CAVALCANTI, DEOCLECIANO HOLANDA

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Nome: CAVALCANTI, Deocleciano Holanda
Nome Completo: CAVALCANTI, DEOCLECIANO HOLANDA

Tipo: BIOGRAFICO


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CAVALCANTI, DEOCLECIANO HOLANDA

CAVALCANTI, Deocleciano Holanda

*pres. CNTI 1946-1962.

Deocleciano Holanda Cavalcanti nasceu em Januária (MG) no ano de 1905, filho de um sapateiro. Ficou órfão aos quatro anos quando seus pais foram vitimados por uma epidemia de febre amarela, passando a viver com seus avós em Jacareí (SP).

A partir de sua experiência como empregado em uma fábrica de meias em São Paulo, dedicou-se à atividade sindical, tornando-se posteriormente um dos fundadores do Sindicato dos Trabalhadores Paulistas em Indústrias de Malhas. Trabalhou mais tarde como gerente da Companhia Antártica Paulista, tendo organizado nessa época o Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias de Bebidas de São Paulo e em seguida a Federação Paulista dos Trabalhadores em Alimentação, da qual foi dirigente máximo.

Após a instauração do Estado Novo em 1937, passou a articular nos meios político e sindical as bases da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), finalmente constituída em julho de 1946. Em setembro desse ano, participou do congresso sindical nacional realizado no Rio de Janeiro, em que foi debatida a criação da Confederação dos Trabalhadores do Brasil (CTB), central intersindical que fugia às determinações da legislação vigente. Seguindo a orientação do Ministério do Trabalho, Deocleciano recusou-se a participar da CTB, conseguindo então que a CNTI fosse reconhecida em outubro. Foi o primeiro presidente da nova entidade, que, como as demais associações de trabalhadores, sofreu um severo controle durante o governo de Eurico Gaspar Dutra (1946-1951). A partir do início do segundo governo de Getúlio Vargas em 1951, instalou-se uma conjuntura política mais favorável à atuação das organizações sindicais. Ao mesmo tempo que a CNTI ganhava maior liberdade de ação, Deocleciano passou a exercer uma forte influência sobre o Ministério do Trabalho.

Considerado pela grande imprensa uma expressão marcante do fenômeno do peleguismo na política trabalhista brasileira, Deocleciano Holanda Cavalcanti permaneceu à frente da CNTI por 16 anos ininterruptos desde sua fundação. Em 1962, entretanto, desistiu de concorrer à presidência da entidade e Heraci Fagundes Wagner, seu candidato à sucessão, foi derrotado pelo oposicionista Clodesmidt Riani. Após o movimento político-militar de março de 1964 e transcorrido o período de intervenção na CNTI, conseguiu eleger seu seguidor Olavo Previatti, e, mais tarde, Ari Campista.

Afastando-se da vida sindical por problemas de saúde, Deocleciano passou a viver no Espírito Santo em condições materiais precárias, em flagrante contraste com o alto padrão de vida que desfrutara durante os governos de Dutra e de Getúlio.

Casou-se com Alaíde Cavalcanti.

FONTES: CONF. NAC. TRAB. IND.; Jornal do Brasil (29/11/77 e 27/7/78).

 

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