Valdir Colatto

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Nome: COLATTO, Valdir
Nome Completo: Valdir Colatto

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

COLATTO, Valdir

*dep. fed. SC 1989-1991, 1993-1999, 2005, 2007-2011; 2011-


 

Valdir Colatto nasceu em Lagoa Vermelha (RS) no dia 15 de outubro de 1949, filho de Ângelo Colatto e de Ocila Terra Colatto.

Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Pelotas (RS) em 1972, transferiu-se para Santa Catarina e aí deu início às atividades político-partidárias em 1980, filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Nesse mesmo ano, tornou-se presidente do diretório municipal da agremiação em Xanxerê (SC), permanecendo no cargo até 1983. No ano seguinte, foi escolhido delegado à convenção estadual do PMDB, o que se repetiria até 1995. Em 1985, assumiu a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em Santa Catarina cargo que ocuparia até 1986.

Em novembro de 1986, disputou uma vaga de deputado federal constituinte na legenda do PMDB, obtendo uma suplência. Em 1987, durante o governo de Pedro Ivo Campos (1987-1990), foi designado coordenador de fiscalização da pesca da Superintendência de Desenvolvimento da Pesca (SUDEPE) e, depois, nomeado diretor-geral da Secretaria de Agricultura do Estado de Santa Catarina, cargo que ocuparia até 1988. Nesse período, chegou a assumir a pasta interinamente, em 1987, e foi também diretor da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) de Santa Catarina, membro do conselho de administração da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário de Santa Catarina, secretário-executivo da Associação Catarinense de Pesquisa para o Desenvolvimento da Pesca (ACADESC), membro do conselho administrativo da Companhia Catarinense de Armazenagem (Cocar) e presidente do conselho fiscal da Empresa de Pesquisas Agropecuárias de Santa Catarina (EMPASC). Em 1988, assumiu o cargo de coordenador de projetos especiais do governo catarinense.

Em março de 1989, deixou a administração estadual para assumir como suplente o mandato de deputado federal, na vaga aberta pela saída de Paulo Macarini, nomeado secretário de Planejamento pelo governador Pedro Ivo Campos. Nesse mesmo ano, integrou como membro titular as comissões de Agricultura e Política Rural e do Meio Ambiente e Defesa do Consumidor e, como suplente, a Comissão de Comunicações. Foi também membro do Conselho de Ética Nacional do PMDB. Ainda em 1989, integrou uma delegação de parlamentares brasileiros que participou do Congresso da Nova Mentalidade Política na URSS e América Latina, realizado em Moscou. Permaneceu na Câmara até o final da legislatura, em 31 de janeiro de 1991.

Tendo obtido novamente uma suplência no pleito de outubro de 1990, sempre na legenda do PMDB, tomou posse e foi efetivado na Câmara dos Deputados em 4 de janeiro de 1993, na vaga aberta pela renúncia de Eduardo Moreira, eleito prefeito de Criciúma em outubro do ano anterior. No exercício do mandato, integrou como titular a Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara e foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Endividamento do Setor Agrícola, no Congresso Nacional. Ainda em 1993, participou, como representante do Congresso Nacional, da reunião do Mercado Comum do Sul (Mercosul), realizada em Montevidéu, e, como representante da Câmara dos Deputados, do encontro Parlamentarians for Global Action, em Caracas. Nas votações dos principais projetos enviados ao Congresso Nacional durante a legislatura, manifestou-se a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) e do Fundo Social de Emergência (FSE) e foi contrário ao fim do voto obrigatório.

Em outubro de 1994, contando com votos oriundos, sobretudo, da região oeste do estado, disputou pela terceira vez uma cadeira na Câmara dos Deputados e mais uma vez conseguiu uma suplência. Assumiu o mandato logo no início da legislatura, em 7 de fevereiro de 1995, em virtude da saída do deputado Neuto de Conto, nomeado secretário de Fazenda pelo governador Paulo Afonso Vieira (1995-1999). Nessa legislatura, integrou como titular a Comissão de Agricultura e Política Rural e participou ativamente dos trabalhos da comissão externa que tratou da destinação de imóveis rurais da administração pública federal para o programa de reforma agrária. Irmão de dois grandes plantadores de soja no Paraná e ligado a cooperativas de produtores rurais do estado, destacou-se como membro da bancada ruralista do Congresso. Integrou também as comissões especiais de Autogestão do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, de Atualização da Legislação Eleitoral e Partidária e do Código Aduaneiro do Mercosul. Ainda em 1995 foi um dos representantes do Congresso Nacional na Reunião Plenária da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, no Paraguai, e da Câmara dos Deputados na Reunião de Ação Global Parlamentar, em Washington, nos Estados Unidos.

