EDILBERTO RIBEIRO DE CASTRO

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Nome: CASTRO, Edilberto de
Nome Completo: EDILBERTO RIBEIRO DE CASTRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CASTRO, EDILBERTO DE

CASTRO, Edilberto de

*dep. fed. RJ 1951-1967.

 

Edilberto Ribeiro de Castro nasceu em Quiçamã (RJ), no dia 7 de novembro de 1909, filho de Joaquim Bento de Castro e de Maria da Glória Ribeiro de Castro.

Realizou os estudos secundários no Ginásio Metropolitano e no Liceu Fluminense de Petrópolis (RJ).

Tornou-se usineiro de açúcar, pecuarista e comerciante. Após o fim do Estado Novo (1937-1945), elegeu-se em janeiro de 1947 deputado à Assembléia Constituinte do estado do Rio de Janeiro na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Assumindo o mandato em março do mesmo ano, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta estadual, passou a exercer o mandato ordinário.

No pleito de outubro de 1950 elegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro na mesma legenda. Concluindo o mandato estadual em janeiro de 1951, tomou posse na Câmara no mês seguinte. Reeleito em outubro de 1954 e de 1958, durante essa última legislatura apoiou em setembro de 1961 a Emenda Constitucional nº 4, que, após a renúncia do presidente Jânio Quadros (25/8/1961), implantou o sistema parlamentarista no país como forma de viabilizar a posse do vice-presidente João Goulart, vetado pelos ministros militares. Já no governo de Goulart (1961-1964), votou favoravelmente à Emenda Constitucional nº 5, de dezembro de 1961, que ampliou a participação dos municípios na renda tributária nacional. Opôs-se em seguida à antecipação do plebiscito que deveria decidir a sorte do parlamentarismo em outubro de 1962.

Mais uma vez reeleito na legenda da UDN, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior implantação do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, legenda na qual concluiu seu último mandato em janeiro de 1967. Segundo o jornal Correio Brasiliense, concentrou sua atuação parlamentar nos órgãos técnicos da Câmara dos Deputados. Favorável ao intervencionismo econômico e ao monopólio estatal dos minérios atômicos, do petróleo, da eletricidade e das telecomunicações, era, ainda, segundo a fonte citada, partidário de uma reforma agrária cooperativista, com plena assistência ao lavrador, através da desapropriação dos latifúndios mediante indenização.

Deixando o Congresso em 1967, passou a ocupar-se de negócios particulares. Foi presidente da Cia. Engenho Central de Quiçamã, diretor de empresa bancária, membro do Conselho Nacional de Economia, membro da Sociedade Nacional de Agricultura e do Sindicato da Indústria de Açúcar do Estado do Rio, além de presidente da Cooperativa dos Usineiros do Estado do Rio.

Foi vice-presidente do Diretório Nacional da UDN.

Faleceu em Paris no dia 16 de novembro de 1973, vítima de derrame cerebral.

Era casado com Magali Queirós Ribeiro de Castro, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CAMPOS, Q. Fichário; CISNEIROS, A. Parlamentares; CORTÉS, C. Homens; INF. FAM. JOAQUIM BENTO RIBEIRO DE CASTRO; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2, 3, 4 e 6).

 

 

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