Edson Ezequiel de Matos

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Nome: EZEQUIEL, Edson
Nome Completo: Edson Ezequiel de Matos

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

EZEQUIEL, Edson

*dep. fed. RJ 1995-1996; 2003-



 

Edson Ezequiel de Matos nasceu em Recife no dia 13 de julho de 1945, filho de Ernesto Ezequiel de Matos e de Maria de Lurdes Oliveira Matos. Seu pai foi dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB), do qual posteriormente se desligou, filiando-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Aos cinco anos, transferiu-se com a família para São Gonçalo (RJ), onde cursou o ginasial e o científico no Colégio São Gonçalo. Em 1964, ingressou no curso de engenharia na Universidade Federal Fluminense (UFF), que concluiu em 1967. No ano seguinte, foi admitido por concurso público no curso probatório de especialização em engenharia de equipamentos da Petrobras, onde trabalharia como engenheiro de 1969 a 1984. Em 1972, acumulou suas funções na Petrobras com o cargo de professor da Universidade Gama Filho (UGF). Como funcionário da empresa, esteve nos Estados Unidos, de 1973 a 1974, para titular-se mestre em ciências pela Universidade de Minnesota, especializando-se na área de petróleo e pólos petroquímicos. Ao retornar ao Brasil, foi cedido pela Petrobras para difundir os conhecimentos adquiridos no exterior, lecionando, durante cerca de oito anos, como professor convidado, nas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Bahia (Ufba) e de Sergipe (Ufse).

Iniciou sua trajetória política em 1981, participando, no ano seguinte, da campanha vitoriosa de Leonel Brizola a governador do Rio Janeiro pelo PDT. Ainda em 1982, filiou-se ao partido e assumiu a presidência da seção São Gonçalo do Instituto Alberto Pasqualini, voltado para estudos e pesquisas da realidade brasileira. No mesmo ano, tornou-se diretor de administração e conselheiro do Clube de Engenharia, cargos que ocuparia até 1985. Em 1984, solicitou licença sem vencimentos da Petrobras para poder colaborar integralmente com o PDT. Durante o primeiro governo Leonel Brizola (1983-1987), foi diretor de obras da Empresa de Obras Públicas (Emop) do Rio de Janeiro, de 1984 a 1985. Em novembro de 1986, candidatou-se com êxito a uma vaga na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Empossado em fevereiro do ano seguinte, foi membro da Comissão de Justiça, vice-líder da bancada do PDT e presidente Comissão Especial do Pólo Petroquímico e da Comissão de Ciência, Energia e Tecnologia da Assembléia. Em 1988, passou a integrar o diretório nacional do PDT e, em novembro, candidatou-se a prefeito de São Gonçalo. Eleito com 142 mil votos, renunciou ao mandato de deputado estadual para assumir, em janeiro de 1989, o seu novo cargo. Durante sua gestão como prefeito, participou do Congresso Mundial de Prefeitos em Oslo, capital da Noruega. Em 1991, voltou a integrar o quadro de conselheiros do Clube de Engenharia, função que exerceria por três anos. Concluindo sua passagem pela prefeitura de São Gonçalo em dezembro de 1992, assumiu no ano seguinte a presidência do Metrô do Rio de Janeiro, durante a segunda gestão de Brizola (1991-1994) como governador do estado. Cursou pós-graduação em mercado de capitais na Fundação Getulio Vargas (FGV) de março de 1993 a março de 1994. Nesse ano, passou a integrar o conselho de vice-presidentes do Diretório Regional do PDT e assumiu a presidência do partido em São Gonçalo.

Em meados de 1994, desincompatibilizou-se da presidência do Metrô para candidatar-se à Câmara Federal em outubro do mesmo ano. Eleito, obteve a maioria de seus votos em sua base eleitoral no município de São Gonçalo. Devido a denúncias de irregularidades ocorridas durante o processo de votação, o pleito foi anulado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), e nova eleição marcada para novembro seguinte. Confirmando sua vitória, assumiu uma cadeira na Câmara em fevereiro de 1995, participando dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Transportes, da comissão especial instituída para estudar a criação de novos municípios, da Comissão de Comércio, Indústria e Economia e da comissão especial que analisou a proposta do governo de extinção do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo.