Durante o processo de votação das emendas constitucionais enviadas ao Congresso Nacional pelo governo federal ao longo de todo o ano de 1995, posicionou-se a favor de algumas das principais propostas de interesse do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, como o fim do monopólio dos governos estaduais na distribuição do gás canalizado, a abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras e a extinção do conceito de empresa nacional. Porém foi contrário à abolição do monopólio estatal na exploração do petróleo e nas telecomunicações.

Em 1996 tornou-se vice-líder do PMDB na Câmara. Foi membro titular da Comissão Especial do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira e presidente da Comissão Especial de Cultivares. No mesmo ano integrou a comitiva da Câmara dos Deputados às VI e VII reuniões plenárias da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul realizadas, respectivamente, em Piriápolis, no Uruguai, e em São Luís, na Argentina.

Em fevereiro de 1997 — ano em que integrou como titular a Comissão de Trabalho da Câmara e a Comissão Especial de Segurança Pública do Congresso Nacional —, declarou-se favorável à emenda que instituiu a possibilidade de reeleição para prefeitos, governadores de estado e presidente da República. Em novembro seguinte, votou também a favor do destaque do projeto de reforma administrativa do Executivo que instituiu a possibilidade de demissão no serviço público por insuficiência de desempenho ou por excesso de gastos com pessoal.

Nas eleições de outubro de 1998, candidatou-se ao Senado na legenda do PMDB, mas foi derrotado por Jorge Bornhausen, do Partido da Frente Liberal (PFL). Em novembro seguinte, posicionou-se favoravelmente à adoção de um limite máximo para as aposentadorias do setor público e à instituição da idade mínima e do tempo de contribuição como critérios de concessão dos benefícios para os trabalhadores da iniciativa privada. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1999, ao final da legislatura.

Agropecuarista, tornou-se membro da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Associação dos Municípios do Alto Irani (Amai) e do Sindicato Rural de Xanxerê. Foi superintendente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), de 2001 a 2002.

Em outubro desse último ano, disputou novamente uma cadeira na Câmara dos Deputados por Santa Catarina na legenda do PMDB, obtendo uma suplência. Entre 2003 e 2005, foi secretário de Articulação Nacional de Santa Catarina, no governo de Luís Henrique da Silveira, também do PMDB. Nesse último ano, assumiu o mandato de deputado federal. Em 2006, elegeu-se presidente do diretório municipal do PMDB em Chapecó e em outubro candidatou-se com êxito a deputado federal por Santa Catarina.

Iniciou novo mandato em fevereiro de 2007 e participou das comissões de Minas e Energia e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Em 2008 foi delegado à convenção estadual do PMDB e no ano seguinte foi eleito vice-líder do bloco formado pelo PMDB, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido Social Cristão (PSC) e o Partido Trabalhista Cristão (PTC) na Câmara dos Deputados.

Em Outubro de 2008, concorreu nas eleições municipais de Chapecó, na condição de vice-prefeito do candidato Luciano Buligon, do PMDB. Na ocasião, foram apenas a terceira chapa mais votada, com 8% dos votos válidos em pleito que reelegeu o prefeito João Rodrigues, do DEM, com 59.386 votos, equivalentes a 59%.

De volta à Câmara, foi presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária e, em Outubro de 2010, concorreu a um novo mandato parlamentar. Recebeu 86.725 votos e ficou apenas com uma suplência. Assim, deixou Legislativo ao fim do mandato parlamentar, em Janeiro de 2011, mas retornou em Março, enquanto suplente do deputado licenciado Paulo Bornhausen, do DEM. Permaneceu no cargo até Novembro de 2013 e, durante o período, posicionou-se favoravelmente ao texto do Novo Código Florestal, criticado pelos ambientalistas.

Publicou o estudo Endividamento agrícola (2008).

Casou-se com Eloá Winckler Colatto, com quem teve dois filhos.

 

Rejane Araújo

 


FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999, 1999-2003, 2003-2007, 2007-2011); Folha de S. Paulo (11/11/1998); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/01/1995, 14/01/1996 e 05/02/1998); Portal da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Disponível em: <http://www.alesc.sc.gov.br>. Acesso em 10/04/2014; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br/>. Acesso em 09/04/2014. Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 10/04/2014. 

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