CLARA MARIA DE OLIVEIRA ARAUJO

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Nome: ARAÚJO, Clara
Nome Completo: CLARA MARIA DE OLIVEIRA ARAUJO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ARAÚJO, CLARA

ARAÚJO, Clara

*pres. UNE 1982-1983.

Clara Maria de Oliveira Araújo nasceu em Teofilândia (BA) em 5 de junho de 1958, filha de Waldemar Ferreira de Araújo e de Maria de Oliveira Araújo. Seu pai foi prefeito do município três vezes.

Clara fez o curso secundário em Salvador, onde ingressou, em 1977, na faculdade de ciências sociais da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Eleita presidente do diretório acadêmico, exerceu o mandato até o ano seguinte. Em 1979, foi escolhida vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), sendo reeleita para o cargo, que deixou em 1981, ano em que se filiou ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), então na ilegalidade.

Participou, como delegada, do 33º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em novembro de 1981, em Cabo Frio (RJ), sendo eleita diretora do Departamento Feminino. No 34º congresso, em outubro de 1982 em Piracicaba (SP), três chapas disputaram o pleito e Clara foi eleita presidente, com cerca de 2/3 dos votos dos 2.168 delegados. Foi apoiada pelo ex-presidente Francisco Javier Alfaya (1981-1982) e por delegados ligados ao PCdoB e ao Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8).

Trancou matrícula na Ufba e transferiu-se para São Paulo, onde ficava a nova sede nacional da UNE, que pela primeira vez teve uma mulher como presidente. Em janeiro de 1983, ela se reuniu com o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), Diógenes da Cunha Lima, e mais 11 reitores, com os quais tratou da legalização e do reconhecimento da UNE e da proposta de reestruturação das universidades.

Em julho seguinte, esteve presente no ato de assinatura, pelo governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (1983-1987), do decreto que cedeu à UNE um edifício de três andares na rua do Catete, que passou a funcionar como sede provisória até a reconstrução da antiga, na Praia do Flamengo, invadida e incendiada em abril de 1964, após a vitória do movimento político-militar que depôs o presidente João Goulart (1962-1964).

Clara Araújo deixou a presidência da UNE em 1983, passando o cargo a Acildon de Matos Paes, também do PCdoB. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde concluiu o curso de ciências sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1984, eleita para a direção nacional da União da Juventude Socialista (UJS), permaneceu no cargo até o ano seguinte. Em 1985, iniciou mestrado em sociologia na UFRJ, que concluiu em 1991.

Atuando no movimento feminista, em 1989 foi eleita para a direção da União Brasileira de Mulheres, onde permaneceu até 1991 e por mais um mandato (1994-1996). Em 1990, ingressou no Conselho Estadual dos Direitos da Mulher. No ano seguinte foi eleita para a direção regional do PCdoB. Em 1995, iniciou doutorado em sociologia na UFRJ, concluindo-o em 1999.

Casou-se com Luís Manuel Rebelo Fernandes, com quem teve um filho.

FONTES: Estado de S. Paulo (28/1/83); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (5/10/82); Veja (27/7/83).

 

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