Edson Carvalho Vidigal

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Nome: VIDIGAL, Edson
Nome Completo: Edson Carvalho Vidigal

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

VIDIGAL, Edson

*jornalista; dep. fed. MA 1979-1983.

 

            Edson Carvalho Vidigal nasceu em Caxias (MA) no dia 20 de julho de 1944, filho de Edson Castro Vidigal e de Maria Helena Carvalho.

            Ingressou na vida pública filiando-se ao Partido Social Progressista (PSP), em cuja legenda se elegeu vereador em Caxias no pleito de outubro de 1962. Assumiu sua cadeira no dia 1º de janeiro do ano seguinte. Após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), a ascensão da junta militar, composta pelos ministros do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, e o início de edição de sucessivos atos institucionais, Vidigal teve seu mandato cassado em 14 de abril desse ano, com base no Ato Institucional n° 1 (AI-1), editado pela junta cinco dias antes.

            Em junho de 1968, tornou-se assessor de imprensa da Assembléia Legislativa do Maranhão. Nesse mesmo ano integrou a equipe de lançamento da revista Veja da Editora Abril, em São Paulo. Permaneceu na assessoria do Legislativo maranhense até julho do ano seguinte e em agosto passou a assessor de imprensa do governo do Maranhão, na gestão de José Sarney (1966-1970), exercendo essa função até junho de 1970, quando se desincompatibilizou para disputar uma cadeira na Assembléia Legislativa do estado. Filiando-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar, no pleito de novembro deste ano concorreu a uma cadeira de deputado estadual em sua nova legenda, mas só obteve uma suplência.

Ainda em 1970 iniciou o curso de comunicação social da Escola de Administração Pública do Estado do Maranhão, mas não chegaria a concluí-lo.

Em 1971, tornou-se diretor de redação do Jornal do Dia, de São Luís. Passou a acumular esse posto, a partir de julho, com o de chefe da Assessoria de Comunicação Social do gabinete do governador Pedro Neiva de Santana (1971-1975), onde permaneceria até agosto de 1974. A partir de 1972, foi também chefe da sucursal da Agência Nacional no estado. Em 1975, deixou o Jornal do Dia e tornou-se correspondente do jornal O Globo, do Rio de Janeiro, posto que deixou nesse mesmo ano para ser repórter do Jornal do Brasil, função que desempenharia até 1978.

            Ainda em 1975, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Dois anos depois, transferiu-se para a Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), pela qual viria a se bacharelar em 1980. 

No pleito de novembro de 1978, voltou a concorrer a um cargo eletivo, elegendo-se deputado federal pelo Maranhão na legenda da Arena. Assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1979, tornou-se membro titular da Comissão de Segurança Nacional, da qual passou a suplente no ano seguinte, e suplente da Comissão do Interior. Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP). No ano seguinte, presidiu a Comissão de Ciência e Tecnologia e tornou-se relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar as causas das elevadas taxas de juros nos diversos setores do sistema financeiro nacional. Em 1981, passou a integrar a Comissão de Trabalho e Legislação Social e participou da CPI que apurou a situação do patrimônio histórico e artístico nacional.

            Com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em fevereiro de 1982, filiou-se a essa agremiação, da qual tornou-se vice-presidente, delegado do seu estado na convenção nacional e delegado do partido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), função que desempenharia até 1987.  Nessa legenda concorreu à reeleição no pleito de novembro de 1982, mas só obteve uma suplência. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro de 1983, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura. A partir de então, montou o seu escritório de advocacia em Brasília e, desse ano até 1985, foi procurador judicial do estado do Espírito Santo perante o Supremo Tribunal Federal (STF) e tribunais superiores.

            Com a ascensão de José Sarney à presidência da República, que assumiu efetivamente após a morte de Tancredo Neves em abril de 1985, Vidigal foi nomeado em junho assessor especial do presidente da República para assuntos do Judiciário e Ministério Público. Em agosto seguinte, tornou-se professor de direito eleitoral, introdução à ciência do direito e jurisprudência do direito penal na UnB. Em 1987, tornou-se também consultor jurídico do Ministério dos Transportes, funções que desempenhou até dezembro daquele ano, quando foi nomeado ministro do Tribunal Federal de Recursos (TFR), que, com a promulgação da nova Constituição brasileira, passou a se chamar Superior Tribunal de Justiça (STJ), a partir de abril de 1989. Como ministro dessa corte, tornou-se, em dezembro de 1994, membro do Conselho da Justiça Federal, função que desempenharia até dezembro de 1996. Em julho desse ano, foi eleito presidente da 5ª Turma e 3ª Seção do STJ, onde permaneceria até julho de 1998.

Em agosto de 1997, assumiu a direção da Revista do STJ, na qual permaneceria por dois anos, e foi eleito membro da Academia Maranhense de Letras. Em setembro, foi nomeado ministro-substituto do TSE, exercendo essa função até junho de 1998, quando foi efetivado para um mandato de dois anos.

            Casou-se com Eliane Cassas do Amaral Travassos Vidigal, com quem teve seis filhos.

            Publicou Os dias lindos (crônicas – 1979), As trombetas do amém (“a luta pelas eleições diretas” – 1979), A denúncia e o desafio (discursos, Câmara dos Deputados, 1981), entre outras obras.

 Moisés Arioza/Alan Carneiro

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório. (1979-1983); INF. BIOG.

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