CONDURU, ABELARDO LEAO

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Nome: CONDURU, Abelardo Leão
Nome Completo: CONDURU, ABELARDO LEAO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CONDURU, ABELARDO LEÃO

CONDURU, Abelardo Leão

*sen. PA 1935-1937.

 

Abelardo Leão Conduru nasceu em Belém no dia 17 de fevereiro de 1889, filho de Filipe Oliveira Conduru e de Francisca Belina Leão Conduru.

Fez os primeiros estudos no Colégio Perseverança e no Ginásio Pais de Carvalho, em Belém, diplomando-se professor de estudos gerais pela Escola Normal do Pará.

Iniciou a vida profissional em 1912 como auxiliar na Prefeitura de Belém, passando depois a chefe de seção. Filiado ao Partido Republicano Federal, elegeu-se em 1923 deputado estadual no Pará, cumprindo o mandato até 1926. Novamente eleito em 1930, trabalhou também por essa época no jornal Estado do Pará e participou do movimento revolucionário que colocou Getúlio Vargas no poder. Com a supressão dos órgãos legislativos do país, teve o mandato interrompido e foi então nomeado secretário da Prefeitura de Belém, exercendo a função de 1930 a 1932.

Presidente do Clube Político Beneficente 24 de Outubro entre 1931 e outubro de 1933, tornou-se membro ativo do primeiro diretório do Partido Liberal do Pará (PLP), fundado em dezembro de 1931 por iniciativa do interventor Joaquim de Magalhães Cardoso Barata. De 1932 a 1934 exerceu o cargo de prefeito de Belém. Divergindo mais tarde de Magalhães Barata, tornou-se um dos membros mais atuantes da Coligação Democrática Paraense, que reuniu os partidos contrários ao interventor para apoiar a candidatura de Mário Chermont ao governo do estado. A eleição do governador e de dois senadores deveria ser feita pela Assembléia Constituinte paraense no início de 1935. Considerando-se ameaçado, o grupo de deputados oposicionistas asilou-se no quartel-general da 8ª Região Militar, requerendo habeas-corpus ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a fim de garantir sua liberdade de voto nas eleições, vencidas afinal por Magalhães Barata.

Essa eleição, porém, foi anulada por vias legais e a maioria oposicionista convocou a Assembléia Constituinte do estado para um novo pleito em 5 de abril de 1935. Ao dirigir-se à Assembléia, contudo, o grupo da oposição foi atacado e, mais uma vez, refugiou-se no quartel-general. Essa situação determinou um decreto de intervenção federal no estado, a cargo de Roberto Carneiro de Mendonça. Este conseguiu que Mário Chermont retirasse sua candidatura em favor da de José Carneiro da Gama Malcher, do Partido Liberal, nome afinal eleito pela maioria oposicionista em 29 de abril de 1935. Na mesma ocasião foram eleitos senadores Abelardo Conduru e Abel Chermont, que tomaram posse em seus novos cargos em maio seguinte. Pouco depois, em 15 de junho, o grupo oposicionista fundou o Partido Popular do Pará, de cuja comissão executiva Conduru participou.

Como parlamentar, ainda em 1935 Conduru integrou as comissões de Segurança Nacional e de Viação do Senado. Ao mesmo tempo, passou a exercer o cargo de tabelião público vitalício em Belém. Tendo o mandato interrompido pelo advento do Estado Novo em novembro de 1937, quando foram dissolvidos todos os órgãos legislativos do país, foi novamente prefeito de Belém de 1938 a 1943, durante a interventoria de Gama Malcher. Deste último ano a 1946 exerceu a diretoria do Banco da Amazônia, antigo Banco de Crédito da Borracha, e, em 1950, afastou-se da política, reassumindo aquele cargo de 1951 a 1954. Em seguida, foi diretor da Caixa Econômica Federal do Pará, cargo no qual se aposentou.

Membro titular da Academia Paraense de Letras, diretor do jornal A República e colaborador da Folha do Norte, presidiu o Instituto Histórico e Geográfico do Pará e a Sociedade de Educação do Pará. Foi ainda presidente da Liga contra a Tuberculose, da Liga contra a Lepra e da Liga Paraense de Esporte, além de provedor da Santa Casa de Misericórdia e grão-mestre adjunto na loja maçônica Oriente do Pará.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 6 de fevereiro de 1977.

Era casado com Celecina Carneiro Conduru, com quem teve três filhos.

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; Boletim Min. Trab. (5/36); COUTINHO, A. Brasil; Diário do Congresso Nacional; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; INF. FAM. Sônia Candura; Personalidades; ROQUE, C. Grande; SENADO. Anais (12/6/35).

 

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