CORREIA NETO, JONAS DE MORAIS

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: CORREIA NETO, Jonas de Morais
Nome Completo: CORREIA NETO, JONAS DE MORAIS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MARQUES, Antônio Ferreira

CORREIA NETO, Jonas de Morais 

* militar; ch. EMFA 1990-1991

 

Jonas de Morais Correia Neto nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 22 de novembro de 1925, filho de Jonas de Morais Correia Filho e de Valdemerina Ramos Correia. Seu pai foi militar (participou do levante tenentista de 1922) e político (foi constituinte de 1946 e deputado federal pelo Distrito Federal entre 1946 e 1951).

Ingressou na Escola Militar de Realengo (RJ), procedente do Colégio Militar em março de 1943. Em janeiro de 1945 foi para a Escola Militar de Resende (RJ), onde deu continuidade à sua formação. Em dezembro de 1945 foi promovido a segundo-tenente e em janeiro de 1948 a primeiro-tenente. Em maio seguinte matriculou-se no curso de guerra química, nos Estados Unidos, concluindo-o em dezembro. Em abril de 1951, passou a capitão. Em janeiro do ano seguinte foi nomeado para servir no Colégio Militar, como comandante da 5ª Companhia de Artilharia. Transferido para o Regimento Floriano (1º R. o 105 C.A) em agosto de 1954, em fevereiro iniciou o curso de artilharia da Escola de Aperfeiçoamento Para Oficiais (EsAO), concluindo-o em outubro.

Após fazer o curso da Escola Superior de Comando do Estado-Maior do Exército (ECEME), entre fevereiro de 1950 e dezembro de 1960, foi designado para estágio no Quartel Geral da guarnição de Uruguaiana (RS), onde permaneceu até maio de 1961. Instrutor do curso de cooperação de armas e serviços da EsAO de janeiro a dezembro de 1963, em seguida tornou-se instrutor da Seção de Ensino da escola. Permaneceu nesse cargo até fevereiro de 1965, quando foi designado para servir no EME. Em agosto, foi promovido ao posto de tenente-coronel.

Em março de 1970 matriculou-se curso de estado-maior e comando das forças armadas, oferecido pela Escola Superior de Guerra (ESG), diplomando-se em dezembro. Em março de 1971, assumiu o comando do Colégio Militar de Porto Alegre, exercendo-o até março de 1973. Promovido a coronel em outubro daquele ano, de março a dezembro de 1974 realizou o curso superior de guerra.

Assistente-secretário do Comando da ESG de maio de 1976 a dezembro de 1977, em fevereiro de 1978 foi nomeado assistente do secretário do general-de-exército Airton Pereira Tourinho, chefe do Departamento Geral de Pessoal (DGP), em Brasília. Em abril foi transferido para o Departamento de Engenharia e Comunicação (DEC), também em Brasília, como chefe de gabinete. Em dezembro foi designado para o Estado-Maior do Exército (EME). Em abril de 1979 assumiu o comando da Artilharia Divisionária da 3ª Divisão do Exército, em Cruz Alta (RS). Em março de 1980 recebeu a promoção de general-de-brigada.

Diretor de Inativos e Pensionistas de julho de 1981 a março de 1983, neste último mês foi nomeado subchefe de operações do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA). Em abril do ano seguinte foi promovido a general-de-divisão e em seguida nomeado diretor de Especialização e Extensão do Exército. Em março de 1985 foi nomeado secretário-geral do Exército, permanecendo no exercício dessa função por um ano. Em março de 1988, o presidente da República José Sarney nomeou-o comandante Militar do Sudoeste. Nesse mesmo mês recebeu a patente de general-de-exército.

Em dezembro de 1989, foi exonerado do Comando Militar do Sudeste, e nomeado, em  janeiro de 1990, ministro de Estado chefe do EMFA. Em janeiro de 1991, garantiu que o Brasil, a despeito do apoio incondicional  dado pelo governo às resoluções tomadas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), não mandaria tropas para o Oriente Médio, onde se travava a chamada guerra do Golfo, entre o Iraque e os Estados Unidos. Ressaltando não haver razão para temores sobre atentados terroristas no país em razão do conflito, salientou que a única repercussão da guerra no Brasil era o racionamento de combustível. 

Em abril de 1991, transmitiu a chefia do EMFA para o general Antônio Luís da Rocha Veneu. Ainda este mês, o Batalhão de Polícia do Exército (BPE) prendeu o presidente da Federação das Associações dos Militares da Reserva (Famir), o tenente Antônio Garcia, acusado de fazer “críticas desrespeitosas” a Jonas Morais Correia. Em carta publicada no Correio Brasiliense, do dia 14 de abril, Garcia chamara o general Jonas Morais de “incoerente”, “narcisista”, “insensível” e “pelego”. A carta do tenente Garcia foi escrita em resposta a uma entrevista do general no mesmo jornal dois dias antes, na qual este afirmava que o salário dos militares estava baixíssimo. Garcia respondeu que esta declaração era uma “ironia” que o general tinha feito por estar deixando o EMFA. Antes de ser preso, o tenente respondeu a um ofício do Comando Militar do Planalto (CMP) confirmando as declarações.

Após entregar o cargo de chefe do EMFA, Jonas Correia de Morais foi transferido para reserva remunerada, não vindo a desenvolver nenhuma atividade profissional.

Sócio do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, do qual foi presidente, e do Instituto Histórico-Geográfico Brasileiro, de cujo conselho fiscal tornou-se membro, veio a integrar ainda a Academia Carioca de Letras.

Casou-se com Ercília Goulart Pinto, com quem teve quatro filhos.

 

 

FONTES: CURRIC. BIOG.;  Estado de São Paulo (26/12/76, 1/4, 5/5 e 21/8/81, 29/7/82); Folha de São Paulo (20/4/91); Globo (2 e 22/4/81, 20/4 e 27/1/91); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (16/7 e 9/8/79, 2/4/81, 9/2/82, 12/9/83, 19/12/89).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados