CORDEIRO, RENATO

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Nome: CORDEIRO, Renato
Nome Completo: CORDEIRO, RENATO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CORDEIRO, Renato [COMPLETAR COM DADOS PÓS-1987]

CORDEIRO, Renato

* dep. fed. SP 1983, 1984-1987.

 

Renato Cordeiro nasceu em Birigüi (SP) no dia 26 de julho de 1928, filho de Artur Cordeiro e de Inês Braga Cordeiro.

Em 1947 ingressou na Escola Paulista de Medicina, formando-se em 1952.

Nas eleições de outubro de 1958 candidatou-se à prefeitura da cidade natal na legenda do Partido Republicano (PR). Eleito, assumiu o cargo em março do ano seguinte. Deixou a prefeitura em 1962, candidatando-se em outubro a deputado estadual na legenda do PR. Eleito, assumiu uma cadeira na Assembléia Legislativa paulista em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1963 iniciou o curso de ciências jurídicas e sociais na Faculdade de Direito do Vale do Paraíba, graduando-se em 1968.

Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), tornou-se líder do PR até 27 de outubro de 1965, quando o Ato Institucional n° 2 extinguiu os partidos políticos, filiando-se, com a posterior instauração do bipartidarismo, à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país a partir de abril de 1964.

Nesta legislatura foi vice-presidente das comissões de Saúde e Higiene e de Finanças e Orçamento, além de membro das comissões de Assistência Social e Administrativa e Judiciária.

Nas eleições de novembro de 1966 foi reeleito deputado estadual à Assembléia Legislativa paulista na legenda da Arena. Nesta legislatura foi presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, membro da Comissão de Saúde e Higiene e suplente da Comissão de Assistência Social. Reeleito pela segunda vez na mesma legenda em novembro de 1970, foi nesta legislatura quarto-secretário da mesa diretora da Assembléia, além de presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, membro da Comissão de Saúde e Higiene e suplente da Comissão de Obras Públicas. Em novembro de 1974 foi reeleito pela terceira vez, novamente na legenda da Arena, tendo sido nesta legislatura membro das comissões de Saúde e Higiene, de Finanças e Orçamento e de Promoção Social.

Foi reeleito pela quarta vez na legenda da Arena em novembro de 1978. Em abril de 1980, após a extinção do bipartidarismo e a conseqüente reformulação partidária em novembro de 1979, vinculou-se ao bloco parlamentar do Partido Democrático Social (PDS), agremiação que sucedeu a Arena. A subscrição, assinada pelos deputados que desejaram filiar-se ao bloco do partido, foi acolhida com dificuldade pela mesa diretora da Assembléia. Na ocasião, o então recém-eleito governador de São Paulo pela Assembléia Legislativa, Paulo Maluf, do PDS, conquistou com a formação do bloco do partido a maioria absoluta na Assembléia.

Em maio de 1980, quando faleceu o secretário do Interior do estado Valdemar Lopes Ferreira, Renato Cordeiro pretendeu ser indicado para a vaga por Maluf, o que não ocorreu. Cordeiro, que no início do mês se negara a assinar novo documento de filiação ao bloco pedessista caso a mesa diretora insistisse em não aceitar a primeira subscrição, como ocorrido anteriormente, rejeitando a liminar obtida em favor do reconhecimento do bloco, desligou-se finalmente deste último em meados de junho, passando a atuar de forma independente. Em artigo publicado na revista Veja, em 1980, consta que Renato Cordeiro atribuiu sua pretensão ao cargo de secretário do Interior à sua amizade com o então presidente da República João Batista Figueiredo (1979-1985). Afirmou ainda existirem muitas "arestas" entre Maluf e o presidente. Maluf, que em função de outros desligamentos do bloco pedessista perdeu a maioria na Assembléia, alegou por sua vez não ser tão sólida a amizade entre ambos.

Em 1982 Cordeiro foi nomeado para a secretaria estadual dos Negócios da Agricultura e Abastecimento do governo Maluf (1979-1982), licenciando-se do mandato de deputado estadual. Nesta legislatura foi membro da Comissão de Justiça, além de suplente das comissões de Finanças e Orçamento e de Constituição e Justiça. Participou de várias comissões parlamentares de inquérito (CPIs) da Assembléia.

No pleito de novembro de 1982, elegeu-se deputado federal por São Paulo na legenda do PDS. Neste mesmo mês assumiu a secretaria de Agricultura do governo de José Maria Marín (1982-1983), eleito pela Assembléia Legislativa. Em fevereiro de 1983, Renato Cordeiro deslocou-se até Brasília para assumir seu mandato na Câmara, licenciando-se, no mesmo dia, para retornar às suas funções como secretário estadual. Seu lugar foi ocupado temporariamente pelo primeiro suplente da bancada do PDS paulista, Vicente de Paula Penido, ex-prefeito de Aparecida do Norte.

                Com o fim do mandato de José Maria Marín em março deste último ano, Renato Cordeiro reassumiu sua vaga na Câmara dos Deputados. No dia 25 de abril de 1984, votou contra a emenda Dante de Oliveira que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro seguinte. Como a emenda não obteve o número de votos necessários à sua aprovação - faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado -, no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Renato Cordeiro votou no candidato do regime militar, Paulo Maluf, do PDS, que acabou sendo derrotado pelo candidato oposicionista Tancredo Neves. Eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal, Tancredo não chegou a ser empossado na presidência, por motivo de doença, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março deste ano.

Nas eleições de novembro de 1986, Renato Cordeiro candidatou-se a uma vaga de deputado federal constituinte, na legenda do PDS, mas não foi bem-sucedido. Deixou a Câmara em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura.

Desligado do cenário político, retornou às suas funções de médico-cirurgião do Hospital São Camilo e diretor da Intermédica São Camilo, cargo que exerceu até 1990. Em 1999, depois de afastar-se gradualmente do exercício da medicina, passou a dedicar-se a atividades no mercado financeiro e no mercado imobiliário.

Casou-se com Cristina Cordeiro, com quem teve cinco filhos.

Publicou Do velho ao novo parlamento (1978), Memorator (1981), Birigüi: compromisso com o futuro (1984), Gênesis do assistencialismo (1986), Duas décadas na Assembléia paulista (1990) e Elegia (1994).

 

Marcelo Costa

 

FONTES: CÂM.DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Estado de São Paulo (1e 7/6/83); Globo (26/4/84, 16/1/85); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (4/2/83); TRIB. REG. ELEIT. Dados; Veja (11/6/80).

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