CLETO MARQUES LUZ

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Nome: MARQUES, Cleto
Nome Completo: CLETO MARQUES LUZ

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MARQUES, CLETO

MARQUES, Cleto

*dep. fed. AL 1967-1971.

 

Cleto Marques Luz nasceu em Maceió no dia 26 de abril de 1924, filho de Joaquim Marques da Luz e de Diamantina Marques da Luz.

Cursou o primário nos grupos escolares Tomás Espíndola e Tavares Bastos e o ginasial na Escola de Aprendizes Artífices (atual Escola Técnica Federal de Alagoas) e no Colégio Guido de Fontgalland. Fez o curso técnico em contabilidade na Escola Técnica de Comércio de Maceió.

Auxiliar de comércio das firmas M. Lobo & Cia. e Leão & Cia. entre 1942 e 1950, em 1946 prestou concurso para conferencista de bordo da Capitania dos Portos. Em junho de 1948, formou-se pela Faculdade de Direito da atual Universidade Federal de Alagoas.

Iniciou sua carreira política elegendo-se vereador em Maceió, em outubro de 1950. Nessa legislatura, foi vice-presidente da Câmara em 1951, 1953 e 1954. Reeleito em outubro de 1954, foi reconduzido à Câmara no início do ano seguinte. Entre 30 de março e 23 de novembro de 1955, devido ao fato de ocupar a presidência da Câmara, assumiu interinamente o cargo de prefeito de Maceió. Presidiu novamente a Câmara Municipal em 1957 e 1958. Durante as duas legislaturas foi presidente das comissões de Justiça e de Orçamento.

Paralelamente à sua trajetória política, em 1957 prestou concurso para juiz de direito do Tribunal de Justiça de Alagoas, ficando em segundo lugar. Nesse mesmo ano, voltou a prestar concurso realizado pelo Tribunal e pela Procuradoria de Justiça de Alagoas a promotor de justiça, conseguindo a primeira colocação.

No pleito de outubro de 1958, elegeu-se deputado estadual na legenda do Partido Social Progressista (PSP). Em fevereiro de 1959, após concluir o mandato de vereador na Câmara Municipal de Maceió, assumiu sua cadeira na Assembleia Legislativa. Reelegeu-se em outubro de 1962, iniciando novo mandato em 1963. Líder da bancada do PSP na Assembléia, em outubro de 1965 candidatou-se a vice-governador de Alagoas na chapa encabeçada por Sebastião Muniz Falcão. Embora vitoriosos, os candidatos do PSP não obtiveram a maioria absoluta exigida pela Emenda Constitucional nº 13. Em conseqüência, não foram empossados à frente do governo do estado, que foi entregue ao interventor federal coronel João José Batista Tubino.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, Cleto Marques filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964, e por essa legenda foi eleito deputado federal por Alagoas em novembro de 1966. Encerrou seu mandato de deputado estadual em janeiro de 1967. Na Assembleia alagoana, foi presidente da Comissão de Orçamento, e membro das comissões de Justiça, Reforma Administrativa e Redação Final.

Em fevereiro de 1967, assumiu sua cadeira na Câmara. Membro da Comissão de Justiça e da Comissão do Polígono da Seca, em 1968 participou da Conferência do Parlamento Sul-Americano em Brasília. Deixou a Câmara em janeiro de 1971, ao final da legislatura, não tendo disputado a reeleição no pleito de novembro de 1970.

Posteriormente, foi secretário-assistente do Trabalho de Alagoas nos governos Divaldo Suruagy (1975-1978) e Geraldo Melo (1978-1979).

Ao longo de sua trajetória política, Cleto Marques foi ainda secretário da Agricultura, Indústria e Comércio de Alagoas no governo de Sebastião Muniz Falcão, membro da Comissão de Reforma Administrativa e da Comissão de Saúde de Alagoas e presidente regional do Partido Rural Trabalhista (PRT). Presidente da Federação Alagoana de Desportos por três mandatos consecutivos, foi consultor jurídico do Instituto dos Funcionários Públicos de Alagoas, da Assembleia Legislativa de Alagoas e da prefeitura municipal de Anadias (AL). Foi professor de direito usual da Escola Técnica de Comércio de Maceió e Escola Técnica de Comércio de Alagoas.

Fundador, redator e gerente do jornal Diário de Alagoas, foi sócio-benemérito da Associação Alagoana de Imprensa, membro do conselho consultivo das Organizações Arnon de Melo e conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção de Alagoas.

Faleceu em Maceió no dia 7 de fevereiro de 1979.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971); CURRIC. BIOG.; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4, 6 e 8).

 

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