DELFIM MOREIRA DA COSTA RIBEIRO JUNIOR

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Nome: MOREIRA JÚNIOR, Delfim
Nome Completo: DELFIM MOREIRA DA COSTA RIBEIRO JUNIOR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MOREIRA JÚNIOR, DELFIM

MOREIRA JÚNIOR, Delfim

*rev. 1930; const. 1934; dep. fed. MG 1934-1937.

 

Delfim Moreira da Costa Ribeiro Júnior nasceu na fazenda Delta, no município de Santa Rita do Sapucaí (MG), no dia 28 de setembro de 1904, filho de Delfim Moreira da Costa Ribeiro — presidente de Minas Gerais de 1914 a 1918 e presidente da República de 1918 a 1919 — e de Francisca Ribeiro de Abreu Moreira.

Fez os primeiros estudos no Instituto Moderno de Educação em sua cidade natal, e o curso de humanidades no Colégio Aldridge, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Ingressou em seguida na Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais. Ainda estudante, participou da campanha da Reação Republicana, movimento que, entre 1921 e 1922, promoveu a candidatura de Nilo Peçanha à presidência da República em oposição à de Artur Bernardes, afinal eleito em março de 1922. Bacharelou-se em dezembro de 1926.

No ano seguinte foi nomeado promotor de justiça em Santa Rita do Sapucaí, mas não chegou a exercer a função, dedicando-se à advocacia em seu escritório particular.

Em 1929 fundou o Santa Rita Jornal, engajando-se ainda nesse ano na campanha da Aliança Liberal (1929-1930), para a qual organizou comícios e caravanas em vários municípios do sul de Minas Gerais. Empenhado na campanha pela vitória de Getúlio Vargas nas eleições de março de 1930 para a presidência da República, recusou convite para integrar a Concentração Conservadora, movimento criado em seu estado a partir de uma dissidência do Partido Republicano Mineiro (PRM) majoritariamente integrado à Aliança Liberal — para patrocinar as candidaturas de Júlio Prestes e Vital Soares, respectivamente a presidente e vice-presidente da República, ambas apoiadas pelo governo federal. Após as eleições, que deram a vitória à chapa situacionista, fundou o Comitê Revolucionário Santa-Ritense, pregando até mesmo o recurso às armas, se fosse necessário, para chegar ao poder. Em conseqüência, ficou sob severa vigilância do governo federal.

Com a deflagração do processo revolucionário em outubro de 1930, incorporou-se como soldado às tropas da coluna da Força Pública de Minas Gerais, comandadas pelo capitão João Lemos da Silva. Promovido a capitão, passou a integrar o estado-maior da coluna. Quando as forças federais, sob o comando de Abílio Resende, invadiram o sul de Minas Gerais, foram organizadas diversas incursões para prendê-lo, mas sem êxito. Após a vitória da revolução, recusou vários oferecimentos de cargos feitos pelo presidente estadual Olegário Maciel, retornando à advocacia.

Voltou às atividades políticas em 1933, quando se elegeu em maio deputado à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do Partido Progressista (PP) mineiro. Empossado em novembro de 1933, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (16/7/1934) e a eleição do presidente da República no dia seguinte, teve o mandato prorrogado até maio de 1935. Em outubro de 1934 foi eleito, ainda na legenda do PP, deputado federal por Minas Gerais. Permanecendo na Câmara, exerceu o mandato até novembro de 1937, quando, com o advento do Estado Novo, foram suprimidos todos os órgãos legislativos do país. Ingressou então na Justiça do Trabalho, tornando-se mais tarde juiz do Tribunal Superior do Trabalho.

Moreira Júnior foi também professor de história do Brasil, de história da civilização e de educação física na escola normal oficial de Santa Rita, da qual foi vice-diretor durante cerca de cinco anos. Foi fundador e secretário da Sociedade Filantrópica Santa-Ritense, delegado do Conselho Penitenciário e redator e diretor do Correio do Sul.

Faleceu em Santa Rita do Sapucaí no dia 20 de outubro de 1964.

Era casado com Lurdes de Andrade.

Deixou publicados diversos discursos, conferências e pareceres.

 

 

FONTES: Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; Câm. Dep. seus componentes; CONSULT. MAGALHÃES, B.; CONSULT. RAMOS, P.; Diário do Congresso Nacional; GODINHO, V. Constituintes; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76).

 

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