CLOVIS FERRO COSTA

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Nome: COSTA, Ferro
Nome Completo: CLOVIS FERRO COSTA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
COSTA, FERRO

COSTA, Ferro

*dep. fed. PA 1959-1964; consult.-ger. Rep. 1989-1990.

 

Clóvis Ferro Costa nasceu em Passagem Franca (MA) no dia 19 de novembro de 1919, filho do juiz de direito José de Maria Costa e de Hilda de Maria Ferro Costa.

Radicado no Pará, cursou o Ginásio Pais de Carvalho, em Belém, ingressando mais tarde na Faculdade de Direito do estado. Membro do diretório acadêmico desse estabelecimento, foi eleito em julho de 1940, durante o IV Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), terceiro-vice-presidente da entidade. Desempenhou essa função de agosto seguinte a setembro de 1942 e, diplomado em 1943 passou a exercer a advocacia.

Fundador da União Democrática Nacional (UDN) no Pará, no pleito de 3 de outubro de 1950 elegeu-se deputado estadual nessa legenda. Assumindo sua cadeira em fevereiro do ano seguinte, na Assembléia Legislativa foi líder do governo de 1951 a 1954 e presidente da Comissão de Constituição e Justiça de 1951 a 1955. Reeleito no pleito de outubro de 1954, foi reconduzido à presidência dessa comissão, permanecendo nela até 1958.

No pleito de outubro desse ano foi eleito deputado federal pelo Pará na legenda da UDN. Encerrando-se seu mandato estadual em janeiro de 1959, assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados no mês seguinte, e desse ano até 1961 foi subsecretário do diretoria nacional do partido. Integrou também a Frente Parlamentar Nacionalista (FPN), entidade suprapartidária constituída em 1956 substancialmente por deputados do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e do Partido Social Democrático (PSD). Atuante na Câmara dos Deputados, a FPN dispunha-se a viabilizar uma plataforma nacionalista voltada para o combate à intervenção do capital estrangeiro na economia nacional, sobretudo no setor energético, e à remessa de lucros para o exterior.

Durante o governo de Jânio Quadros denunciou, em março de 1961, a nomeação de Miguel Lins, advogado e diretor de uma empresa petrolífera, a Refinaria de Capuava, situada em Mauá (SP), para a Consultoria Geral da República, fato que provocou um escândalo. Revogada a nomeação em 48 horas, Caio Mário da Silva Pereira foi então convocado para o cargo. Ainda durante o governo Jânio, Ferro Costa apoiou a política externa independente então posta em prática, combatendo o governador da Guanabara, Carlos Lacerda, o mais ferrenho adversário dessa política.

Reeleito em outubro de 1962, foi um dos poucos parlamentares udenistas que, durante o governo de João Goulart, encamparam as proposições reformistas do Executivo. Em setembro de 1963 subscreveu nota conjunta da FPN, do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e da UNE, repudiando o pronunciamento do general Peri Bevilacqua, comandante do II Exército, sediado em São Paulo, que atacara as entidades sindicais, como o CGT, não reconhecidos oficialmente. Exerceu o mandato até 10 de abril de 1964, quando foi incluído na primeira lista de cassações publicada após o Ato Institucional nº 1, editado no dia anterior pela junta militar que depôs o presidente João Goulart. Abandonou então a vida pública, recolhendo-se às atividades privadas.

Em fevereiro de 1981, em artigo publicado no Jornal do Brasil, denunciou como imorais e prejudiciais ao Pará as anunciadas represálias à defecção do governador Alacid Nunes, que deixara o Partido Democrático Social (PDS), partido oficial, por divergências com o presidente do Senado, Jarbas Passarinho.

Em 1986, já no governo do presidente José Sarney (1985-1990), ocupou o cargo de diretor jurídico da Itaipu Binacional. Permaneceu nesse cargo até setembro de 1989, quando foi nomeado consultor-geral da República, em substituição a Saulo Ramos, nomeado ministro da Justiça. Exerceu esta função até 15 de março do ano seguinte, quando findou o governo Sarney. Foi substituído no cargo por Célio Silva, já no governo do presidente Fernando Collor de Melo (1990-1992).

Foi ainda conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 12 de fevereiro de 1992.

Era casado com Celina Ferro Costa, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; BENEVIDES, M. UDN; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1946-1967); Estado de S. Paulo (5/9/62); Jornal do Brasil (7/4/74, 23/2/81, 13/2/92); POERNER, A. Poder; VÍTOR, M. Cinco.

 

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