DAMME, JOOST VAN

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Nome: DAMME, Joost van
Nome Completo: DAMME, JOOST VAN

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Joost Van Damme

DAMME, Joost van

* pres. Telebrás 1990-1991.

 

Joost van Damme nasceu em Opbrakel, na Bélgica, em 27 de outubro de 1937, filho de Pieter Omer van Damme e Martha Maria de Smet.

Fez o curso primário entre 1944 e 1949 numa escola da cidade belga de Zottegem. Em junho de 1949, veio para o Brasil com a família, radicando-se em Coronel Fabriciano (MG). Concluído o curso secundário em Belo Horizonte, ingressou em 1961 no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), onde graduou-se em engenharia eletrônica em 1965.

Nesse mesmo ano, mudou-se para Campina Grande (PB), onde lecionou as cadeiras de circuitos elétricos e eletromagnetismo e de eletrônica básica na Escola Politécnica da Universidade Federal da Paraíba até 1968. Nesse período, foi diretor técnico da Empresa Telefônica da Paraíba S.A., de maio de 1967 a junho de 1968.

Em julho de 1969, ingressou na filial de Recife da Indústria Brasileira de Eletricidade S.A. (Inbelsa), empresa do grupo Philips. Em março de 1971, foi transferido para a matriz, sediada em São Paulo. Deixando a multinacional em setembro seguinte, no mês de outubro foi contratado como engenheiro do Departamento Nacional de Telecomunicações (Dentel), aí permanecendo até dezembro de 1973.

Em fevereiro de 1974, ingressou na Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás) – empresa holding do setor de telecomunicações do Brasil – sendo, em seguida, nomeado diretor-presidente da Telecomunicações de Campina Grande (Telingra), operadora de serviços de telecomunicações recém-incorporada pela Telebrás. Nesse mesmo ano, assumiu o cargo de presidente da Telecomunicações da Paraíba (Telpa), empresa que incorporara a Telingra, tornando-se a única operadora de serviços de telecomunicações do estado da Paraíba. No exercício desse cargo, participou de diversos cursos e seminários, entre os quais o Seminário Grid de Desenvolvimento Gerencial, realizado em Salvador em 1977, o Management Course for Presidents, no Rio de Janeiro em 1978, o curso Business Strategies and Policies, realizado em Brasília em 1980, o Executive Program, promovido pela Universidade de Michigan (EUA) em junho de 1984, o Japanese Model of Business Administration, em Tóquio em 1984, e o seminário Telecommunications Management, promovido pela Bell Canada, em Toronto em 1984.

Em maio de 1985, assumiu a diretoria de operações da Telecomunicações de Brasília S.A. (Telebrasília), permanecendo nesse cargo até julho de 1988, quando foi, então, nomeado presidente da Telecomunicações do Rio de Janeiro (Telerj). Em maio de 1990, atendendo a convite do presidente Fernando Collor de Melo, tornou-se presidente da Telebrás, em substituição a Almir Vieira Dias.

Sua gestão à frente da holding foi marcada por iniciativas do governo federal em recuperar o setor, nem sempre bem-sucedidas. Essas medidas consistiram basicamente na redução dos quadros funcionais das empresas do Sistema Telebrás, obtidas por meio de demissões e programas de incentivo à aposentadoria, no redirecionamento da política industrial, que passou a orientar-se pelo trinômio “qualidade, produtividade e competitividade”, e no aumento do valor das tarifas, que à época representavam menos de 15% do valor praticado em 1975.

A despeito de 1990 ter registrado marca recorde na instalação de novos terminais (507 mil) e uma substancial redução dos níveis de congestionamento dos serviços telefônicos (de 31% em 1989 para 25% em 1990), o ano encerrou-se sem que fossem solucionados importantes problemas enfrentados pelo setor. O baixo volume de encomendas às empresas fabricantes de equipamentos e o não atendimento da demanda por serviços telefônicos – cerca de 1,2 milhões de usuários já haviam quitado o pagamento dos planos de expansão há mais de 24 meses sem que os telefones tivessem sido instalados – geravam um crescente descontentamento com relação à condução da política setorial. A decisão do governo federal de reduzir o orçamento da holding dos 70 milhões de dólares que lhe haviam sido destinados em 1990 para 60 milhões de dólares em 1991 – decisão que redundaria, sem dúvida, no agravamento da situação do setor – foi uma das razões que levaram van Damme a deixar a presidência da Telebrás em fevereiro de 1991. Ele foi substituído por Paulo Edmur Pollini, que permaneceu apenas dois meses e meio no cargo.

Retornando à Paraíba ainda em 1991, van Damme passou a lecionar no curso de administração da Universidade Federal da Paraíba. Em março de 1992, ingressou no mestrado em administração da universidade, elegendo finanças como área de concentração. Concluiu os créditos em julho de 1993.

Casou-se com Júlia van Damme, com quem teve um filho.

 

FONTES: CURRIC.BIOG.

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