EDGAR BATISTA PEREIRA

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Nome: PEREIRA, Batista
Nome Completo: EDGAR BATISTA PEREIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PEREIRA, BATISTA

PEREIRA, Batista

*const. 1946; dep. fed. SP 1946 e 1947-1951.

 

Edgar Batista Pereira nasceu na cidade de São Paulo no dia 10 de março de 1900, filho de José Batista Pereira e de Francisca de Paula da Rocha Batista Pereira.

Estudou no Colégio de São Bento, ingressando mais tarde na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Transferindo-se no último ano do curso para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, bacharelou-se pela universidade dessa cidade.

De volta a São Paulo, exerceu por muitos anos a advocacia no interior do estado, elegendo-se vereador e presidente da Câmara Municipal de Taquaritinga. Em 1930 retornou à capital, tendo sido em 1932 um dos fundadores do MMDC, organização civil paramilitar criada em São Paulo em maio daquele ano. Formado pela união dos diversos grupos de oposição ao Governo Provisório de Getúlio Vargas que defendiam a necessidade de um governo civil e paulista, o MMDC cuidou da organização e da preparação militar dos revoltosos, constituindo-se na verdadeira retaguarda das forças paulistas que em 9 julho deflagraram a Revolução de 1932. Com a derrota do movimento em outubro seguinte, Batista Pereira, juntamente com outros insurretos, tentou ainda organizar um novo movimento que desse prosseguimento à luta, mas acabou derrotado e remetido para o exílio. Retornando a São Paulo anos depois, foi nomeado chefe da Casa Civil e secretário dos Negócios do governo de São Paulo durante a interventoria de Ademar de Barros (1938-1941).

Um dos dirigentes do Partido Social Democrático (PSD) em São Paulo participou com destaque da campanha eleitoral que levou o general Eurico Gaspar Dutra à presidência da República nas eleições de dezembro de 1945. Nesse mesmo pleito elegeu-se suplente de deputado por São Paulo à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do PSD, ocupando uma cadeira em setembro de 1946 às vésperas da promulgação da nova Carta (18/9/1946) e da transformação da Constituinte em Congresso ordinário. Permaneceu na Câmara até outubro seguinte, quando foi nomeado secretário de estado em São Paulo, na interventoria de José Carlos de Macedo Soares (1945-1947). Em dezembro de 1947 retornou à Câmara dos Deputados, passando a desenvolver tenaz oposição ao governador Ademar de Barros (1947-1951) e denunciando o descumprimento de suas promessas no sentido de baratear o custo de vida, e o que considerava descalabros financeiros e econômicos daquele governo. Em janeiro de 1948 votou a favor da cassação dos mandatos dos parlamentares comunistas.

Reeleito suplente de deputado federal em outubro de 1950, deixou a Câmara em janeiro de 1951, não voltando a exercer mandato.

Diretor do Banco do Comércio em 1954, dirigiu também a Rádio Clube do Rio de Janeiro e a Rádio Cruzeiro do Sul em São Paulo. Em junho de 1954 foi nomeado secretário da Justiça de São Paulo durante o governo de Lucas Nogueira Garcez (1951-1955). Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Foi ainda tabelião de notas de São Paulo e diretor vice-presidente da Alcântara Machado Comércio e Empreendimentos.

Faleceu em São Paulo no dia 23 de abril de 1985.

Publicou Diário da capela (1933), A casa de São Clemente e Prefácio à oração aos moços.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; COUTINHO, A. Brasil; Diário de Notícias, Rio (1/6/54); FLEISCHER, D. Thirty; GALVÃO, F. Fechamento; Jornal do Brasil (24/4/85); Legenda; SILVA, H. 1932; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1 e 2).

 

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