CORREIA, ADALBERTO

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Nome: CORREIA, Adalberto
Nome Completo: CORREIA, ADALBERTO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CORREIA, ADALBERTO

CORREIA, Adalberto

*rev. 1923; rev. 1924; rev. 1926; rev. 1930; dep. fed. RS 1930 e 1935-1937.

 

Adalberto Correia nasceu em Quaraí (RS) no dia 3 de junho de 1888, filho de Carlos Alberto Correia e de Leopoldina da Cunha Correia. Seu irmão, Otávio Correia, foi o único civil que participou do levante do forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, durante a Revolta de 5 de julho de 1922.

Fez seus estudos na Escola Brasileira Inácio Montagna, em Porto Alegre, e iniciou o curso superior na Escola de Direito da mesma cidade. Em seguida transferiu-se para a Faculdade de Direito de São Paulo e depois para a Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, pela qual se bacharelou em 1911.

Após exercer a advocacia na capital federal, retornou ao seu estado e aí participou da Revolução Gaúcha de 1923, ao lado das forças federalistas — lideradas por Joaquim Francisco de Assis Brasil —, que, denunciando fraude, rebelaram-se em janeiro contra a quinta reeleição do líder republicano, Antônio Augusto Borges de Medeiros, para a presidência do estado. Chefiado por Honório Lemes, Zeca Neto, Leonel Rocha e Artur Caetano, tomou parte na luta que se estendeu até novembro e foi encerrada pelo Pacto de Pedras Altas, que vedou nova reeleição de Borges de Medeiros mas garantiu o mandato que exercia como chefe do Executivo estadual.

Exilando-se em seguida no Uruguai, lá juntou-se, em novembro de 1924, aos revoltosos do encouraçado São Paulo, os quais, após o fracasso da rebelião deflagrada por oficiais da Marinha sob a liderança do tenente Herculino Cascardo em apoio aos revolucionários de 1922 e 1924, haviam se deslocado com o navio para aquele país, obtendo asilo político. Atuou também na revolta militar que se tornou conhecida como Coluna Relâmpago, deflagrada em novembro de 1926 numa unidade do Exército em Santa Maria (RS) sob a liderança dos irmãos Nélson e Alcides Etchegoyen, com o objetivo de impedir a posse do presidente da República eleito, Washington Luís. Segundo Hélio Silva, o ataque ao território gaúcho se daria ainda a partir de três outros pontos: Santa Rosa (RS), Quaraí e a cidade uruguaia de Rivera, onde Adalberto Correia se encontrava integrando o contingente melhor equipado dos sublevados. Antes de conseguir atravessar a fronteira brasileira, no entanto, foi ferido e teve que abandonar a luta.

Após seu retorno ao Brasil, elegeu-se em 1929 deputado federal pelo Rio Grande do Sul na legenda do Partido Libertador (PL). Permaneceu na Câmara de maio a outubro do ano seguinte, quando aderiu à Revolução de 1930, e, juntamente com Carlos Eiras, Eugênio La Maison e Elisário Paim, comandou o ataque ao Arsenal de Guerra de Porto Alegre. Com a vitória do movimento, os órgãos legislativos do país foram suprimidos. Iniciado o processo de reconstitucionalização, em maio de 1933 Adalberto Correia foi eleito suplente de deputado pelo Rio Grande do Sul à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do Partido Republicano Liberal (PRL). Em agosto de 1934, logo após a promulgação da nova Carta (16/7/1934) e a eleição no dia seguinte do presidente da República, foi convocado para assumir o mandato em substituição a Carlos Maximiniano Pereira dos Santos, que fora nomeado procurador-geral da República.

Em outubro de 1934 conseguiu eleger-se deputado federal por seu estado na legenda do PRL, permanecendo na Câmara durante a nova legislatura, iniciada em maio de 1935. Em janeiro de 1936, pouco depois de derrotada a Revolta Comunista de novembro do ano anterior em Natal, Recife e Rio, tornou-se presidente da recém-criada Comissão Nacional de Repressão ao Comunismo, instalada no Ministério da Marinha. No exercício de suas funções, propôs e fez aprovar uma requisição afirmando que as medidas de repressão ao comunismo não podiam ficar sujeitas à morosidade dos processos judiciários. Pediu também a imediata prisão de Pedro Ernesto Batista, prefeito do Distrito Federal, do coronel Filipe Moreira Lima, de Maurício de Lacerda, de Anísio Teixeira, ex-secretário de Educação do Distrito Federal, de Elieser Magalhães, de Luís de Barros e de Odilon Batista.

Em maio de 1936, juntamente com Pedro Aleixo, liderou no Congresso o ataque à minoria parlamentar que se colocara contra a proposta governamental de suspensão das imunidades parlamentares para legalizar a prisão já efetuada de quatro deputados e um senador. Endossando o parecer do relator Alberto Álvares, o Congresso apoiou por maioria esmagadora a posição do governo. Em junho de 1937 Adalberto Correia filiou-se à União Democrática Brasileira (UDB), recém-criada em apoio à candidatura oposicionista de Armando de Sales Oliveira à presidência da República nas eleições previstas para janeiro de 1938. Permaneceu na Câmara até novembro de 1937, quando, com o advento do Estado Novo, os órgãos legislativos do país foram suprimidos.

Foi também diretor do jornal O Ruralista, no Rio de Janeiro.

Faleceu na capital da República em 13 de maio de 1954.

Era casado com Teresa Rodrigues Larreta de Correia.

 

 

FONTES: ALBUQUERQUE, M. Pequena; ARQ. GETÚLIO VARGAS; ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais (1); Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; Câm. dep. seus componentes; CARONE, E. República nova; CONSULT. MAGALHÃES, B.; Diário do Congresso Nacional; LEVINE, R. Vargas; Noite (14/5/54); PESQ. F. BARBOSA; SILVA, H. 1922; SILVA, H. 1926; SILVA, H. 1930; SILVA, H. 1935; SILVA, H. 1937; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem (1955-4).

 

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