EDISON FIDELES DE SOUSA

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Nome: FIDÉLIS, Edison
Nome Completo: EDISON FIDELES DE SOUSA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FIDÉLIS, EDISON

FIDÉLIS, Edison

*dep. fed. RO 1991-1995.

Edson Fidélis de Sousa nasceu em Apucarana (PR) no dia 6 de novembro de 1951, filho de Alcílio José de Sousa e de Ana Fidélis de Sousa.

Em 1972, iniciou o curso da Faculdade de Direito de Curitiba, concluindo-o quatro anos depois.

Em 1979 transferiu-se para Rondônia, passando a exercer a advocacia em escritório próprio. Em 1985 tornou-se conselheiro regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nesse estado. Em novembro do ano seguinte, elegeu-se deputado estadual constituinte de Rondônia, na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). Assumindo o mandato no início do ano seguinte, participou dos trabalhos legislativos como líder do partido na Assembléia Legislativa, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e segundo-vice-presidente da mesa. Durante os trabalhos constituintes, foi presidente da Comissão dos Poderes Estaduais e vice-relator-geral da Assembléia Estadual Constituinte de Rondônia.

Em outubro de 1988, elegeu-se vice-prefeito do município de Ji-Paraná (RO), cargo que exerceu até 1990, quando saiu do PFL e ingressou no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), legenda na qual concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados por Rondônia no pleito de outubro, sendo eleito deputado federal. Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, participou dos trabalhos legislativos como vice-líder do partido na Câmara, membro titular da Comissão de Agricultura e Política Rural e suplente da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Em 1993 Edson Fidélis saiu do PTB e ingressou no Partido Progressista (PP). Nas principais matérias constitucionais apresentadas na Câmara dos Deputados ao longo da legislatura 1991-1995, votou a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação para ter maior liberdade de administração das verbas, e faltou às votações da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), imposto de 0,25% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde e do fim do voto obrigatório.

Em outubro de 1994, candidatou-se ao governo estadual de Rondônia, na chapa do candidato do PP, Francisco Chiquilito Erse, na condição de vice-governador, sendo derrotado pelo candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Valdir Raupp. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura, retornando à advocacia.

No pleito de outubro de 1998 candidatou-se a uma cadeira na Câmara, na legenda do PMDB, não obtendo êxito. Já nas eleições de 2002, tentou se eleger deputado estadual pela coligação que reuniu as legendas do Partido Democrático Trabalhista (PDT), ao qual se filiara, e a do Partido dos Aposentados na Nação (PAN), mas só obteve a suplência.

Foi Secretário de Obras Públicas no município de Ji-Paraná, na prefeitura de José Bianco, do Democrata (DEM) (2005-2009). Porém, foi exonerado no mês de janeiro de 2009.

Foi ainda governador do distrito L1 do Lions Clube, correspondente a Rondônia, Acre, Amazonas e Roraima, e participou da convenção internacional do Lions Clube, realizada em Dallas, Estados Unidos. Exerceu também as atividades de contabilista, administrador e comerciante.

Casou-se com Ini Santa Romero Fidélis de Sousa, que foi deputada estadual em Rondônia (1991-1995) na legenda do PFL, com quem teve três filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (18/9/94); Globo (10/10/98); INF. BIOG; Perfil parlamentar brasileiro; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998); Portal do Tribunal Superior Eleitoral (www.tse.gov.br; acessado em 13/10/2009);  Portal do Extra Rondonia (www.extrarondonia.com; acessado em 13/10/2009).

 

 

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