Custódio Antônio de Matos

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: MATOS, Custódio
Nome Completo: Custódio Antônio de Matos

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

MATOS, Custódio

* dep. fed. MG 1999-2006, 2007 e 2008 

Custódio Antônio de Matos  nasceu em Juiz de Fora (MG) no dia 3 de abril de 1948, filho de Custódio Lopes de Matos e de Ercília Ferreira de Matos. Foi registrado em Bicas (MG), onde moravam seus pais.

Em 1967 começou a estudar direito na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e foi aprovado em concurso para a prefeitura municipal. Filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em 1970, e no ano seguinte concluiu o curso de direito, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Fez mestrado em administração pública na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, entre 1971 e 1973. Nesse último ano passou a trabalhar como técnico de planejamento e pesquisa no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), onde permaneceria até 1983. Em 1974, foi professor em cursos de capacitação em planejamento para as secretarias de Planejamento em Natal e Manaus. Fez novo mestrado, em ciências sociais, na Universidade de Birmingham, na Inglaterra, em 1978 e 1979.

Em 1983, tornou-se diretor do Instituto e Pesquisa e Planejamento da Prefeitura de Juiz de Fora (Ipplan/PJF), onde trabalhou até 1986. Em 1987, tornou-se assessor do ministro da Previdência e Assistência Social. Entre 1987 e 1988, foi diretor financeiro do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps). Em 1988, participou da fundação do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e de então a 1989, foi secretário-adjunto da prefeitura de Belo Horizonte.

Em 1990 elegeu-se deputado estadual em Minas Gerais na legenda do PSDB. Entre 1991 e 1992, foi secretário-geral da executiva nacional do partido. Em 1992, foi eleito prefeito de Juiz de Fora, cargo que exerceu entre 1993 e 1997. Entre 1997 e 1998, foi diretor do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Também em 1997 concluiu uma especialização em gestão empresarial avançada para desenvolvimento de executivos pela Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais, e o Institut Européen d'Administration des Affaires (INSEAD), na França.

Em 1998 foi eleito deputado federal por Minas Gerais pela legenda do PSDB com 85.863 votos. Empossado em fevereiro de 1999, tornou-se um dos vice-presidentes do PSDB no biênio 1999-2000. Em 2001, foi escolhido como vice-líder do bloco formado na Câmara pelo PSDB e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em 2002, assumiu a vice-liderança do PSDB.

Em 2002, foi novamente eleito deputado federal por Minas na legenda do PSDB, com 98.901 votos. Assumiu o novo mandato em fevereiro de 2003, permanecendo na vice-liderança do PSDB na Câmara até 2004, quando assumiu a liderança. Ainda em 2004, concorreu à prefeitura de Juiz de Fora apoiado por Itamar Franco,mas foi derrotado no segundo turno. Manteve-se na liderança do partido até 2005. Nesse ano, assumiu o cargo de ouvidor-geral da Câmara. Em meio às investigações sobre o “mensalão”, teve seu nome citado por Marcos Valério como um dos beneficiários de recursos oriundos de suas contas para a campanha eleitoral de 1998 em Minas Gerais. Segundo Valério, apontado como operador do esquema, teria recebido 20 mil reais. Em sua defesa alegou que recebera o dinheiro da coordenação do PSDB no estado de Minas Gerais para arcar com pequenos gastos de campanha. Em 2005-2006, foi membro e segundo vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano, e membro da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

Em fins de 2006, foi eleito pela terceira vez deputado federal por Minas na legenda do PSDB, com 105.785 votos. Antes de tomar posse, licenciou-se do mandato anterior para ocupar a Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas Gerais. Assumiu o mandato de deputado em fevereiro de 2007 e voltou a licenciar-se, a fim de continuar como secretário em Minas Gerais. Em 2008, deixou a secretaria e voltou à Câmara, tornado-se membro titular da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. No mesmo ano, concorreu à prefeitura de Juiz de Fora. Elegeu-se prefeito com 148.137 votos no segundo turno. Renunciou ao mandato de deputado e assumiu a prefeitura em janeiro de 2009.

Tentou a reeleição em 2012, porém, não obteve êxito, tendo sido derrotado ainda no primeiro turno, quando ficou com a terceira colocação no pleito. Com o fim do mandato, deixou a prefeitura e, no ano seguinte, assumiu a secretaria de desenvolvimento de Belo Horizonte, a convite do prefeito da capital mineira, Márcio Lacerda.

Casado com Mary Cabreira, teve dois filhos.

 

 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em <http://www2.camara.leg.br>. Acesso em 12/10/2013; Portal do jornal Folha de São Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Disponível em 12/10/2013; Portal JF em Pauta. Disponível em <www.jfempauta.com>. Acesso em 01/10/2009; Portal da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora. Disponível em: <http://www.pjf.mg.gov.br>. Acesso em 01/10/2009; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 12/10/2013.

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados