CRISTIANO DIAS LOPES FILHO

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Nome: LOPES, Cristiano Dias
Nome Completo: CRISTIANO DIAS LOPES FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LOPES, CRISTIANO DIAS

LOPES, Cristiano Dias

*gov. ES 1967-1971; dep. fed. ES 1980-1983.

Cristiano Dias Lopes Filho nasceu em Bom Jesus do Norte (ES) no dia 26 de dezembro de 1927, filho de Cristiano Dias Lopes e de Deomar Castro Dias Lopes. Seu irmão, José Dias Lopes, foi secretário de Segurança Pública do Espírito Santo.

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Espírito Santo.

Procurador de estado e professor da Escola Técnica Federal, de 1951 a 1954 ocupou o cargo de oficial-de-gabinete do governador Jones dos Santos Neves. Filiado ao Partido Social Democrático (PSD), elegeu-se nessa legenda, em outubro de 1954, suplente de deputado estadual, assumindo o mandato no ano seguinte. No pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado estadual na mesma legenda, presidindo em 1960 a Assembléia capixaba. Concluiu o mandato em janeiro de 1963.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior implantação do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar vigente no país desde abril de 1964. Em setembro de 1966, foi eleito governador do Espírito Santo pela Assembléia Legislativa em substituição a Francisco Lacerda de Aguiar, tendo sido indicado pelo ex-governador Carlos Lindenberg (1959-1962). Durante seu governo implantou uma campanha para atrair recursos internos e externos a fim de concretizar projetos industriais e agropecuários. Adotou medidas para a superação da crise que levou o estado, entre 1966 e 1968, a erradicar cerca de 220 milhões de pés de café e enfatizou a atualização dos processos agropecuários, com o incentivo ao cooperativismo, à inseminação artificial dos rebanhos e à mecanização agrícola. Procedeu também à eletrificação do norte do estado e à construção de rodovias. Na área da saúde, criou as Unidades Volantes, com a missão de vencer a resistência do homem do campo em relação à medicina oficial. Deixou o governo do Espírito Santo em março de 1971, sendo substituído por Artur Gehrardt. Na ocasião, reassumiu as funções de procurador do estado e professor da Escola Técnica Federal.

Exercia a função de procurador da empresa Irmãos Ferreira — Exportação e Importação, presidida por sua esposa, entre 1975 e 1976, quando se envolveu em processo judicial desencadeado por denúncias de irregularidades nas operações da companhia. Em agosto de 1977, após ser decretada sua prisão preventiva por estelionato, lançou oficialmente sua candidatura ao Senado na legenda da Arena. Absolvido em novembro de 1978, nesse mesmo ano envolveu-se em outro processo motivado por denúncias de que tentara subornar o dono de uma gráfica responsável por publicação onde se narravam crimes da organização conhecida como “esquadrão da morte” capixaba, na época em que era governador e seu irmão, José Dias Lopes, chefe de polícia.

Ainda em novembro de 1978 elegeu-se suplente de deputado pelo Espírito Santo, sempre na legenda da Arena. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS). Em junho de 1980, por decisão do deputado do PDS Flávio Marcílio, presidente da Câmara, foi empossado na vaga aberta com a morte do deputado Belmiro Teixeira. A indicação gerou reações discordantes, pois Belmiro Teixeira, eleito na legenda da antiga Arena, passara para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) após a reforma partidária. Eleito mais uma vez suplente de deputado federal por seu estado na legenda do PDS em novembro de 1982, deixou a Câmara em janeiro de 1983.

Entre 1983 e 1987 dedicou-se a atividades particulares. Em 1988 foi diretor regional do Serviço Nacional do Comércio (Senac) no Espírito Santo. Por nomeação do então governador Max Mauro, em 1989 e 1990 foi diretor administrativo do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes).

Em 1992 tornou-se diretor-geral da Faculdade de Ciências Econômicas de Vitória, mantida pela Campanha Nacional das Escolas da Comunidade (CNEC), função que exercia em dezembro de 1999. Nesse período, nos anos de 1993 e 1994, por designação do então governador Albuíno Azeredo, foi procurador-geral do Estado do Espírito Santo.

Faleceu no dia 9 de setembro de 2007, vítima de um acidente vascular cerebral.

Participou de vários congressos da Campanha Nacional de Educandários Gratuitos.

Casou-se com Eliete Ferreira Dias Lopes.

 

FONTES: COUTINHO, A. Brasil; Folha de S. Paulo (29/4 e 1/5/81); Folha do Norte (online). Disponível em : <http://www.folhadonorte.com.br/site/ver.php?manchete=1487>. Acesso em : 17 jul. 2009; Globo (10/6/80); Grande encic. Delta; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (19/11, 2 e 19/12/76, 7 e 16/3, 5 e 6/8, 22/9 e 1/12/77, 11/4 e 23/9/78, 12/6 e 23/9/80, 30/4 e 1/5/81); NÉRI, S. 16; NOVAIS, M. História; OLIVEIRA, J. História; Veja (12/1, 28/9 e 17/8/77).

 

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