DINIZ, ALBERTO AUGUSTO

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Nome: DINIZ, Alberto Augusto
Nome Completo: DINIZ, ALBERTO AUGUSTO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DINIZ, ALBERTO AUGUSTO

DINIZ, Alberto Augusto

*gov. AC 1926; const. 1934; dep. fed. AC 1935-1937.

 

Alberto Augusto Diniz nasceu em Barbacena (MG) no dia 30 de outubro de 1868, filho de Francisco José Diniz e de Ambrosina de Oliveira Pena Diniz, ambos descendentes de tradicionais famílias mineiras.

Estudou no Colégio Abílio, em sua cidade natal, transferindo-se em seguida para São Paulo, onde obteve em 1890 o grau de bacharel pela Faculdade de Direito. Entre seus colegas de faculdade, figuravam Venceslau Brás e Delfim Moreira, futuros presidentes da República.

Retornando a Minas Gerais, em 1891 foi nomeado promotor público em Ouro Preto, então capital do estado. Designado juiz municipal de São João del Rei em 1892, permaneceu pouco mais de um ano no cargo. Advogado ativo nas cidades mineiras de Leopoldina e Manhuaçu, em 1895 foi nomeado diretor da Recebedoria de Minas Gerais pelo presidente do estado, Crispim Jacques Bias Fortes, exercendo o cargo até 1898. Tornou-se então fiscal do governo mineiro junto ao Banco de Crédito Real de Minas Gerais em Juiz de Fora. Nesta cidade, manteve escritório de advocacia associado a Feliciano Pena e Constantino Paleta.

Em 1908, foi nomeado desembargador do Tribunal de Apelação do território do Acre, que sob a sua presidência se instalou na cidade acreana de Sena Madureira. Em 1910, participou da campanha pela eleição de Rui Barbosa à presidência da República, a chamada Campanha Civilista. Nomeado governador do território do Acre pelo presidente Artur Bernardes em 1926, permaneceu pouco tempo no cargo, deixando-o ainda no mesmo ano, já no governo de Washington Luís, por motivo de saúde. Nos anos seguintes, aderiu à campanha da Aliança Liberal tendo participado da Revolução de 1930.

Em maio de 1933, elegeu-se pelo Acre deputado à Assembléia Nacional Constituinte na legenda da Lista Chapa Popular, com o apoio da Liga Eleitoral Católica. Embora fosse amigo do interventor federal no território, Francisco de Paula Assis Vasconcelos, discordara politicamente do programa da Legião Autonomista, partido formado pelo interventor, elegendo-se com um programa de oposição ao governo federal. Empossado em novembro de 1933, liderou a bancada acreana na Constituinte — integrada ainda por mais um deputado. Após a promulgação da nova Carta Constitucional e a eleição de Getúlio Vargas à presidência da República pela Assembléia em julho de 1934, teve o mandato estendido até maio de 1935. Concorreu às eleições para a Câmara realizadas em outubro de 1934, sendo eleito na legenda do Partido Popular do Acre. Dois anos mais tarde, em maio de 1937, representou seu partido na convenção que lançou a candidatura de José Américo de Almeida à presidência da República nas eleições previstas para 1938. Com o advento do Estado Novo (10/11/1937), que suprimiu os órgãos legislativos do país, perdeu seu mandato parlamentar.

Morreu no dia 16 de outubro de 1956.

Foi casado com Maria Helena de Abranches Diniz, também de tradicional família mineira.

Deixou publicados O Acre judiciário, No coração do inferno verde e O Acre na Constituinte (1935).

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais; Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; Câm. Dep. seus componentes; CONSULT. MAGALHÃES, B.; Diário de Notícias, Rio (26/5/37); GODINHO, V. Constituintes; VELHO SOBRINHO, J. Dic.

 

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