DIONISIO ASSIS DAL-PRA

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Nome: DAL-PRÁ, Dionísio
Nome Completo: DIONISIO ASSIS DAL-PRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DAL-PRÁ, DIONÍSIO

DAL-PRÁ, Dionísio

*dep. fed. PR 1987-1991; const. 1987-1988.

 

Dionísio Assis Dal-Prá nasceu em Lagoa Vermelha (RS) no dia 26 de agosto de 1929, filho de Domingos Dal-Prá e de Ida Ravizoni Dal-Prá.

Agricultor e pecuarista, elegeu-se por duas vezes consecutivas vereador de Alto Paraná (PR) na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), para as legislaturas de 1955 a 1959 e de 1959 a 1963. Entre 1965 e 1968, presidiu o sindicato patronal rural de Paranavaí (PR). Nesse período, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao regime militar instaurado no Brasil em abril de 1964. Eleito prefeito de Paranavaí pelo PTB, exerceu o mandato de 1969 a 1973.

Fundador da Sociedade Rural do Nordeste do Paraná, presidiu a entidade por oito anos. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979, transferiu-se para o Partido Democrático Social (PDS) — agremiação que sucedeu à antiga Arena — sob a liderança do ex-governador Nei Braga. Mais tarde, deixou essa agremiação e se filiou ao Partido da Frente Liberal (PFL), fundado em 1985. Ainda neste ano, participou de ciclo de estudos de política, promovido pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).

No pleito de novembro de 1986, elegeu-se deputado federal constituinte pelo Paraná, na legenda do PFL, tendo como base eleitoral a região noroeste do estado, principalmente o município de Paranavaí. Empossado em fevereiro de 1987, quando iniciaram os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), foi membro titular da Subcomissão dos Direitos dos Trabalhadores e Servidores Públicos da Comissão da Ordem Social, e suplente da Subcomissão da União, Distrito Federal e Territórios e da Comissão da Organização do Estado.

Ligado à União Democrática Ruralista (UDR), entidade representativa dos grandes proprietários rurais, nas principais votações da Constituinte manifestou-se contra o rompimento de relações diplomáticas com países que adotam uma política de discriminação racial, a limitação do direito de propriedade privada, o aborto, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, o voto aos 16 anos, a nacionalização do subsolo, o limite de 12% ao ano para os juros reais, a proibição do comércio de sangue, a limitação dos encargos da dívida externa, a criação de fundo de apoio à reforma agrária, a legalização do jogo do bicho e a desapropriação da propriedade produtiva. Votou a favor da pena de morte, do presidencialismo, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e da anistia a micro e pequenos empresários.

Com a promulgação da nova Carta em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários.

Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, sem ter tentado a reeleição no pleito de outubro do ano anterior.

Passou a dedicar-se à sua concessionária de veículos Mercedes-Benz em Paranavaí e à administração de suas propriedades rurais na região. Continuou filiado ao PFL, mesmo após a mudança da sigla para Democratas (DEM) em março de 2007, participando ativamente das atividades da Sociedade Rural do Noroeste do Paraná, do qual foi um dos diretores por várias gestões. Em 2007 voltou a ser eleito para seu quarto mandato na presidência da associação e permaneceu no cargo até julho de 2009. Na época de sua sucessão, apoiou a candidatura de Deusdete Ferreira de Cerqueira, que já havia sido presidente da entidade por cinco mandatos, e foi derrotado por José Gilberto Pratinha, eleito com uma proposta de renovação da entidade e de oposição às gestões anteriores. Após a posse de Pratinha no cargo, Dionísio Dal Pra divulgou uma carta contendo várias acusações à nova diretoria que teve grande repercussão nos meios ruralistas da região da Paranavaí

Casou-se com Clari Pontello Dal-Prá, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Diário do Noroeste (18/7/09); INF. BIOG;.

 

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