DJALMA BASTOS DE MORAIS

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Nome: MORAIS, Djalma
Nome Completo: DJALMA BASTOS DE MORAIS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MORAIS, DJALMA

MORAIS, Djalma

*militar; min. Comunic. 1993-1994.

Djalma Bastos de Morais nasceu em Maceió no dia 16 de março de 1937, filho de Demóstenes de Morais Filho e de Alice da Rocha Bastos de Morais.

Fez o ensino fundamental em sua cidade natal, transferindo-se depois para Barbacena (MG), onde cursou o científico na Escola Preparatória de Cadetes do Ar. Em 1960, tornou-se oficial do Exército pela Escola Militar das Agulhas Negras de Resende (RJ) e, três anos depois, deixou incompleto o curso de filosofia da Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

Formado em engenharia de comunicações pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) do Rio de Janeiro em 1966, nesse mesmo ano desistiu do curso de matemática que realizava na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1967, fixou-se em Juiz de Fora (MG), assumindo a chefia do departamento técnico da Telefônica Municipal S.A. (Telemusa). Nesse ano, foi admitido como professor de princípios de comunicações e de cálculo avançado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), tornando-se também subchefe do serviço de rádio da 4ª Região Militar, órgão que passou a chefiar no ano seguinte.

Ainda em 1968, empregou-se como professor de cálculo e matemática financeira na Faculdade de Ciências Contábeis Machado Sobrinho, cargo que ocupou por cinco anos. Em 1972, renunciou à carreira militar, na patente de capitão. Em novembro, com a passagem do controle acionário da Telemusa para as Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás), tornou-se superintendente técnico da empresa e em 1973 superintendente de operações.

Admitido pelo sistema Telebrás em abril de 1974, logo assumiu a diretoria de operações das Telecomunicações do Amazonas S.A. (Telemazon), função que em setembro de 1975 passou a exercer nas Telecomunicações de Mato Grosso S.A. (Telemat). Foi nomeado assessor da diretoria de operações da Telebrás em maio de 1978 e ocupou nos anos seguintes vários cargos de direção na empresa, tendo chefiado a divisão de administração de serviços da diretoria de operações (1981-1982), a divisão de administração de desempenho (1982-1984) e a divisão de coordenação da expansão (1987-1990) da diretoria de planejamento e engenharia e o departamento de operações (1990).

Em outubro de 1990, na gestão do governador Newton Cardoso (1987-1991), foi indicado para a presidência das Telecomunicações de Minas Gerais S.A. (Telemig). Mantido no cargo durante a segunda administração de Hélio Garcia (1991-1995), em maio de 1993 Morais foi acusado de ter favorecido empreiteiras num programa de implantação de telefones no estado. O caso resultou em abertura de inquérito pela Polícia Federal, contudo acabou sendo arquivado por solicitação do Ministério Público.

Em dezembro afastou-se da Telemig e assumiu o Ministério das Comunicações no governo Itamar Franco (1992-1994) em substituição a Hugo Napoleão. Deixou a pasta por ocasião da posse do novo presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, em 1º de janeiro de 1995, sendo sucedido por Sérgio Mota. Após deixar o ministério, Morais teve seu nome citado em novas denúncias. Dessa vez, foi acusado de haver promovido centenas de concessões para serviços de telecomunicações nos últimos cinco dias de sua gestão. Segundo os jornais, o ex-ministro seria sócio de uma das empresas contempladas, a LPM Consultoria e Representações Ltda., suspeita que levou o Partido dos Trabalhadores (PT) a entrar com uma representação junto à Procuradoria Geral da República pedindo a abertura de inquérito civil para investigar suas ligações com o dono da LPM.

Nessa época, em fevereiro de 1995, outros ministros do governo de Itamar Franco encontravam-se envolvidos em escândalos, comprometendo a imagem de honestidade e moralidade pública com a qual o ex-presidente buscara marcar sua administração. Em decorrência disso, Itamar determinou que seus antigos auxiliares viessem a público refutar todas as acusações, chegando a dizer, segundo matéria do jornal O Globo, que não iria “acobertar ninguém”. Logo em seguida, Morais convocou a imprensa e negou as insinuações de apadrinhamento, afirmando que o número excessivo de concessões feitas nos últimos dias de sua gestão diziam respeito apenas ao acúmulo de portarias que deveriam ter sido enviadas para publicação no Diário Oficial. As denúncias, contudo, não tiveram maiores desdobramentos.

Em julho, Morais foi nomeado vice-presidente da Petrobras Distribuidora S.A. Permaneceu nesse cargo até janeiro de 1999, quando, a convite do governador Itamar Franco, assumiu a presidência da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Em 2009, continuava nesse cargo.

Casou-se com Maria Teresa Andrade Jardim de Morais, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; Folha de S. Paulo (24/12/93, 19 e 24/2/95); Globo (24/2 e 17/9/95); Jornal do Brasil (24/12/93 e 24/2/95); http://www.cemig.com.br/ acesso 23/11/09.

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