COELHO, LUDIO

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Nome: COELHO, Lúdio
Nome Completo: COELHO, LUDIO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Ethan Frome

COELHO, Lúdio

* sen. MS 1995-

 

                Lúdio Coelho nasceu em Rio Brilhante (MS), então no estado do Mato Grosso, no dia 22 de setembro de 1922, filho de Laucídio Coelho e de Lúcia Martins Coelho. Seu pai era um dos maiores latifundiários do estado e seu irmão, Italívio Coelho foi senador matogrossense (1973-1979).

                Agropecuarista com formação na Universidade Federal de Viçosa (MG) e com curso de crédito na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, presidiu o Banco Agrícola de Dourados (MS) em 1959.

Iniciou sua vida política em 1983 ao ser nomeado prefeito de Campo Grande pelo governador Wilson Martins (1983-1986) na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), exercendo o cargo até janeiro de 1985. Transferindo-se para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), nas eleições realizadas em novembro de 1986, candidatou-se ao governo do estado por essa legenda, sendo, contudo, derrotado pelo candidato do PMDB, Marcelo Miranda.

No pleito de outubro de 1988, Lúdio Coelho foi eleito prefeito de Campo Grande pelo PTB. Assumindo seu segundo mandato na prefeitura em janeiro de 1989,  concluiu-o em dezembro de 1992.

                Desligando-se do PTB e filiando-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), candidatou-se a senador pelo Mato Grosso do Sul em outubro de 1994. Eleito com 383 mil votos e tendo como base eleitoral a cidade de Campo Grande, assumiu o mandato em fevereiro de 1995. Vice-líder da bancada do PSDB no Senado Federal, membro das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Serviços de Infra-Estrutura, e suplente das comissões de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais, durante a votação das emendas constitucionais enviadas ao Congresso Nacional pelo Executivo federal, acompanhou a orientação da base parlamentar governista, manifestando-se favoravelmente à abolição do monopólio estatal nas telecomunicações e na exploração do petróleo. Também foi favorável à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras e ao término de todas as diferenças jurídicas entre as empresas de capital nacional e as de outros países. Esteve ausente na votação do fim do monopólio dos governos estaduais na distribuição de gás canalizado e mostrou-se contrário à criação do Fundo Social de Emergência (FSE).

Por ocasião da eleição da mesa diretora do Senado em fevereiro de 1997, Lúdio Coelho ocupou uma das  quatro suplências.

Em maio de 1997 votou a favor da emenda da reeleição, que ao ser aprovada permitiu aos mandatários de cargos executivos de disputarem a reeleição. No ano seguinte,  pronunciou-se a favor da quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa que permite a demissão de servidores públicos por mal desempenho e/ou excesso de gastos com a folha de pagamento.

Ainda nesta legislatura, integrou as comissões de Assuntos Econômicos, Infra-Estrutura e sobre o Mercado Comum do Sul (Mercosul), mercado de livre circulação de mercadoria, serviços, capital e mão-de-obra entre os países membros – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Ao longo de sua vida profisssional foi diretor superintendente do Banco Financial S/A, fundador e diretor da ERTA - Empresa de Reflorestamento e Técnica Agrária e da Reflorestadora do Centro Oeste Ltda., hoje Financial Empreendimentos Florestais S/A,  membro dos conselhos de administração das empresas Financial Bragança - Cia. de Crédito, Financiamento e Investimento, Agripecuária LS Ltda., Frigorífico Itapevi S/A. Exerceu também o cargo de vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Zebu, do Aero Clube de Campo Grande (MS) e do Esporte Clube Comercial e de presidente da Associação Mato-Grossense de Reflorestadores e do Rádio Clube. Participou de uma missão oficial à União Soviética, para observar as usinas de produção de álcool a partir da madeira.

                Casou-se com Nilda Almeida Coelho. Seu cunhado Saldanha Derzi foi deputado federal pelo estado do Mato Grosso (1955-1971); senador  matogrossense (1971-1979) e senador pelo  estado de Mato Grosso do Sul entre 1979 e 1995. Seu sobrinho, Flávio Derzi, foi deputado federal pelo Mato Grosso do Sul a partir de 1991.

 

FONTES: Folha de São Paulo (29/9/98); IstoÉ (3/9/97); Jornal do Brasil (5/2/97); NICOLAU, J. Dados; SENADO. Senadores (1995).

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