CAVALCANTI, CONSTANCIO DESCHAMPS

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Nome: CAVALCANTI, Constâncio Deschamps
Nome Completo: CAVALCANTI, CONSTANCIO DESCHAMPS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CAVALCANTI, CONSTÂNCIO DESCHAMPS

CAVALCANTI, Constâncio Deschamps

*militar; insp. 2º Gr. RM 1934-1936 e 1937; min. STM 1938-1940.

 

Constâncio Deschamps Cavalcanti nasceu em Mato Grosso no dia 1º de novembro de 1872.

Sentou praça em fevereiro de 1889, sendo promovido a alferes em novembro de 1894. Entre abril e setembro de 1897, integrou uma expedição a Canudos encarregada de reprimir a rebelião popular de cunho messiânico liderada por Antônio Conselheiro no sertão baiano a partir de 1896. O governo enviaria sucessivas expedições militares para debelar o movimento, até esmagá-lo em outubro de 1897.

Promovido a tenente em janeiro de 1904, passou a capitão em dezembro de 1907, a major em janeiro de 1915 e a tenente-coronel em janeiro de 1920, tendo estagiado no Exército alemão. Coronel em junho de 1922, participou da repressão à revolta que eclodiu em São Paulo em 5 de julho de 1924 sob a chefia do general reformado Isidoro Dias Lopes em oposição ao governo Artur Bernardes. Irrompida em Sergipe, no Amazonas e em São Paulo, a rebelião foi dominada com rapidez nos dois primeiros estados. Em São Paulo, os rebeldes ocuparam a capital por três semanas, abandonando então a cidade e deslocando-se para o interior.

General-de-brigada em novembro de 1926, foi exonerado a pedido do comando da Escola Militar após a Revolução de 1930, sendo nomeado em novembro desse ano chefe da Divisão de Pessoal da Guerra, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Promovido a general-de-divisão em outubro de 1932, foi nomeado, ainda nesse mês, comandante da 4ª Região Militar (4ª RM), sediada em Juiz de Fora (MG).

Em janeiro de 1934 tornou-se inspetor do 2º Grupo de Regiões Militares, precursor do atual II Exército, com sede em São Paulo. No exercício dessa função, em dezembro de 1935 participou no Rio de Janeiro de uma reunião convocada pelo ministro da Guerra, general João Gomes, com o objetivo de avaliar a situação criada pela insurreição deflagrada no mês anterior pelo Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB), em nome da Aliança Nacional Libertadora (ANL). Estavam presentes todos os generais em serviço na capital federal, entre os quais Pedro Aurélio de Góis Monteiro e Eurico Gaspar Dutra, comandante da 1ª RM, sediada no Rio de Janeiro. No encontro foram discutidas a conjuntura política do país e a eficácia das leis repressivas então existentes. Foi unânime o apoio ao ministro da Guerra para que agisse no sentido de aprimorar e apressar a punição aos revoltosos. Assim, ao término da reunião, o general João Comes encaminhou ao presidente da República um esboço de projeto de lei segundo o qual os oficiais insurretos, além de estarem sujeitos às penalidades já previstas, seriam expulsos do Exército.

Em novembro de 1936 deixou o cargo de inspetor do 2º Grupo de Regiões Militares, vindo a retomá-lo em junho do ano seguinte. Em setembro de 1937, endossou, juntamente com outros militares, as conclusões de uma reunião convocada pelo ministro da Guerra, general Eurico Dutra, na qual os oficiais debateram a possibilidade de uma nova insurreição comunista e proclamaram-se “dispostos a promover uma ação enérgica junto ao governo” para evitá-la, “comprometendo-se todos eles a excluir de suas ações e intenções qualquer proveito próprio ou qualquer idéia de ditadura militar”. No dia 8 de novembro, deixando a Inspetoria do 2º Grupo de Regiões Militares, assumiu o comando da 2ª RM, também em São Paulo. No dia 10, ao ser deflagrado o golpe que implantou o Estado Novo, foi nomeado executor do estado de guerra em São Paulo. Ocupou o cargo apenas um dia, pois já no dia 11 foi extinta a Comissão Executora do Estado de Guerra.

Nomeado ministro do Superior — então Supremo — Tribunal Militar (STM) em fevereiro de 1938, exerceu o cargo até novembro de 1940, quando foi compulsoriamente aposentado por haver atingido a idade limite para a permanência no posto.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 7 de dezembro de 1957.

Era casado com Ercilia Deschamps Cavalcanti, com quem teve cinco filhos.

 

 

FONTES: CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; CORRESP. SUP. TRIB. MILITAR; FIGUEIREDO, E. Contribuição; FUND. GETULIO VARGAS. Cronologia da Assembléia; Jornal do Brasil (5/7/80); LAGO, L. Conselheiros; LAGO, L. Generais; LAGO, L. Relação; MIN. GUERRA. Almanaque (1931 e 1934); MIN. MAR. Almanaque (1940); SILVA, H. 1930; SILVA, H. 1937.

 

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