CORAUCI SOBRINHO, VALDEMAR

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Nome: CORAUCI SOBRINHO, Valdemar
Nome Completo: CORAUCI SOBRINHO, VALDEMAR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CORAUCI, Sobrinho

CORAUCI SOBRINHO, Valdemar

* dep. fed. SP 1995-1999; 1999-2003; 2003-2007

 

Valdemar Corauci Sobrinho nasceu em Ribeirão Preto (SP) no dia 24 de agosto de 1945, filho de Ettore Coraucci e de Aurora Giachetto Coraucci.

Começou a trabalhar em 1964, quando ingressou como office-boy na DABI Indústria de Aparelhos Dentários S.A., firma na qual permaneceria até 1974, chegando a gerente industrial. Ao longo desse período, cursou direito na Faculdade de Direito Lauro de Camargo, diplomando-se em 1969, e administração de empresas na Universidade de Ribeirão Preto, concluindo o curso em 1973.

Diretor-superintendente na Drogacenter S. A. Distribuidora de Medicamentos em 1975, ingressou nesse ano no magistério, tornando-se professor da Faculdade de Administração de Empresas da Universidade de Ribeirão Preto. No ano seguinte, além de diretor-superintendente da Companhia Industrial de Produtos Alimentares (CIPA) assumiu seu primeiro cargo público como técnico em administração no Serviço Regional de Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, órgão onde também ocuparia as funções de chefe do posto de atendimento, entre 1977 e 1979, e de diretor-técnico entre 1980 e 1982.

Ainda em 1976, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, elegendo-se vereador em Ribeirão Preto no pleito realizado em novembro daquele ano. Tomou posse em março de 1977 e durante o primeiro mandato foi membro titular das comissões de Redação, Economia e Finanças, e de Educação e Cultura, além de ter liderado a bancada do partido entre 1978 e 1979. Chefiou o Departamento de Administração e Finanças da Faculdade de Administração de Empresas da Universidade de Ribeirão Preto - instituição que também o habilitaria no exercício do magistério universitário em 1980.

Com a aprovação da reforma partidária pelo Congresso Nacional em novembro de 1979 e a subseqüente extinção do bipartidarismo, ingressou no ano seguinte no recém-criado Partido Democrático Social (PDS), agremiação política que abrigou membros da antiga Arena. Em setembro de 1980, em função da aprovação da emenda do deputado Anísio de Souza pelo Congresso, teve, assim como todos os outros ocupantes de cargos municipais, o mandato de vereador prorrogado até 1982.

Em 1981, paralelamente ao trabalho legislativo, participou de diversos encontros e conferências, dentre os quais se destacaram o XXV Congresso Estadual de Municípios, promovido pela Associação Paulista de Municípios e o 1o Seminário sobre Desemprego, patrocinado pelo Ministério do Trabalho e pela Secretaria de Relações de Trabalho, ambos realizados em São Paulo. Por fim, em viagem à Espanha concluiu outro curso em administração de empresas, desta vez no Estúdio General Luliano de Mallor, em Palma de Mallorca.

Em novembro de 1982, reelegeu-se vereador pela legenda do PDS. Assumiu o mandato em fevereiro, atuando como primeiro-secretário da mesa entre 1983 e 1984, titular do Centro de Defesa Ecológica, das comissões de Justiça e de Educação e Cultura, presidente da Comissão de Economia e Finanças de 1985 a 1987 e, finalmente, segundo secretário da mesa.

Em 1985, tornou-se vice-reitor da Universidade de Ribeirão Preto, cargo que ocupou até 1994. Um ano depois, desligou-se do PDS e ingressou no Partido da Frente Liberal (PFL), sendo logo indicado para presidir a Executiva municipal do partido em Ribeirão Preto, função que exerceria até 1991.

Em novembro de 1986, elegeu-se deputado estadual por São Paulo. Renunciou ao mandato de vereador em Ribeirão Preto no início de 1987, assumindo, em março desse mesmo ano, uma cadeira na Assembléia Legislativa paulista. Entre 1987 e 1988, integrou como titular a Comissão Permanente de Educação e presidiu a Comissão Permanente de Administração Pública. De 1989 a 1990, liderou a bancada do partido. Reeleito em outubro de 1990, iniciou o novo mandato em fevereiro. Em abril de 1993, licenciou-se para ocupar o posto de secretário de Esporte e Turismo do estado de São Paulo no governo de Luís Antônio Fleury Filho (1991-1995). Retornando à Assembléia Legislativa, comandou novamente a bancada do PFL até 1994, quando se transferiu para o Partido Liberal (PL), do qual também se tornou líder. Ainda nesse ano, exerceu atividades docentes na Universidade de Ribeirão Preto.

