EDEN JOSE RODRIGUES PEDROSO

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Nome: PEDROSO, Éden
Nome Completo: EDEN JOSE RODRIGUES PEDROSO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PEDROSO, ÉDEN

PEDROSO, Éden

*dep. fed. RS 1991-1995.

Éden José Rodrigues Pedroso nasceu em Passo Fundo (RS) no dia 15 de maio de 1943, filho de Donato Pedroso e de Joanita Rodrigues Pedroso.

Líder estudantil e presidente da ala jovem do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), com a extinção dos partidos políticos e o advento do bipartidarismo decorrente do Ato Institucional nº 2 (AI-2) de 27 de outubro de 1965, baixado pelo governo do general Humberto Castelo Branco, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em 1972, formou-se em economia pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Foi fiscal de tributos estaduais, atuando em diversos municípios do Rio Grande do Sul.

Após a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, foi um dos fundadores em 1981 do Partido Democrático Trabalhista (PDT) em sua cidade natal, agremiação liderada nacionalmente pelo ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola.

No ano seguinte obteve o título de bacharel em direito pela UPF e em novembro de 1986 disputou seu primeiro cargo eletivo, candidatando-se a deputado estadual constituinte na legenda do PDT. Vitorioso, iniciou seu mandato em fevereiro de 1987, tornando-se líder de seu partido na Assembléia Legislativa gaúcha e presidente da Comissão Especial sobre a Participação do Estado no Ensino Superior. Deixou a liderança do PDT em 1988 e foi presidente da Comissão Temática sobre o Sistema Tributário e da Comissão de Segurança Pública e Política Penitenciária.

Nas eleições de outubro de 1990, elegeu-se deputado federal pelo Rio Grande do Sul na legenda do PDT, assumindo sua cadeira em fevereiro do ano seguinte. Na Câmara dos Deputados, foi titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação e suplente da Comissão de Minas e Energia e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a reforma administrativa do governo federal e sobre o fechamento de agências e postos do Banco do Brasil no país.

Na sessão da Câmara de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura de um processo de impeachment contra o presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade pela CPI que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da chefia do Executivo após a votação da Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes mesmo da conclusão de seu julgamento pelo Senado. Foi substituído na presidência pelo vice Itamar Franco, que vinha ocupando o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Transferindo-se para o Partido dos Trabalhadores (PT), no pleito de outubro de 1994 Pedroso foi candidato a vice-governador do Rio Grande do Sul na chapa do partido encabeçada por Olívio Dutra. Credenciando-se para disputar o segundo turno em novembro com Antônio Brito, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Olívio foi, no entanto, derrotado pelo candidato peemedebista.

Pedroso deixou a Câmara em janeiro de 1995, ao final de seu mandato.

Casou-se com Elena Foscarin Pedroso, com quem teve três filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Globo (30/9/92); INF. PT-PASSO FUNDO; Perfil parlamentar/IstoÉ.

 

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