Contrário à medida, nas principais votações de 1995 também votou contra a abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, a revisão do conceito de empresa nacional e a quebra do monopólio do Estado nas telecomunicações e na distribuição de gás canalizado pelos governos estaduais.

Concorreu à prefeitura de São Gonçalo em 1996 com o apoio de 14 agremiações, entre as quais o Partido dos Trabalhadores (PT) — que indicou o candidato a vice —, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido da Reconstrução Nacional (PRN), cobrindo um amplo espectro ideológico. Durante a campanha, prometeu retomar as prioridades de sua primeira gestão: educação, saúde, pavimentação e saneamento básico. Elegendo-se com mais de 50% dos votos válidos ainda no primeiro turno, foi empossado no cargo em 1º de janeiro de 1997, deixando, com isso, o mandato federal. Sua vaga na Câmara foi ocupada pelo suplente Carlos Alberto Campista, eleito pelo PDT, mas na época filiado ao Partido Liberal (PL).

Ao fim do mandato na prefeitura de São Gonçalo, ainda tentou reeleger-se, nas eleições realizadas no ano de 2000, sem sucesso, sendo derrotado no segundo turno pelo candidato do PMDB, Henry Charles. Assumiu a presidência do Conselho Administrativo da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (EMOP), no qual permaneceu até 2002, enquanto, simultaneamente, encontrava-se no posto de Secretário de Estado de Obras e Programas Especiais, nomeado pelo então Governador Anthony Garotinho.

Ainda em 2002, candidatou-se para uma vaga na Câmara dos Deputados, pelo PMDB. Eleito com mais de 90 mil votos, foi, nesse mandato, titular das Comissões de Ciência e Tecnologia, de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, bem como da de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Além disso, foi ainda vice-presidente da Comissão Especial responsável por acompanhar as negociações da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).

Alcançou a reeleição em 2006, assumindo novo mandato em fevereiro de 2007. Neste mesmo ano, foi eleito vice-líder do bloco formado por PMDB, PTB, PSC e PTC Nesta legislatura, votou favoravelmente à criação da Contribuição Social para a Saúde (CCS) e também pela prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Também votou e foi atuante contra a emenda que alterava as regras de distribuição dos royalties do petróleo. Em 2009, prescreveu e foi arquivado o inquérito que tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF) por ter supostamente assumido obrigações financeiras no último ano do mandato enquanto prefeito de São Gonçalo, nove anos antes.

Concorreu a reeleição em 2010, tendo obtido 72.589 votos. Participou do o Ato Público no Rio de Janeiro pela Redistribuição dos Royalties e de uma Comissão Externa para Apoiar o Rio na Tragédia da Chuva.

Casou-se com Maria das Graças Tuze de Matos, presidente do PDT em São Gonçalo e eleita deputada estadual em 1994.

Publicou Bombas industriais (1984).

 


FONTES: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br>. Acesso em 06/09/2013; Portal DomTotal. Disponível em: <http://www.domtotal.com>. Acesso em 06/09/2013; Portal do Jornal do Brasil. Disponível em: <http://www.jb.com.br>. Acesso em 06/09/2013; Portal do jornal Folha de São Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em 06/09/2013; Portal do jornal O Globo. Disponível em: <http://oglobo.globo.com>. Acesso em 06/09/2013; Portal pessoal de Edson Ezequiel. Disponível em <http://www.edsonezequiel.com.br>. Acesso em 09/10/2009; Portal do Supremo Tribunal Federal. Disponível em: http://www.stf.jus.br/. Acesso em 05/09/2013; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 06/09/2013.

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