagem, e ao jornalismo, escrevendo regularmente para o Diário da Manhã, de Goiânia, e a revista Hoje, da qual é diretor.

No ano de 2007, fez uma cirurgia para retirar um câncer.

Tarzan de Castro foi casado com a italiana Gabriela Primina Saltarelli e com Maria Cristina de Castro. Teve um filho em seu primeiro casamento e dois no segundo. Uniu-se mais tarde a Geralda d’Arc Ribeiro, com quem teve mais dois filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); CÂM. DEP. Relação de suplentes (1987-1991); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (23/11/88); Popular. Internet. Portal da Camara dos Deputados disponível em http://www2.camara.gov.br/deputados; Portal Jornal Opção online disponível em http://www.jornalopcao.com.br/; Portal do Observatório da Imprensa disponível em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ ; Portal do Partido Verde disponível em  http://www2.pv.org.br/ .

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