CELSO LOULA DOURADO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: DOURADO, Celso
Nome Completo: CELSO LOULA DOURADO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DOURADO, Celso

DOURADO, Celso

*const. 1987-1988; dep. fed. BA 1987-1991.

Celso Loula Dourado nasceu em Irecê (BA) no dia 10 de junho de 1932, filho de Ademar da Silva Loula e de Teonília Dourado Loula.

Ingressou no Seminário Presbiteriano do Sul em Campinas (SP), em 1953, formando-se em teologia em 1957. Elegeu-se vereador à Câmara Municipal de Campo Formoso (BA) em 1961, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Tomou posse no ano seguinte, cumprindo o mandato até 1966. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2, de outubro de 1965, participou ativamente da organização do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964.

Em 1970 e 1971, estudou filosofia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, transferindo-se depois para a Universidade Católica de Salvador, onde fez o curso de licenciatura em filosofia até 1972.

Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização do quadro partidário, foi um dos fundadores do Partido Popular (PP), agremiação liderada nacionalmente por Tancredo Neves. Com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação sucessora do MDB, em fevereiro de 1982, filiou-se a esta legenda. Nas eleições de novembro desse ano, apoiou a candidatura de Valdir Pires ao governo da Bahia, a quem era ligado politicamente desde a década de 1960.

Em novembro de 1986, foi eleito deputado federal constituinte, tomando posse em fevereiro do ano seguinte, quando se iniciaram os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC). Empresário rural, professor da área de ciências humanas da Universidade Católica, dono do Colégio Dois de Julho, em Salvador, e pastor presbiteriano, contou com os votos dos protestantes e com sua influência na região de Irecê, onde aplicava recursos de organizações mundiais evangélicas em obras sociais, como poços coletivos e sistemas de irrigação para pequenos agricultores. Seus principais compromissos assumidos na campanha eram a reforma agrária e os direitos sociais dos trabalhadores.

Participou dos trabalhos constituintes como membro titular da Comissão de Sistematização e suplente da Subcomissão do Poder Legislativo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo. Um dos poucos parlamentares do chamado grupo evangélico da Constituinte com postura progressista, defendeu o aperfeiçoamento da legislação que disciplinava a participação do Estado na economia de mercado e a presença do Estado em setores estratégicos, como o da exploração do subsolo, pronunciando-se contrário à presença de multinacionais na região de Irecê. Com uma prática coerente ao discurso de campanha, votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países de orientação política racista, da jornada de 40 horas, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto facultativo aos 16 anos, da nacionalização do subsolo, da estatização do sistema financeiro, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue, da limitação dos encargos da dívida externa, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária e do aborto. Manifestou-se ainda contra o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, a pena de morte, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, o presidencialismo, a anistia aos micro e pequenos empresários e a legalização do jogo do bicho. Após a promulgação da nova Carta Constitucional em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários na Câmara dos Deputados.

Derrotado na disputa pela reeleição em outubro de 1990, desta vez concorrendo na legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), deixou a Câmara dos Deputados ao final da legislatura, em janeiro de 1991.

Em 1997 foi nomeado secretário de Educação de Irecê.

Casou-se com Neusa Amélia Régis Dourado, com quem teve seis filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Correio Brasiliense (20/1/87); Folha de S. Paulo (19/1/87).

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados