DIRCEU DE ARAUJO NOGUEIRA

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Nome: NOGUEIRA, Dirceu
Nome Completo: DIRCEU DE ARAUJO NOGUEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NOGUEIRA, DIRCEU

NOGUEIRA, Dirceu

*militar; ch. Depto Eng. Comunic. Ex. 1971-1974; min. Transp. 1974-1979.

 

Dirceu de Araújo Nogueira nasceu em Santana do Livramento (RS) no dia 16 de maio de 1912, filho de Carlos Domingos Nogueira e de Maria Araújo Nogueira.

Depois de fazer o curso secundário no Colégio Militar de Porto Alegre, transferiu-se para a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde sentou praça em abril de 1931. Tendo optado pela arma de engenharia, em janeiro de 1934 recebeu a patente de segundo-tenente. Foi promovido a primeiro-tenente em maio de 1936, a capitão em maio do ano seguinte, a major em junho de 1944, a tenente-coronel em julho de 1951 e a coronel em março de 1955.

Promovido a general-de-brigada em março de 1964, aderiu ao movimento político-militar deflagrado no dia 31 desse mês, que, vitorioso, destituiu o presidente João Goulart. Em março de 1967, já durante o governo do marechal Artur da Costa e Silva, passou a general-de-divisão, assumindo em seguida o comando da 8ª Região Militar (8ª RM), sediada em Belém. Em julho de 1971 foi promovido a general-de-exército e em setembro seguinte assumiu a chefia do Departamento de Engenharia e Comunicações do Exército, em substituição ao general Rodrigo Otávio Jordão Ramos.

Ministro dos Transportes

No início de 1974, foi convidado pelo presidente Ernesto Geisel para ocupar a pasta dos Transportes durante seu período governamental, em substituição a Mário Andreazza. Tendo aceito a incumbência, deixou a chefia do Departamento de Engenharia e Comunicações no dia 14 de março, transmitindo-a ao general Venitius Nazaré Notare. Tomou posse no Ministério dos Transportes no dia seguinte, quando teve início o governo Geisel, e, na ocasião, fez declarações acerca da necessidade de uma substancial mudança estratégica na política de transportes, devido à intensificação da crise internacional do petróleo. Dois dias depois assinou sua ficha de filiação ao partido governamental, a Aliança Renovadora Nacional (Arena), afirmando em entrevista à imprensa seu propósito de participar de todas as realizações do partido e de contribuir para sua vitória no pleito de novembro daquele ano. Ainda em 1974 foi transferido para a reserva.

Entre suas iniciativas como ministro dos Transportes, destacaram-se a inauguração dos primeiros 320km da rodovia que liga o Rio de Janeiro a Santos (SP), em setembro de 1975, e a criação, no mesmo mês, do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Transportes Urbanos, que representou o apoio do governo federal ao setor dos transportes nos municípios e áreas mais densamente povoadas. Em março de 1976 foi anunciada a desaceleração das obras de construção da Ferrovia do Aço, sob a alegação de carência de verbas; em julho foi inaugurada a primeira pista da rodovia dos Imigrantes, em São Paulo, e em outubro abriu-se ao tráfego a rodovia entre Joaçaba e Campos Neves, em Santa Catarina. Em 1977 foi inaugurada a rodovia BR-174, ligando Manaus a Caracaraí (RR), cuja construção, iniciada ainda na administração de Andreazza, suscitara muitas controvérsias devido ao fato de seu percurso cortar território da reserva indígena dos naquiri-atroaris, localizada no Amazonas.

Em janeiro de 1978 foi entregue ao público o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o primeiro no país com instalações adequadas para receber aviões supersônicos. Umas das últimas obras concluídas durante sua administração foi a Ferrovia do Trigo, em dezembro do mesmo ano. A construção da ferrovia ligando Rosa Sales a Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, que tivera seu projeto aprovado em 1973, era meta prioritária devido à sua importância para a economia nacional. No dia 15 de março de 1979, com o fim do governo do general Geisel, deixou o Ministério dos Transportes, sendo substituído por Eliseu Resende.

Reformado em 1985, a partir de então retirou-se para a vida privada, não voltando a se dedicar a nenhuma atividade profissional.

No decorrer de sua carreira militar fez os cursos da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) e da Escola Superior de Guerra da França. Instrutor da ECEME e da Diretoria de Ensino do Exército e adjunto do Estado-Maior do Exército (EME), chefiou ainda a Diretoria de Engenharia e os gabinetes da Diretoria de Transportes e da Diretoria de Material de Engenharia. Chefe do estado-maior do III e do I exércitos e do Departamento de Produções e Obras do Exército, além de vice-chefe do EME, comandou também o 1º Batalhão Ferroviário e o 1º Grupamento de Engenharia.

Faleceu em Rio de Janeiro no dia 6 de abril de 2002.

Casado com Abigail Faria Nogueira, teve duas filhas.

 

FONTES: CORRESP. SECRET. GERAL EXÉRC.; Encic. Barsa (1975, 1976, 1977 e 1978); Globo (11/4/02); INF. Rosana Nogueira; Jornal do Brasil (15/4/74 e 18/3/76); MIN. VIAÇÃO. Dados; Perfil (1974); Veja (27/2/74).

 

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