Paulo Roberto Cunha

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Nome: CUNHA, Paulo Roberto
Nome Completo: Paulo Roberto Cunha

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CUNHA, PAULO ROBERTO

CUNHA, Paulo Roberto


*const. 1987-1988; dep. fed. GO 1987-1988



 

Paulo Roberto Cunha nasceu em Rio Verde (GO) no dia 5 de junho de 1942, filho de Carlos Cunha Filho e de Anásia Antônio Cunha.

Advogado, empresário e pecuarista, ingressou em 1978 na Faculdade de Direito da Universidade de São Carlos, na qual se bacharelou em 1981.

Iniciou sua carreira política elegendo-se deputado federal constituinte, no pleito de novembro de 1986, pelo estado de Goiás, na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC). Foi empossado em 1º de fevereiro de 1987, quando tiveram início os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte.

Empresário rural do sudoeste goiano, filho de um dos maiores latifundiários da região, teve sua candidatura estimulada pelo setor de cooperativismo agrícola, do qual foi um dos principais líderes. Desde o início de sua campanha teve seu nome ligado à União Democrática Ruralista (UDR), entidade conservadora que se organizou durante o período constituinte com o objetivo de impedir a aprovação da reforma agrária, tendo figurado na lista dos candidatos que receberam seu apoio.

Atuou nos trabalhos constituintes como titular da Subcomissão do Poder Executivo, da Comissão de Organização dos Poderes e Sistema de Governo, e suplente da Subcomissão da Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, da Comissão da Ordem Econômica. Votou contra o rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, o mandado de segurança coletivo, o aborto, a jornada de 40 horas semanais, a unicidade sindical, o presidencialismo, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, a proibição do comércio de sangue, a limitação dos encargos da dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a anistia aos micro e pequenos empresários e a desapropriação da propriedade produtiva. Votou a favor da proteção ao emprego contra despedida sem justa causa, do turno ininterrupto de seis horas semanais, do aviso prévio proporcional, da pluralidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, da legalização do jogo do bicho e do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, que assumira o governo com o falecimento do titular Tancredo Neves. Com a promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988, passou a exercer apenas o mandato ordinário.

No pleito municipal de novembro de 1988, elegeu-se prefeito de sua cidade natal na legenda do PDC. Deixou a Câmara em dezembro de 1988 e tomou posse na prefeitura em janeiro. Assumiu sua vaga o suplente Tarzan de Castro.

Em outubro/dezembro de 1989, nas primeiras eleições diretas para presidente do país depois de quase 30 anos de regime de exceção, foi um dos coordenadores em Goiás da campanha vitoriosa de Fernando Collor de Melo.

Em abril de 1990, desincompatibilizou-se do cargo de prefeito para disputar no pleito de outubro o governo do estado na legenda do PDC, mas foi derrotado por Íris Resende, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Ingressou em 1993 no Partido Progressista Reformador (PPR), resultante da fusão do PDC com o Partido Democrático Social (PDS).

No pleito de outubro de 1994, disputou uma vaga para o Senado Federal pela legenda do PPR, mas não conseguiu sua eleição. Posteriormente, deixou o PPR e ingressou na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Foi ainda fundador e presidente da Cooperativa de Produtores do Sudoeste Goiano, presidente e vice-presidente da Organização das Cooperativas de Goiás, vice-presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras e vice-presidente e membro do conselho deliberativo do Fomentar.

Em outubro de 2000 foi novamente eleito para a Prefeitura de Rio Verde, desta vez pelo Partido Progressista (PP). Reeleito em 2004, dois anos depois, uma lei de sua autoria que reduziu a 10% (cerca de 500 mil hectares) a área destinada à cultura canavieira gerou grande polêmica. A medida, segundo o jornal O Sucesso, desagradou os pequenos produtores de cana de açúcar de Rio Verde, que acusaram o prefeito de favorecer os interesses de empresas como a Perdigão e de grandes plantadores de soja e de milho da região.

Proprietário de fazendas em Goiás e Mato Grosso, ao deixar a Prefeitura de Rio Verde em 2008, Paulo Roberto Cunha voltou a cuidar de seus negócios particulares.

Em 2011, faleceu aos 68 anos de idade por conta de uma parada cardiorrespiratória no Instituto de Neurologia de Goiânia.

Casou-se com Maria das Graças da Silva Sousa Cunha, com quem teve três filhas.

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); NICOLAU, J. Dados; Popular (29/08/1999); Revista O Sucesso (20/11/2006); PREF. MUN. RIO VERDE. Portal Tribuna do Planalto. Disponível em: <http://tribunadoplanalto.com.br>. Acesso em 19/07/2013.

 

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