DECIO HONORATO DE MOURA

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Nome: MOURA, Décio
Nome Completo: DECIO HONORATO DE MOURA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MOURA, DÉCIO

MOURA, Décio

*diplomata.; emb. Bras. Argentina 1964-1967.

 

Décio Honorato de Moura nasceu na cidade de São Paulo no dia 25 de junho de 1906.

Formou-se em 1927 pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal. Ainda em 1927, ingressou no mês de junho, por concurso, na carreira diplomática, tornando-se terceiro-oficial. A partir de maio do ano seguinte, esteve adido à legação brasileira em Montevidéu, condição em que permaneceu até abril de 1929, quando foi promovido a segundo-secretário. Após a Revolução de outubro de 1930 foi, nesse mesmo mês, designado encarregado de negócios do Brasil no Uruguai, exercendo a função até fevereiro de 1931.

Transferido em agosto de 1931 para Londres, aí permaneceu até maio de 1934, quando foi removido para a embaixada brasileira em Washington. Deixou a capital norte-americana em julho de 1938, retornando ao Brasil. Promovido a primeiro-secretário em dezembro do mesmo ano, foi nomeado oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores, Osvaldo Aranha, função em que permaneceu durante um ano. Ainda em 1939 foi secretário-geral do comissariado do Brasil na Feira Mundial de Nova Iorque e, em 1940, comissário-adjunto do Brasil na mesma promoção. Novamente designado, em março de 1941, chefe de gabinete do ministro Osvaldo Aranha, exerceu a função até agosto de 1944. Nesse ínterim, integrou a delegação brasileira à III Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas, realizada em janeiro de 1942 no Rio de Janeiro, e foi promovido, em dezembro de 1943, a ministro de segunda classe.

Cônsul-geral em Lisboa de junho de 1945 a janeiro de 1946, exerceu as funções de ministro plenipotenciário em Teerã, Irã, de setembro de 1947 a junho de 1950 e em Copenhague, Dinamarca, de julho de 1950 a abril de 1952. Ainda nesse ano, presidiu em junho de 1952 a comissão executiva da construção do novo prédio do Ministério das Relações Exteriores e foi promovido em julho a ministro de primeira classe.

Designado membro da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos e chefe do Departamento Econômico e Consular do Itamarati em 1953, ainda nesse ano atuou em abril como delegado brasileiro ao quinto período de sessões da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada no Rio de Janeiro. No ano seguinte tornou-se presidente da Comissão Consultiva do Trigo e, em janeiro, representante do Brasil na Comissão Mista Brasil-Argentina.

Ainda em 1954 foi nomeado em agosto embaixador do Brasil no Vaticano, função que exerceu até outubro de 1956, quando retornou ao Brasil para ocupar a Secretaria Geral do Itamarati. Permaneceria no cargo de novembro de 1956 até julho de 1958 e, nesse período, exerceu interinamente, em setembro de 1957, a função de ministro das Relações Exteriores, durante a ausência do titular, José Carlos de Macedo Soares. Presidente, de setembro de 1957 a janeiro de 1958, da Comissão Consultiva de Acordos Comerciais e da Comissão de Transferência da Sede da Secretaria de Estado para Brasília, voltou a substituir em novembro de 1957 Macedo Soares à frente do ministério.

Chefe da seção brasileira na Comissão Mista Brasil-Peru em fevereiro de 1958, integrou, em dezembro desse ano a comissão para estudo e planejamento do novo edifício do Itamarati em Brasília. No ano seguinte diplomou-se pela Escola Superior de Guerra (ESG) e tornou-se membro da comissão interministerial de estudo das questões relativas às Northern Utilities. Empossado em dezembro de 1960 embaixador do Brasil em Tóquio, lá permaneceu até outubro de 1963, quando foi incumbido de exercer, em substituição a Hélio Antônio Scarabotolo, a mesma função em Buenos Aires. Durante sua permanência na capital argentina, chefiou em 1965 a delegação brasileira à Reunião de Coordenação e Legislação sobre Transportes Rodoviários e, no ano seguinte, a delegação brasileira à Reunião para Elaboração do Convênio sobre Transportes Terrestres Brasil-Argentina-Uruguai, ambas realizadas naquela cidade. Em 1967 foi substituído nessa embaixada por Manuel Pio Correia Júnior.

Transferido para a embaixada do Brasil em Beirute, Líbano, em 1968, exerceu a função cumulativamente com as de titular da legação brasileira em Aman, Jordânia, a partir de 1969, e em Riad, Arábia Saudita, a partir de 1970. Em 1971 deixou as três embaixadas.

Faleceu em Roma no dia 11 de julho de 1972.

 

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; CONSULT. MAGALHÃES, B.; Encic. Mirador; GUIMARÃES, A. Dic.; MIN. REL. EXT. Anuário (1960, 1961 e 1971).

 

 

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