Eleito deputado federal por São Paulo no pleito de outubro de 1994 - obteve a maioria dos votos provenientes de sua base eleitoral no município de Ribeirão Preto -, com a abertura dos trabalhos legislativos em janeiro seguinte, Corauci Sobrinho foi membro titular da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, vice-líder do PL e 1º vice-líder do bloco formado pelo PL, Partido Social Democrático (PSD) e Partido Social Cristão (PSC).

Em 1955, durante o processo de reforma constitucional proposto pelo governo federal, manifestou-se a favor da abolição do monopólio estatal nas telecomunicações, distribuição do gás canalizado e exploração do petróleo, na abertura da navegação de cabotagem à concorrência estrangeira, na revisão do conceito de empresa nacional e na prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia que o governo gastasse 20% da arrecadação de impostos sem que estas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação. Ainda em 1995, foi autor de um projeto de lei dispondo sobre a criação de incentivos fiscais em todo o país a empresas que contratassem pessoas com idade superior a 40 anos.

De volta ao PFL, em função de um possível voto contrário à emenda da reforma da previdência, sofreu, em março de 1996, uma ameaça de punição pela direção da seção paulista do partido. Terceiro-vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, votou em junho contra a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) - que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) - imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde. Foi também um dos deputados mais assíduos, estando presente a todas as sessões deliberativas realizadas na Câmara até o primeiro semestre de 1996. Ainda nesse ano foi secretário-geral do PFL de São Paulo.

Em 1º de agosto de 1996 licenciou-se do mandato para dedicar-se integralmente à candidatura para a prefeitura de Ribeirão Preto nas eleições de outubro seguinte, quando obteve apenas a terceira colocação.

Retornando à Câmara ainda em outubro desse ano, votou, em janeiro e fevereiro de 1997, a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos e em novembro pronunciou-se favoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa. Ainda nesse ano foi vice-líder do PFL na Câmara.

Em outubro de 1998, reelegeu-se deputado federal. Em novembro seguinte votou a favor do teto de 1200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição no setor privado, itens da reforma da previdência.

Assumiu novo mandato em fevereiro de 1999. Nesta legislatura, votou a favor da Lei de Responsabilidade Fiscal, e, em 2002, presidiu a Comissão de Economia, Indústria e Comércio.

Concorreu para mais um mandato nas eleições de Outubro de 2002. Com quase 150 mil votos, obteve êxito, mantendo-se na Câmara dos Deputados para o mandato iniciado em Fevereiro de 2003. No primeiro ano desta legislatura, foi presidente da presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, além de ter sido titular também da Comissão de Educação, Cultura e Desporto.

Nas eleições de Outubro de 2006, candidatou-se a uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), mas não obteve votação suficiente, ficando com uma suplência. Em 2007, participou da refundação do PFL, que passou a se chamar Democratas (DEM).

No ano seguinte, assumiu a Secretaria de Cultura de Ribeirão Preto, mas deixou o cargo para ser empossado deputado estadual na ALESP em Fevereiro de 2009.

Ainda neste ano, migrou para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), pelo qual foi candidato a um retorno à Câmara dos Deputados no pleito de Outubro de 2010. Neste, seus 25.802 votos foram insuficientes, rendendo uma suplência.

É diretor da Rádio CMN, junto com Elmara Lucia de Oliveira Bonini.

Casou-se Elmara Lúcia de Oliveira Bonini Corauci, com quem teve uma filha.

 

FONTES:  Portal da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.alesp.sp.gov.br/>. Acesso em 01/10/2013; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em:  <http://www2.camara.leg.br>. Acesso em 1/10/2013; Portal G1 de Notícias. Disponível em: <http://g1.globo.com>. Acesso em 1/10/2013; Portal do Jornal do Brasil. Disponível em: <http://www.jb.com.br>. Acesso em 1/10/2013; Portal do jornal Folha de São Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em 1/10/2013; Portal da Rádio CMN. Disponível em: <http://www.radiocmn.com.br>. Acesso em 01/10/2013; Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 01/10/2013.

 

 

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