CORREIA, SAMUEL AUGUSTO ALVES

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Nome: CORREIA, Samuel Augusto Alves
Nome Completo: CORREIA, SAMUEL AUGUSTO ALVES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CORREIA, Samuel Augusto Alves

CORREIA, Samuel Augusto Alves

* militar; comte III Ex. 1978-1979; ch. EME 1979; ch. EMFA 1979-1980.

 

Samuel Augusto Alves Correia nasceu em Mato Grosso no dia 30 de março de 1917, filho de Virgílio Alves Correia Filho e de Edite Alves Correia.

Sentou praça em março de 1934 na Escola Militar de Realengo, sendo declarado aspirante a oficial da arma de engenharia em janeiro de 1937. Em dezembro de 1937 foi promovido a segundo-tenente e em setembro de 1938 a primeiro-tenente. Em março de 1941 foi transferido para a Escola Militar de Realengo, como auxiliar de instrutor de engenharia. Em agosto do ano seguinte recebeu a patente de capitão, matriculando-se em junho no curso regional de oficiais da arma de engenharia, que concluiu em setembro. Em fevereiro de 1946 iniciou curso no Estado-Maior do Exército (EME), concluindo-o em dezembro de 1948. Nesse período, em dezembro de 1947, recebeu a patente de major. Entre agosto de 1949 e julho de 1950 fez o curso da Escola de Engenharia Fort Bevoir, curso avançado do Exército norte-americano.

Tenente-coronel em novembro de 1951, em setembro de 1954 assumiu o comando do Batalhão Escola de Engenharia na Vila Militar 1ª R.M. Em junho do ano seguinte foi transferido para o 1º Grupamento de Engenharia em João Pessoa. À disposição da Presidência da República, como adido do Departamento de Produção de Engenharia e Comunicações do Estado da Guanabara entre fevereiro e dezembro de 1961, em março do ano seguinte iniciou o curso de estado-maior e comando da Escola Superior de Guerra (ESG), como estagiário do das Forças Armadas. Em agosto de 1962 recebeu a patente de coronel. Concluiu o curso em dezembro. Em março de 1963 foi nomeado para a chefia da 4ª Seção do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA). Em outubro de 1967 matriculou-se no curso de prática da reforma administrativa para oficiais, na Escola de Serviço do DASP, concluído-o em novembro.

Promovido a general de brigada em agosto de 1968, em maio de 1969 foi nomeado comandante do 1º Grupamento de Engenharia em João Pessoa,  chefe da Comissão Construtora do Nordeste e representante do EMFA no conselho deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Em setembro de 1971 passou a integrar a delegação brasileira na Comissão Militar Mista Brasil-Estados Unidos, como representante do Estado-Maior do Exército. Em janeiro de 1972 foi exonerado da delegação brasileira, sendo nomeado em seguida adido militar do Exército junto à embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Recebeu a patente de general-de-divisão em março de 1974 e dois meses depois foi exonerado da função de adido militar. Em seguida retornou ao Brasil, assumindo o comando da 5ª Região Militar e da 5ª Divisão em Curitiba.

Em dezembro de 1976 foi nomeado vice-chefe de Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP). Recebeu a promoção de general-de-exército em novembro do ano seguinte, desligando-se em dezembro do DEP, sendo nomeado, em seguida,  comandante do III Exército em Porto Alegre, substituindo o general Fernando Belford Bethlem. Deixou este comando em dezembro de 1978, sendo substituído por Antônio Bandeira. Em janeiro de 1979 foi nomeado chefe do Estado-Maior do Exército em substituição ao general Ariel Paca da Fonseca. Em junho seguinte deixou este cargo, sendo sucedido pelo general Ernâni Airosa, e  tornou-se ministro-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), ocupando o lugar do general José Maria de Andrada Serpa.

Em janeiro de 1980 deixou a chefia do EMFA, sendo substituído pelo general José Ferraz da Rocha e em julho foi transferido para a reserva remunerada. Ainda em 1980, foi designado embaixador no Iraque, um dos maiores fornecedores de petróleo ao Brasil. Pouco depois, eclodiu o conflito entre aquele país árabe e o Irã, tendo sido levantadas suspeitas de que o governo brasileiro  havia enviado a Bagdá, sigilosamente, material bélico que incluía um carregamento de dióxido de urânio, passível de emprego em experimentos nucleares. Samuel Correia Alves permaneceu no Iraque até setembro de 1982, quando retornou a Brasília.

Casou-se com Lúcia de Sousa Mendes Alves, com quem teve quatro  filhos.

 

FONTES: ARQ.MIN.EXEC.; Veja (24/6/81, 16/6/82).

 

 

 

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