CASTRO, VALTER DE

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Nome: CASTRO, Válter de
Nome Completo: CASTRO, VALTER DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CASTRO, VÁLTER DE

CASTRO, Válter de

*dep. fed. MT 1975-1979; dep. fed. MS 1979-1983.

            Válter de Castro nasceu em Maracaju (MS), então no estado de Mato Grosso, no dia 6 de maio de 1928, filho de Herculano de Castro e de Alaíde do Couto Castro.

            Formou-se em 1956 pela Faculdade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, concluindo no ano seguinte sua especialização em cirurgia geral. Realizou em 1964 o curso de colpocitologia na Universidade Paulista de Medicina e, em 1966, o de cirurgia plástica no Hospital Sousa Aguiar, no Rio de Janeiro.

            Exercia o mandato de vereador em Campo Grande, hoje capital de Mato Grosso do Sul, quando os partidos políticos foram extintos por força do Ato Institucional nº 2 (27/10/65). Com a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país a partir de abril de 1964, cuja bancada passou a liderar. Tornou-se também presidente do diretório regional do MDB em Campo Grande.

            Em novembro de 1966 foi eleito deputado estadual em seu estado na legenda do MDB. Assumindo o mandato em fevereiro de 1967, integrou a Comissão de Educação e Cultura, foi presidente da Comissão de Saúde e segundo-secretário da mesa da Assembleia. Apesar de ter sido o candidato oposicionista à Câmara dos Deputados mais votado em Mato Grosso no pleito de novembro de 1970, não conseguiu se eleger porque o MDB obteve uma votação inferior ao coeficiente eleitoral exigido no estado. Em janeiro de 1971, ao final da legislatura, deixou a Assembleia Legislativa.

            Em novembro de 1974, conseguiu ser eleito deputado federal por Mato Grosso na legenda do MDB. Ocupando sua cadeira na Câmara em fevereiro do ano seguinte, foi membro da Comissão de Desenvolvimento da Região Centro-Oeste e presidente da Comissão de Saúde. Em novembro de 1978 reelegeu-se, já pelo estado de Mato Grosso do Sul e sempre na legenda do MDB, iniciando novo mandato em fevereiro seguinte. No entanto, com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao partido governista, o Partido Democrático Social (PDS). Nessa legislatura foi membro da Comissão de Educação e Cultura e presidiu a Comissão de Saúde da Câmara. Ainda em 1979, licenciou-se do mandato e assumiu o cargo de secretário de Saúde do estado, no governo de Harry Amorim (1978-1979). Retornou à Câmara em 1980 e em outubro de 1981, após ter transitado em pouco mais de um ano pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT), e já haver retornado ao PDS, integrando seu diretório regional, chegou a anunciar nova transferência para a oposição, sob a alegação de que estava sendo desprestigiado pelo governo estadual, mas não chegou a efetuá-la.

            Nas eleições de novembro de 1982, candidatou-se ao Senado pelo estado de Mato Grosso do Sul, na legenda do PDS, não conseguindo se eleger. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1983, ao final da legislatura.

            Retomando o exercício da medicina, sempre ligado à saúde pública, entre 1984 e 1986 ocupou o cargo de diretor dos hospitais de Maracaju, Antônio João (MS), Nioaque (MS) e Aquidauana (MS).

            Em 1988, filiou-se ao PTB e foi nomeado procurador da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul. No pleito de outubro de 1990, disputou uma vaga no Legislativo estadual, na legenda do PTB, não obtendo êxito.

            No ano de 1998, ocupou a Secretaria de Saúde de Aquidauana e aposentou-se do cargo de procurador da Assembleia estadual.

            Entre 2004 e 2009, presidiu o Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista (Sindicom) de Dourados.

            Foi também membro do diretório regional do PTB.

            Casou-se com Sila de Castro, com quem teve um casal de filhos.

            Publicou Análise das condições de saneamento básico no país (1977).

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1975-1979 e 1979-1983); Estado de S. Paulo (28/10/81, 10/8/82); INF. FAM.; NÉRI, S. 16; Perfil (1980); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (8); Dourados News (17/12/2007); Dourados Agora (29/06/2009); O Progresso (01/09/2003).

 

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