DOMICIO GONDIM BARRETO

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Nome: GONDIM, Domício
Nome Completo: DOMICIO GONDIM BARRETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GONDIM, DOMÍCIO

GONDIM, Domício

*dep. fed. PB 1959 e 1960; sen. PB 1963 e 1966-1978.

 

Domício Gondim Barreto nasceu em Areia (PB) no dia 12 de julho de 1922, filho de Gutemberg Barreto e de Edite Gondim Barreto. Seu tio Pedro Moreno Gondim foi governador da Paraíba de 1958 a 1960 e de 1961 a 1966 e deputado federal pelo mesmo estado de 1967 a 1969, quando foi cassado.

Estudou no Colégio Bittencourt da Silva, em Niterói, formando-se em engenharia pela New York University e em administração de vôo pela Spartan School of Aeronautics, em Tulsa, Oklahoma, nos EUA. Exerceu a presidência da Brasilmaia Corporation, sediada em Nova Iorque, e a diretoria comercial de sua subsidiária no Rio de Janeiro, a Brasilmaia Importadora e Exportadora S.A., até 1958. Empresário, industrial e engenheiro, em outubro desse ano candidatou-se à Câmara dos Deputados pela Paraíba na legenda do Partido Social Democrático (PSD), obtendo apenas uma suplência. Exerceu o mandato de 24 de julho a 31 de agosto de 1959 e de 18 de agosto a 25 de outubro do ano seguinte.

No pleito de outubro de 1962 elegeu-se suplente do senador pela Paraíba João Agripino, na legenda da coligação formada entre a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Democrata Cristão (PDC). Substituindo o titular, exerceu o mandato de julho a setembro do ano seguinte, participando, como suplente, das comissões de Agricultura e Política Rural, do Polígono das Secas, de Redação, de Constituição e Justiça, de Finanças e de Relações Exteriores do Senado.

Após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar. Nessa legenda, assumiu efetivamente o mandato de senador em fevereiro de 1966, após a posse de João Agripino, em 31 de janeiro, no governo da Paraíba. Tornou-se membro efetivo das comissões de Minas e Energia — da qual foi vice-presidente —, de Legislação Social, de Indústria e Comércio, de Ajustes Internacionais e de Legislação sobre Energia Atômica, integrando ainda, como suplente, as comissões de Agricultura e Política Rural, do Polígono das Secas, de Transportes e Comunicações, de Obras Públicas, de Economia e de Segurança Nacional do Senado. Reeleito em novembro de 1970, voltou a participar na legislatura iniciada em 1971 das comissões de Legislação Social e de Minas e Energia, atuando ainda como suplente da Comissão de Economia do Senado.

Gravemente enfermo, em março de 1978 compareceu de maca para votar na convenção da Arena que indicou o general João Batista Figueiredo como candidato às eleições indiretas para a presidência da República. No mês seguinte viajou para os EUA, onde se submeteu a tratamento médico. De volta ao Brasil em fins de maio, foi conduzido diretamente para o Hospital dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro, onde faleceu na madrugada do dia 5 de junho de 1978.

Foi também fundador da Industrial e Arrendamento S.A. — Inasa e presidente da Companhia Mercantil e Industrial Ingá, dedicada à mineração de zinco em Itaguaí (RJ), da Companhia Industrial e Comercial de Pesca e da Mineração Areiense S.A. — MASA.

Era casado com Brigite Barreto, com quem teve seis filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); Diário do Congresso Nacional; Jornal do Brasil (17/7/75, 6/6/78 e 3/6/79); Perfil (1972); SENADO. Dados; SENADO. Dados biográficos (1975-1979); SENADO. Endereços; SENADO. Relação.

 

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