DJALMA VIEIRA PASSOS

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Nome: PASSOS, Djalma
Nome Completo: DJALMA VIEIRA PASSOS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PASSOS, DJALMA

PASSOS, Djalma

*dep. fed. AM 1963-1967.

 

Djalma Vieira Passos nasceu em Boca do Acre (AC) no dia 19 de julho de 1923, filho do comerciante e arrendatário de seringais Diomedes Vieira Passos e de Joana Crispim de Sousa.

Estudou no Colégio Estadual do Amazonas e em 1943 ingressou na Polícia Militar do estado, instituição na qual permaneceria até 1955. Formado em direito em 1951 pela Faculdade de Direito do Amazonas, em outubro de 1954 elegeu-se vereador à Câmara Municipal de Manaus, exercendo o mandato entre 1955 e 1958. Eleito deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD) em outubro deste ano, assumiu um assento na Assembléia Legislativa amazonense no início de 1959. Em outubro de 1962, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Amazonas na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Eleito, encerrou o mandato de deputado estadual em janeiro de 1963 e, no mês seguinte, assumiu sua cadeira na Câmara.

Em conseqüência da extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e da posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se, em 1966, ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Candidato à reeleição no pleito de novembro de 1966, obteve apenas a segunda suplência da bancada emedebista amazonense. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1967, ao final da legislatura.

Diretor da Coordenação do Desenvolvimento de Brasília (Codebrás) entre abril de 1967 e setembro de 1969, voltou a candidatar-se a deputado federal pelo MDB nas eleições de novembro de 1970, ainda dessa vez conseguindo apenas a primeira suplência. Transferindo-se para a Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido governista, disputou, por sua nova legenda, um assento na Câmara dos Deputados no pleito de novembro de 1974, sendo uma vez mais derrotado. Assessor jurídico da Secretaria de Justiça do Amazonas entre 1975 e 1976, no ano seguinte tornou-se secretário-geral de Justiça do estado. Em novembro de 1978 tentou uma vaga no Senado na bancada do Amazonas, pela legenda arenista, mas não logrou eleger-se.

No pleito de novembro de 1986, candidatou-se ao governo do estado do Amazonas pelo Partido Democrático Social (PDS), agremiação sucessora da Arena, mas o Executivo estadual acabou sendo ocupado pelo candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) Amazonino Mendes.

Djalma Passos foi ainda presidente do PDS amazonense. Exerceu também as atividades de escritor, jornalista e editor do Jornal do Comércio, do Amazonas. Dedicou-se também ao estudo da vida e obra de Joaquim Nabuco.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 18 de junho de 1989.

Era casado com Alcina Raposo Passos, com quem teve três filhos.

Publicou Poemas do tempo perdido (1949), As vozes amargas (1952), Tempo a distância (1955), Bazar de angústias (1972), Ocupação da Amazônia e outros problemas (1974).

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); INF. Amazonina Raposo Passos Teles de Sousa; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (8 e 9).

 

 

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