DEMETRIO MERCIO XAVIER

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Nome: XAVIER, Demétrio
Nome Completo: DEMETRIO MERCIO XAVIER

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
XAVIER, DEMÉTRIO

XAVIER, Demétrio

*const. 1934; dep. fed. RS 1935-1937.

 

Demétrio Mércio Xavier nasceu em Dom Pedrito (RS) no dia 25 de março de 1893, filho de Demétrio Cândido Xavier e de Delfina Mércio Xavier. Seu avô paterno foi José Xavier Demétrio, barão de Upocoraí, e seu avô materno, o brigadeiro Camilo Mércio Pereira, participou da Guerra dos Farrapos (1835-1845). Ambos participaram da Guerra do Paraguai (1865-1870) e foram importantes chefes políticos no Rio Grande do Sul, especialmente na zona da fronteira na época do Império. Pertenciam ao Partido Liberal (PL), chefiado pelo conselheiro Gaspar da Silveira Martins.

Fez seus estudos no Colégio Salesiano, em Bajé (RS), e no Ginásio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 1916, tendo sido contemporâneo de Osvaldo Aranha.

Em 1923 participou da revolta contra o governo estadual gaúcho. Antônio Augusto Borges de Medeiros, do Partido Republicano Rio-Grandense, havia sido eleito presidente do estado pela quinta vez e sua eleição foi contestada pelas oposições, dando início a um movimento armado que se estendeu de janeiro a dezembro de 1923, terminando com a assinatura do Pacto de Pedras Altas. Segundo esse documento, a oposição reconhecia Borges de Medeiros como presidente, mas a Constituição do Rio Grande do Sul seria reformada para impedir a reeleição dos presidentes estaduais e a nomeação dos vice-presidentes pelo Executivo.

Proprietário de terras, pecuarista e advogado em sua cidade, Demétrio Xavier fez parte da Associação Rural do Rio Grande do Sul, tendo sido vice-presidente do I Congresso de Criadores em Porto Alegre. Fundou em Dom Pedrito o jornal A Época, através do qual fez oposição ao intendente municipal. Eleito pela oposição deputado estadual no Rio Grande do Sul para a legislatura de 1924 a 1926, assumiu seu mandato na Assembléia Legislativa em 1924. Em 1932, durante a Revolução Constitucionalista ocorrida em São Paulo, foi subchefe de polícia na fronteira e prefeito de Dom Pedrito.

Foi um dos fundadores do Partido Republicano Liberal (PRL), criado sob a liderança do interventor José Antônio Flores da Cunha, em cuja legenda foi eleito deputado à Assembléia Nacional Constituinte pelo Rio Grande do Sul no pleito de maio de 1933. Contou também com o apoio da Liga Eleitoral Católica (LEC), criada em 1932 no Rio de Janeiro com o objetivo de mobilizar o eleitorado católico para que apoiasse os candidatos comprometidos com a doutrina social da Igreja. Assumiu seu mandato em novembro de 1933, participando dos trabalhos constituintes. Depois da promulgação da nova Carta (16/7/1934) e da eleição do presidente da República no dia seguinte, teve seu mandato prorrogado até maio de 1935. No pleito de outubro de 1934 foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul, na legenda do PRL, permanecendo na Câmara até 10 de novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu os órgãos legislativos do país.

No período de 1940 a 1941 foi membro da Comissão de Estudos dos Negócios Estaduais.

Foi ainda sócio do Instituto dos Advogados Brasileiros, seção Rio Grande do Sul.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 9 de setembro de 1955.

Era casado com Gemina Camargo Xavier.

Publicou O Rio Grande do Sul e a unidade nacional (1937).

 

 

FONTES: Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; Câm. Dep. seus componentes; Diário do Congresso Nacional; GODINHO, V. Constituintes; Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (9/9/81); MELO, L. Subsídios; SILVA, R. Notas; VILAS BOAS, P. Notas.

 

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