CONTI, ITALO

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Nome: CONTI, Italo
Nome Completo: CONTI, ITALO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CONTI, Ítalo

*militar; dep. fed. PR 1971-1987.

 

Ítalo Conti nasceu em Mallet (PR) no dia 29 de setembro de 1915, filho de Rigoleto Conti e de Cecília Araújo Conti.

Sentou praça em abril de 1935, ingressando na Escola Militar do Realengo no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, de onde saiu aspirante da arma de artilharia em novembro de 1937. Foi promovido a segundo-tenente em dezembro do ano seguinte, e a primeiro-tenente em dezembro de 1940. Capitão comissionado em janeiro de 1944, participou da Segunda Guerra Mundial na Itália, incorporado à Força Expedicionária Brasileira (FEB), sendo efetivado na patente de capitão em novembro desse ano. Em outubro de 1951, foi promovido a major. Cursou em seguida a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e, em 1955, a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Promovido a tenente-coronel em 1957, pouco depois passou para a reserva com a patente de general de divisão.

Em 1961, durante o governo Ney Braga (1961-1965), assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, tendo visitado os Estados Unidos em 1964, a convite do Departamento de Estado daquele país, em viagem de observação aos órgãos policiais norte-americanos. Deixando a Secretaria de Segurança Pública em 1966, nesse mesmo ano, já durante a gestão do governador Paulo Pimentel (1966-1970), foi chefe do Gabinete Civil do governo paranaense. Entre 1966 e 1969 foi titular da Secretaria do Trabalho e Assistência Social.

No pleito de novembro de 1970, elegeu-se deputado federal pelo Paraná na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Empossado em fevereiro de 1971, foi membro da Comissão de Segurança Nacional da Câmara dos Deputados, ocupando sua vice-presidência em 1974. Foi ainda suplente das comissões de Trabalho e Legislação Social e de Desenvolvimento da Região Sul. Em 1973 integrou a missão econômica paranaense que visitou o Japão.

Reeleito em novembro de 1974 na mesma legenda, de 1975 a 1976 foi o autor do requerimento pedindo a criação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre a aquisição de hospitais pelo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Ainda nessa legislatura voltou a participar da Comissão de Segurança Nacional da Câmara como presidente (1975) e vice-presidente (1977), e foi mais uma vez suplente da Comissão de Trabalho e Legislação Social.

Elegeu-se novamente no pleito de novembro de 1978 e, com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS). Ainda nessa legislatura foi membro efetivo da Comissão de Relações Exteriores e voltou a integrar a Comissão de Segurança Nacional. Observador do governo brasileiro junto à Organização das Nações Unidas (ONU) em 1980, no ano seguinte atuou como relator da CPI sobre o terrorismo. No dia 30 de abril desse ano, abandonou a sessão da Câmara em protesto contra as acusações do senador Itamar Franco, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de Minas Gerais, de que estaria tentando transformar o empresário e ex-preso político Dimas Perrin, que na ocasião prestava depoimento, “de vítima em réu”. O empresário tivera a gráfica de sua propriedade, Artes Americana, danificada por um atentado terrorista no Rio de Janeiro. Nessa mesma CPI, que investigou também a explosão de uma bomba no Riocentro, ocorrida em 1º de maio do mesmo ano no Rio de Janeiro, insinuou que os militares envolvidos no episódio seriam elementos da esquerda infiltrados no serviço de segurança do I Exército.

Nas eleições de novembro de 1982, reelegeu-se mais uma vez deputado federal pelo Paraná, na legenda do PDS. Empossado em fevereiro de 1983, na sessão da Câmara de 25 de abril de 1984 votou contra a emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento das eleições diretas para a presidência da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos necessários à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado —, o Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985 elegeu o presidente da República. Na ocasião votou em Tancredo Neves, candidato da coligação oposicionista Aliança Democrática, união do PMDB com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal, que derrotou Paulo Maluf, o candidato governista, por ampla margem de votos. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março.

Mais tarde, filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL). Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao término da legislatura, não tendo se candidatado à reeleição no pleito de novembro do ano anterior. Passou a dedicar-se a obras assistenciais e filantrópicas na Legião Brasileira Expedicionária e no Lions Clube.

Em fevereiro de 1997, foi nomeado pelo prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, administrador regional do bairro do Portão, na capital paranaense. Após o término da gestão de Taniguchi, em janeiro de 2004, não ocupou mais cargos públicos. Por ocasião da passagem dos 45 anos do movimento militar de abril de 1964, concedeu várias entrevistas e depoimentos a órgãos da imprensa paranaense reafirmando e defendendo suas posições políticas passadas, bem como sua fidelidade aos ideais que nortearam a organização do movimento.

Casou-se com Odete Conti, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1971-1975, 1975-1979, 1979-1983, 1983-1987); Folha de S. Paulo (1/5/1981); Gazeta do Povo (31/3/2009); Globo (7/5/1981); INF. BIOG.; NÉRI, S. 16; Perfil (1972, 1980); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (8 e 9).

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